O Justiceiro: resumo segunda temporada

O Justiceiro (título original: The Punisher) retorna para uma segunda temporada na Netflix com sensação de final de série, e traz uma bela homenagem in memoriam à Stan Lee ao final do último episódio. Única adaptação dos quadrinhos da Marvel Comics para a rede on streaming que não faz parte do universo cinemático Marvel, O Justiceiro segue firme como um dos personagens mais violentos dos quadrinhos assumindo de vez agora o manto do herói assassino numa narrativa que traz a resolução da saga da primeira temporada envolvendo Billy Russo, ao mesmo tempo em que envolve novos personagens, como o Menonita e o Retalho.

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Com um Frank Castle (Jon Bernthal) bem mais relaxado e longe da confusão causada um ano antes em Nova York, temos agora o personagem bem à vontade num bar de beira de estrada no Oregon. Dado como morto, ele assume a falsa identidade de Pete Castiglione, e até mesmo se envolve amorosamente com a dona do estabelecimento, Beth (Alexa Davalos), uma mãe solteira para a qual revela muito mais à seu respeito do que jamais imaginou um dia revelar à alguém depois de tudo o que passou com o assassinato de sua família. O estopim para a nova saga do personagem começa quando ele descobre Amy (Giorgia Whigham), uma garota sendo perseguida por um grupo de assassinos profissionais. Sem hesitar, ele a salva, matando quase todos os criminosos. Nesse cenário, Beth acaba ferida, e Frank a leva ao hospital com a misteriosa garota como refém. Sabendo agora que estão na mira de uma incansável organização criminosa, Frank arrasta Amy para uma surreal e sanguinária fuga alucinada que tem o curso alterado logo no terceiro episódio, “Trouble the Water”, onde O Justiceiro salva os policiais de um pequeno distrito policial cercado por assassinos liderados pelo icônico vilão Menonita, que na série atende apenas pelo nome de John Pilgrim (Josh Stewart).

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Enquanto isso, em Nova York, a agente especial do Departamento de segurança dos Estados Unidos, Dinah Madani (Amber Rose Revah), não se recuperou da traição de Billy Russo (Ben Barnes), visitando-o todos os dias no hospital onde ele se recupera das horríveis feridas faciais deixadas pelo Justiceiro. Escondido atrás de uma máscara, Billy Russo se submete ao tratamento psicológico da Dra. Krista Dumont (Floriana Lima), uma terapeuta que guarda um grande trauma do passado. Apaixonada por Billy, Krista acaba ajudando-o em sua jornada em busca de vingança contra Frank Castle, embora ele não se lembre quem é seu agressor, muito menos os motivos para a surra que levou no final da temporada anterior, tendo apenas pesadelos com uma caveira ensanguentada que o assombram. Cansado de ser mantido como prisioneiro, Billy decide escapar, e eventualmente busca um teto no apartamento de Krista, a qual acaba se tornando sua amante. Com fins de superar seus anseios, Billy acaba recrutando veteranos de guerra que frequentam as reuniões de Curtis Hoyle (Jason R. Moore), tornando-se o líder de uma gangue de malfeitores mascarados. É o surgimento do personagem “Retalho”, embora de longe as cicatrizes de Billy se pareçam com as do personagem nos quadrinhos. Decidida à caçar e matar Billy Russo, Madani contata Frank Castle, e o leva de volta à Nova York juntamente com Amy.

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Em Nova York, Frank e Amy se conectam quando ela finalmente decide lhe contar que está sendo perseguida depois que seu pequeno grupo de adolescentes mercenários tirou fotografias de um importante político aos beijos numa visita ao cemitério, fotos estas que seriam usadas como forma de chantagem por parte de um mafioso russo. Eventualmente, é revelado que os implacáveis pais do político em questão, Anderson (Corbin Bernsen) e Eliza Schultz (Annette O’Toole), tem os dois filhos pequenos de John Pilgrim cativos em sua mansão, obrigando-o à matar todos os envolvidos na tentativa de chantagem contra o filho, restando agora apenas Amy. Assim, enquanto Frank precisa lidar com o perigo crescente representado por Billy Russo, ele tem que proteger Amy ao passo em que precisa ainda lidar com seus assassinos. As coisas ficam muito mais intensas à partir do episódio “My Brother’s Keeper”, quando Billy Russo finalmente descobre a origem da caveira que o atormenta em seus pesadelos, e um tiroteio sem precedentes acontece nas ruas de Nova York depois de um grande roubo perpetrado pela gangue de mascarados por ele liderada, ao passo em que a cabeça de Frank Castle e de Amy estão à prêmio, e vários assassinos profissionais saem ao encalço dos dois. Nesse cenário, Karen Page (Deborah Ann Woll) aparece mais uma vez para ajudar o herói, que também conta com os reforços de Curtis, Madani e eventualmente até mesmo do detetive Brett Mahoney (Royce Johnson).

Tão violento e brutal quanto a primeira temporada, O Justiceiro segue como uma série que não é para os fracos de estômago. Com sequências ainda mais viscerais e graficamente impressionantes, a produção traz o melhor e o pior do personagem nesse segundo arco repleto de incessantes sequências de ação e luta. A narrativa deixa de lado os traumas da chacina da família de Castle, a qual é lembrada em momentos pontuais, e aborda um novo lado do personagem, o qual encontra afeto de diferentes formas, seja com Beth, com Amy e mesmo com Karen, Curtis e Madani, ao mesmo tempo em que abraça sem qualquer remorso a violência como modo de vida. A última cena, onde O Justiceiro segue como o desenfreado vigilante assassino, é simplesmente deleitável, e embora exista uma grande chance da série ser oficialmente cancelada pela Netflix da mesma forma como foram Demolidor e Punho de Ferro, é certo dizer que a produção cumpriu bem o seu papel, e que a resolução da trajetória do personagem é satisfatória.

As duas temporadas de O Justiceiro estão disponíveis via Netflix.

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