Black Summer: review primeira temporada

Black Summer (título original: Black Summer) é uma produção original da Netflix criada e desenvolvida por John Hyams e Karl Schaefer, que se passa no mesmo universo da série Z Nation. A trama gira em torno de uma mãe que se separa da filha no ápice do apocalipse zumbi, e que com a ajuda de outros sobreviventes faz de tudo para reencontra-la.

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A série começa com episódios quase todos voltados para pequenos núcleos de personagens que se encontram ao final da temporada depois de viverem o horror ocasionado por uma misteriosa pandemia de mortos-vivos. Diversos segmentos por episódio mostram um pouco de cada um dos sobreviventes e todas as difíceis decisões que precisaram tomar para chegaram até ali—o que não significa que todos eles irão chegar são e salvos ao final da temporada. No episódio piloto, Rose (Jaime King) e o marido, Patrick (Ty Olsson), tentam passar com a filha pela vistoria do exército para escolta de sobreviventes rumo à um estádio local onde devem ser resgatados. Contudo, os três acabam se separando, e Rose cruza o caminho de Spears (Justin Chu Cary)—o misterioso soldado com um passado obscuro—que passa a ajuda-la. Nesse meio tempo, Sun (Christine Lee), uma coreana que não fala nada de inglês, salva Ryan (Mustafa Alabssi)—o qual eventualmente esbarra com Rose e Spears—, e acaba formando parceria com Barbara (Gwynyth Walsh) e William (Sal Velez Jr.), ao que os três desconhecidos tentam chegar ao estádio de carro, mas acabam sendo perseguidos por um grupo numa caminhonete que quer roubar sua gasolina. Um acidente acaba colocando os sobreviventes dos dois veículos presos num restaurante de beira de estrada.

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Depois de viverem o inferno numa escola supostamente abandonada, Spears e Rose são ajudados por um velho itinerante que entra mudo e sai calado da narrativa. Várias horas depois de muita caminhada, os três chegam ao mesmo restaurante onde Sun e William estão abrigados com três outros sobreviventes. Os dois grupos unem forças, e após conseguirem armamento pesado num imenso galpão para festas e uso de drogas, partem em direção ao estádio com fins de reencontrar seus familiares e ter um abrigo, não sem antes enfrentarem mais problemas pela frente como dois soldados com intenções duvidosas e um violento tiroteio nas proximidades do estádio numa das melhores sequências do episódio final. Nesse cenário, várias baixas acontecem, alguns personagens saem de cena para um final incerto, enquanto a última cena da series finale deixa em aberto um grande gancho no sentido de que nenhum resgate deve acontecer aos sobreviventes, e que todos estão fadados à continuar sua luta incessante pela sobrevivência em território cada vez mais hostil e onde não podem confiar em mais ninguém. Para uma eventual segunda temporada, cabe aos personagens que sobreviveram ao inferno da primeira instalação da série descobrirem agora como chegar à um lugar seguro.

Versão anabolizada de The Walking Dead—a qual já teve dias melhores—, Black Summer é adrenalina do começo ao fim com seus mortos-vivos nada letárgicos e que se transformam tão rapidamente quanto os zumbis de World War Z (2013). Com pouquíssimos momentos de apatia na interação entre os personagens, e muitos momentos de pouco diálogo ao longo dos primeiros episódios, a série cumpre sua missão ao mostrar o pior e o melhor do ser humano em seu limite e desgaste físico e emocional em meio ao clímax do apocalipse zumbi, onde não são apenas com os mortos-vivos que precisam lidar. Excepcionalmente bem produzida e desenvolvida, a produção não deixa nada à desejar, e consegue prender a atenção do telespectador do inicio ao fim.

A primeira temporada de Black Summer encontra-se disponível via Netflix.

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