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Bright: crítica de filme

Ambientada em um universo onde criaturas míticas convivem com humanos, o filme tem um policial que se vê obrigado à trabalhar ao lado de um Orc para proteger uma poderosa arma mágica que é objeto de obsessão de perigosos bandidos e de um grupo de Elfos que quer trazer a escuridão para a humanidade.

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Escrito por Max Landis, filho do notório cineasta John Landis, e dirigido por David Ayer, Bright é a mais cara produção da Netflix até agora com um orçamento de mais de 90 milhões de dólares. O filme traz Will Smith e Joel Edgerton como protagonistas de uma trama de fantasia numa realidade alternativa em que humanos, elfos, orcs, fadas, centauros e diversas outras criaturas fictícias coabitam num sistema político e social falho, onde a magia é uma lenda e o preconceito predomina.

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Em Los Angeles, Daryl Ward (Will Smith) é um policial pai de família e o primeiro humano à ter um Orc, Nick Jakoby (Joel Edgerton), como parceiro. Quando Ward é baleado por um Orc e Jakoby não consegue capturar o criminoso, muito se passa à especular no departamento no sentido de que Jakoby teria deliberadamente deixado o bandido escapar, o que torna a parceira com Ward extremamente difícil. Nesse meio tempo, a dupla captura um desordeiro que anuncia em linguagem Orc que uma profecia se aproxima, e que Ward é um homem abençoado. Pouco depois, Ward é procurado pela corregedoria que o pressiona à fazer com que Jakoby confesse que deixou o atirador escapar.

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Paralelamente, o departamento de mágica do FBI, representado pelo Elfo Kandomere (Edgar Ramírez) e seu parceiro, Montehugh (Happy Anderson), entrevistam o homem capturado por Ward e Jakoby, o qual faz parte do grupo terrorista denominado Escudo de Luz, que se prepara para o retorno do Senhor das Trevas, o qual deverá trazer a destruição do mundo.

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Nas ruas, Ward joga pesado com Jakoby para descobrir se o parceiro realmente deixou o criminoso escapar depois da pressão da corregedoria, e as coisas mudam de cena quando a dupla vai à um endereço para sanar um problema de perturbação da ordem e descobre que o lugar é um esconderijo do Escudo de Luz onde um massacre aconteceu. Ali, eles encontram e prendem a principal suspeita, a Tikka (Lucy Fry), uma elfa detentora da varinha, uma poderosa arma mágica que pode apenas ser tocada por pessoas iluminadas ou “brilhantes”, o que confere o titulo ao filme.

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As coisas ficam verdadeiramente complicadas para Ward e Jakoby, quando os dois chamam reforços, e o grupo de policiais que aparece para ajuda-los força Ward à matar Jakoby, para que depois eles matem Tikka e levem a varinha ao departamento de mágica do FBI, tornando-se heróis. O que se segue é uma sequência de perseguição sem fim quando gangues de criminosos humanos caçam Ward, Jakoby e Tikka com fins de colocarem as mãos na varinha, ao passo em que a dupla de policiais descobre ainda que Tikka é ex-membro da seita do Senhor das Trevas que está agora na mira da sanguinária elfo dona da varinha, Leilah (Noomi Rapace), bem como de seu terrível grupo de assassinos, e que se ambas caírem em mãos erradas, poderá ser o fim do mundo.

Divertida, dinâmica, ousada e inovadora, a produção surpreende ao trazer uma trama de ficção fantástica relativamente simples, transportando-a para um universo mais sóbrio dando ênfase à elementos de discriminação, preconceito e corrupção, ao passo em que magia, profecias e lendas acabam se tornando o mote dessa genuína fábula que tem um ser humano e uma criatura mítica correndo contra o tempo para salvar o mundo. Sucesso de público e de crítica, Bright tem uma continuação oficialmente confirmada com provável lançamento para o inicio do próximo ano, e não decepciona, seja no que diz respeito ao enredo, à performance de Smith e de Edgerton, mas principalmente quanto aos efeitos especiais.

Bright se encontra disponível on streaming via Netflix.

 

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