GLOW: resumo segunda temporada

Enquanto a primeira temporada trata da criação das personagens do universo adaptado do programa Gorgeous Ladies of Wrestling – no Brasil conhecido como “Luta Livre de Mulheres” –, a segunda instalação de GLOW, produção original Netflix criada e desenvolvida por Liz Flahive e Carly Mensch, traz de volta as atrizes que se tornaram lutadoras de wrestling e seu rabugento diretor às voltas na tentativa de criar novos enredos e fazer o programa sobreviver quando deixa de ser transmitido em horário nobre e é transferido para as madrugadas.

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A temporada começa com a equipe de GLOW retornando aos trabalhos depois de um período de descanso. Ruth (Alison Brie) e Debbie (Betty Gilpin) continuam tendo problemas de interação, principalmente com o pedido de divórcio de Mark (Rich Sommer), o qual passa à ter um caso com a secretária. As coisas ficam ainda mais complicadas para Ruth quando ela toma a liberdade de dirigir uma sessão de filmagens com as lutadoras num shopping para a vinheta do programa, o que deixa o inseguro diretor, Sam Sylvia (Marc Maron), furioso ao ponto de reduzir seu papel como a vilã “Zoya the Destroya”. Paralelamente, Ruth acaba se envolvendo com um cameraman, mas é constantemente sabotada por Debbie, que eventualmente se torna produtora do programa e acaba precisando de sua ajuda na criação de novas histórias.

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Nesse segundo arco da série, o foco sai um pouco de Ruth e Debbie, e se volta um pouco mais para outros personagens. O jovem e destemperado produtor e anunciante do programa, Sebastian “Bash” Howard (Chris Lowell), tem sua trajetória de vida mais explorada quando revelado que ele não consegue ficar sozinho ao descobrir que seu mordomo, e suposto amante, Florian (Alex Rich), foi embora depois de não ser devidamente pago por seus serviços. Tal narrativa tem grande importância no desfecho da temporada quando Bash toma uma importante decisão que pode afetar sua vida para sempre. Enquanto isso, Sam precisa lidar com uma nova realidade revelada ao final da primeira temporada, qual seja, a de pai, principalmente quando Justine (Britt Baron) passa à morar com ele. Artie (Sunita Mani), que faz a wrestler terrorista, “Beirut”, também tem um mini-arco quando acaba se envolvendo com a nova adição ao elenco, a stripper e dançarina Yolanda (Shakira Barrera).

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E como drama novelesco brega é pouco nesse cenário de humor absurdo e repleto de neon e de glitter, tudo é colocado à perder quando o programa acaba saindo o horário nobre e é transferido para a madrugada de sábado depois de um malsucedido avanço sexual do presidente da emissora sobre Ruth. Nesse cenário em que todos precisam fazer o seu melhor para que GLOW sobreviva, à despeito da legião de fãs que chegam até mesmo à invadir o espaço pessoal das lutadoras, a narrativa ganha vigor com uma surpreendente improvisação envolvendo o suposto sequestro da fictícia filha de Liberty Belle, personagem de Debbie, por Zoya. E como o pitoresco universo de GLOW é feito de altos e baixos, claro que o pior ainda está por vir quando uma das lutadoras acaba gravemente ferida, mais uma vez comprometendo o programa.

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Depois de uma primeira temporada repleta de altos e baixos, é certo dizer que GLOW retorna com uma narrativa mais equilibrada, embora o universo no qual se passa a série seja completamente instável. O fato da audiência já conhecer os personagens ajuda, principalmente quando suas atribuladas histórias pessoais são trazidas à tona. Com sub-tramas envolvendo pais e filhos, separações, divórcios, intrigas pessoais, fanatismo e novos romances, a segunda temporada aborda ainda questões polêmicas, como assédio sexual e machismo e misoginia no ambiente de trabalho quando Debbie não consegue interagir com Sam e Bash na tomada de decisões para o programa.

Embora a segunda temporada se leve mais à sério que a anterior, e tenha desviado um pouco a atenção daquilo que realmente interessa na histórica, qual seja, a divertida e tragicômica realidade de um grupo de atrizes que se tornaram lutadoras de wrestling, a série segue com seu humor afiado, principalmente com o esdrúxulo oitavo episódio, “The Good Twin”, quando a parte criativa do programa aflora para conferir desfecho ao enredo criado e desenvolvido para Liberty Belle e Zoya. Não menos importante, a trilha sonora oitentista segue imbatível, e o gancho final, com o satírico universo da luta livre de mulheres se deslocando para os palcos de Las Vegas é a resolução perfeita para uma temporada ainda mais absurda que a anterior.

GLOW se encontra disponível via Netflix.

 

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