Hotel Artemis: crítica de filme

Hotel Artemis (título original: Hotel Artemis) é um thriller de crime e ação escrito e dirigido por Drew Pearce, que tem como cenário uma Los Angeles distópica no ano de 2028, onde as ruas da cidade são tomadas por um tumulto da população, enquanto criminosos se aproveitam da situação, e assassinos sanguinários se confrontam no Hotel Artemis.

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O filme começa com quatro criminosos que, aproveitando-se do tumulto que toma conta das ruas de Los Angeles, roubam um banco. Sem conseguirem arrombar o cofre, eles decidem roubar pertences dos reféns, empregados de milionários que estão tentando depositar bens preciosos temendo as consequências da violência desencadeada pelo tumulto na cidade. Durante a fuga, eles são confrontados por policiais. Um dos bandidos é morto e outros dois são gravemente feridos. Sherman (Sterling K. Brown), o único não atingido pelos disparos, telefona para Jean Thomas (Jodie Foster), responsável pelo Hotel Artemis, um hotel que funciona como um hospital para tratar criminosos, mas que aceita apenas membros pagantes que assumem nomes secretos tão logo registrados. Assim, ao chegarem no estabelecimento dirigido por Thomas, apenas Sherman e seu irmão Lev (Brian Tyree Henry), que assumem as identidades de Waikiki e Honolulu, são aceitos, enquanto o segundo criminoso ferido, e não membro do hotel, é deixado inconsciente e colocado para fora por Everest (Dave Bautista), assistente de Thomas.

Nesse cenário, o hotel tem outros dois hóspedes apelidados de Acapulco (Charlie Day) e Nice (Sofia Boutella). Acapulco é um contrabandista de armas, enquanto Nice é a ex-namorada de Sherman/Waikiki que feriu à si mesma com fins de pode entrar no Hotel Artemis ao descobrir que um de seus alvos está prestes à também se hospedar naquela mesma noite.

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As coisas ficam complicadas quando Thomas recebe a ligação do criminoso Crosby Franklin (Zachary Quinto), o qual está prestes à chegar com seu pai, Orion Franklin (Jeff Goldblum), também conhecido como “O Rei Lobo”, dono do hotel, e chefe do crime organizado em Los Angeles, que acabou de ser gravemente ferido. Nesse meio tempo, Sherman/Waikiki e Nice descobrem que uma caneta roubada por Lev/Honolulu no assalto ao banco pertence à Orion Franklin, o qual mata qualquer um que roube dele. Para piorar ainda mais as coisas, Thomas se vê obrigada à quebrar uma das regras de ouro do hotel ao acolher clandestinamente Morgan (Jenny Slate), uma policial ferida do lado de fora durante o tumulto e com a qual viveu uma dramática história familiar antes de se tornar “a enfermeira” do Hotel Artemis. Uma grande reviravolta de acontecimentos onde segredos do passado são trazidos à tona faz com que todos corram perigo de vida no hotel.

Embora possa ser confundido como uma espécie de spinoff dos filmes John Wick (2014) e John Wick: Capítulo 2 (2017), o Hotel Artemis propriamente dito não tem nada à ver com o infame Hotel Continental localizado em Nova Iorque e que no universo do personagem de Keanu Reeves criado por Derek Kolstad hospeda apenas assassinos profissionais. Em Hotel Artemis, as regras do estabelecimento em questão, que também abriga perigosos criminosos, são igualmente severas, mas o funcionamento e a narrativa são distintas.

Com elenco formidável, com destaque obviamente para Jodie Foster, o filme, no entanto, não vinga. Confuso, tenso e visualmente enfadonho, Hotel Artemis é cansativo, e nem mesmo suas constantes reviravoltas e sequências de ação são capazes de prender a atenção.

Hotel Artemis entra em cartaz nos cinemas brasileiros no dia 13 de setembro.

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