Orange is the New Black: resumo sexta temporada

A sexta temporada de Orange is the New Black, série produzida pela Netflix e inspirada no romance autobiográfico de Piper KermanOrange Is The New Black: My Year in a Women’s Prison, retorna com clima de temporada final ao encerrar o ciclo para várias personagens. Com cenário agora no sistema prisional de segurança máxima de Litchfield, para onde as detentas que incitaram a rebelião na temporada anterior foram enviadas, a narrativa principal gira agora em torno das violentas brigas entre dois grupos rivais que tem como lideres duas irmãs assassinas. Novos rostos entram em cena enquanto diversas personagens das temporadas anteriores ficam de fora, e um perverso jogo entre os agentes correcionais cuja pontuação é obtida com base nos resultados dos conflitos entre as detentas completam o arco principal.

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A temporada começa depois dos eventos havidos nos três dias da rebelião mostrada na temporada anterior e iniciada no último episódio da quarta temporada. As detentas envolvidas no conflito são transferidas para o complexo de segurança máxima de Litchfield e separadas em blocos prisionais (B, C e D). Nesse cenário, a polícia federal instaura uma investigação com fins de descobrir as incitadoras da revolta, bem como a identidade do assassino de Piscatella (Brad William Henke). Morto acidentalmente por outro agente durante o motim, é revelado que os demais agentes forjaram sua morte para parecer que foi cometida por uma das detentas, algo testemunhado por Black Cindy (Adrienne C. Moore) e Suzanne (Uzo Aduba). Sabendo que o conhecimento de tal informação de nada adiantará, Black Cindy obriga Suzanne à jamais revelar tal fato. Numa grande e dramática reviravolta de acontecimentos, Taystee (Danielle Brooks) acaba se tornando a principal suspeita pela morte de Piscatella, o que pode lhe custar uma condenação à prisão perpétua por assassinato em segundo grau.

De outro lado, depois de atirar no agente Humprey (Michael Torpey) no começo da temporada anterior, culminando sua morte, Dayanara (Dascha Polanco) se declara culpada e tem uma sentença aumentada para condenação máxima. Constantemente espancada pelos agentes correcionais como retaliação, ela encontra conforto nas drogas que lhe são trazidas por Daddy (Vicci Martinez), membro da facção liderada por Barbara (Mackenzie Phillips), uma das psicopatas irmãs Denning, as quais mataram friamente a irmã mais nova num dos flashbacks mais sombrios de toda a série.

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Transferido para o Missouri, Caputo (Nick Sandow) tenta lidar com sua nova realidade e até mesmo reencontra com um agora bastante zen Sam Healy (Michael Harney) como forma de encarar seu desligamento dos problemas das detentas. Contudo, ao mesmo tempo em que sua relação com Natalie Figueroa (Alysia Reiner) ganha novos contornos, Caputo acaba comprando a briga de Taystee quando esta é injustamente acusada pela morte de Piscatella. E se de um lado Taystee enfrenta um julgamento bastante dramático e regado à muitos protestos nos episódios finais, Red (Kate Mulgrew) também acaba penalizada como incitadora do motim e tem sua pena aumentada em dez anos comprometendo sua reconexão com os filhos e com os netos, enquanto Frieda (Dale Soules) é alvo de vingança não apenas de Red por tal fato como também das irmãs Denning ao tê-las enganado no passado para conseguir transferência para o complexo penitenciário de segurança mínima. Gloria (Selenis Leyva) e Maria (Jessica Pimentel) também seguem como grandes rivais depois dos eventos da temporada passada, mas submetidas à um sistema mais cruel, acabam tendo que se acostumar com novas rotinas e até mesmo abraçam cada qual uma forma de redenção.

Nesse cenário repleto de animosidades, os agentes correcionais participam de um jogo secreto chamado “Fantasy Inmate”, no qual apostam com a integridade física das detentas ao ponto de encorajarem e criarem situações em que as prisioneiras entrem em conflitos umas com as outras afim de que alguma delas saia ferida, ou até mesmo morta.

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Paralelamente, Piper (Taylor Schilling), que acreditava que Alex (Laura Prepon) poderia até mesmo ter morrido ao final da revolta da temporada anterior ao não saber onde ela se encontra, reúne-se com a amante. Desta vez, a audiência é poupada do tóxico e destrutivo relacionamento das duas, as quais se mostram bem mais evoluídas como personagens. Mas como nem tudo são flores, Piper enfrenta diversas agruras com sua colega de cela, Madison “Badison” Murphy (Amanda Fuller), braço direito de Carol (Henny Russell), irmã de Barbara, e líder da gangue do bloco D com a qual Red também acaba se afiliando em sua sede de vingança contra Frieda. O frescor da temporada acontece quanto Piper decide fazer uma boa ação em seus últimos meses como presidiária e incentiva um campeonato de Kickball para que as detentas de outros blocos se reúnam e possam jogar no campo externo. Claro que o jogo acaba se tornando justificativa para um confronto físico entre as duas facções lideradas por Carol e Barbara, bem como uma forma dos agentes correcionais ganharem mais pontos com seu infame jogo de apostas, o que os fará fazer vistas grossas para o banho de sangue que deve acontecer.

A temporada também traz de volta Pennsatucky (Taryn Manning), que depois de fugir com seu estuprador ao final da  quinta temporada, decide se entregar e é transferida para o pacífico Bloco B, onde se reúne com Frieda e Suzanne. Aleida (Elizabeth Rodriguez), que foi solta na quarta temporada, continua enfrentando dificuldades em arrumar emprego. Em sua tentativa desesperada de reaver os filhos, os quais estão agora num lar temporário, ela acaba traficando drogas para dentro do presídio, sendo dela uma das decisões mais difíceis da temporada quando descobre que Dayanara se tornou viciada. Sophie (Laverne Cox) também reaparece na história, desta vez com um final bem mais feliz.

Com uma temporada de redenção para quase todas as personagens, o sexto ano de Orange is the New Black encerra com o triste retrato das injustiças sociais ao mostrar três finais diferentes, seja para Piper, para Taystee e para Blanca (Laura Gómez), denotando os fatores cor, status social e nacionalidade. Menos sombria do que a quarta e a quinta temporada, o sexto ano da série tem momentos intensos, mas é muito mais leve em contrapartida aos primeiros anos ao retratar o progresso de várias personagens, ainda que seja revelado que nem todas são capazes de mudar. Com um sétimo ano oficialmente confirmado, o desfecho conferido no episódio final da sexta temporada é bastante sólido e satisfatório, ainda que tenha deixado em aberto alguns ganchos. É provável que muitas personagens não retornem, mas é certo dizer que há muito mais dentro do complexo penitenciário de Litchfield à ser mostrado.

As seis temporadas de Orange is the New Black estão disponíveis via Netflix.

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