Megatubarão: crítica de filme

Megatubarão (título original: The Meg) é um horror de ficção-científica dirigido por Jon Turteltaub que adapta o romance homônimo de Steve Alten. Assim como Tubarão (1975), clássico de Steven Spielberg que inaugurou a utilização do termo blockbuster na indústria cinematográfica ao atingir grande sucesso de bilheteria no verão americano de 1975 e se tornar uma das produções mais populares de todos os tempos, Megatubarão aparece 43 anos depois e inicialmente com o triplo do tamanho da criatura de Spielberg para fazer com que uma nova geração sinta medo mórbido de mar.

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O filme começa com Jonas Taylor (Jason Statham). Ele é um experiente mergulhador de resgate que tenta salvar uma equipe de cientistas de um massivo ataque de tubarão nas profundezas do oceano. À despeito de salvar alguns membros do grupo, Taylor recusa retornar para socorrer o restante sob a alegação de que voltar para ajudar os que ficaram para trás significaria a morte de todos. Desacreditado de que haveria uma criatura mais perigosa do que um simples tubarão responsável pelo ataque, Taylor decide se aposentar. Cinco anos depois, no entanto, ele é recrutado por um velho amigo, Mac (Cliff Curtis), membro do Mana One, uma estação submarina para estudos oceanográficos financiados pelo empresário Jack Morris (Rainn Wilson). Mac pede a ajuda de Taylor no resgate de um time de pesquisadores, dentre os quais, Lori (Jessica McNamee), sua ex-esposa, que estaria desaparecido no fundo do oceano depois de perderem contato durante uma missão supervisionada pelo cientista Mingway Zhang (Winston Chao), e sua filha, Suyin (Bingbing Li). Segundo Mac, o submarino onde Lori está pode ter sido atingido por um Megalodon, um tubarão pré-histórico de proporções gigantescas.

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Persuadido à ajudar a equipe de Morris, Taylor embarca na missão suicida, e embora o resgate só não seja um sucesso devido ao sacrifício pessoal de um dos membros da equipe de Lori, ele decide ficar para ajudar na exterminação do monstro pela equipe de especialistas, da qual também fazem parte Jaxx (Ruby Rose), Heller (Robert Taylor) e DJ (Page Kennedy), o qual é o responsável pelo alívio cômico do filme com suas crises de pânico. Quando a criatura sai dos domínios da estação de pesquisa e se lança em mar aberto causando mortes e destruição por onde passa, o time de Morris precisa correr contra o tempo na caçada ao gigante assassino. A grande reviravolta acontece pouco mais da metade do filme, quando uma ameaça ainda maior alcança uma área de banhistas na costa chinesa. Helicópteros com atiradores e lançamento de granadas não são capazes de conter a imensa criatura e sua fome incessante, e mais uma vez Taylor precisa arriscar a própria vida para destruir o monstro.

Embora seja o tipo de filme no qual lógica, coerência e pensamento crítico estejam completamente fora de questão, afinal, trata-se de um horror de ficção-científica que traz um fóssil vivo como arma de destruição em massa, Megatubarão é definitivamente uma das melhores surpresas da temporada nos cinemas americanos. Visualmente deleitável, com efeitos especiais surpreendentes e sequências de ação de tirar o fôlego, aliado ainda à um elenco que não deixa nada à desejar, mesmo que Statham reprise aqui seu estilo durão e carrancudo, o filme rende bons sustos e é garantia de entretenimento.

Megatubarão está em cartaz nos cinemas brasileiros desde 10 de agosto.

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