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Resumo do episódio #7.07 de Game of Thrones : O Dragão e o Lobo

No episódio da semana passada de Game of Thrones, o plano de Mindinho (Aidan Gillen) de colocar as irmãs Arya (Maisie Williams) e Sansa (Sophie Turner) uma contra a outra começa a dar frutos, ao passo em que as coisas não saem como o esperado na investida de Jon Snow (Kit Harington) e sua expedição em busca de um exemplar do exército do Rei da Noite para uma tentativa de armistício com Cersei (Lena Headey), na medida em que Viserion é morto em combate para depois ser ressuscitado, tornando-se a mais nova e imponente arma dos mortos-vivos que marcham para o sul.

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Em Porto Real, o exército de Daenerys se impõe

Nos limites de Porto Real, Jaime (Nikolaj Coster-Waldau) e Bronn (Jerome Flynn) observam o imenso exército de Imaculados liderado por Grey Worm (Jacob Anderson) organizado em frente às muralhas da capital. Bronn faz algumas piadinhas sobre o exército de “eunucos”, ao que pouco depois uma horda desordenada de dothrakis avança pelas colinas e cavalga ao redor dos Imaculados.

Pouco depois, vemos as embarcações de Daenerys (Emilia Clarke) se aproximar de Porto Real, a qual é protegida pela frota de ferro comandada por Euron Greyjoy (Pilou Asbæk).

Fica o contraste nas duas cenas. Enquanto o poderio de Daenerys em terra é imenso, Cersei (Lena Headey) está muito bem servida no que se refere ao armamento marítimo por conta de sua aliança com as Ilhas de Ferro, dominadas por Euron Greyjoy.

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Em Dragonpit, Cersei testemunha o poder do Rei da Noite

Em terra firme, Tyrion (Peter Dinklage), Jon Snow (Kit Harington), Sandor Clegane, o “Cão” (Rory McCann), Varys (Conleth Hill), Davos (Liam Cunningham), Theon (Alfie Allen), Jorah (Iain Glen) e Missandrei (Nathalie Emmanuel) e vários guerreiros dothrakis se reúnem com Bronn, o qual se faz acompanhar de vários soldados Lannister. Brienne (Gwendoline Christie) e Podrick (Daniel Portman) também estão ali, porquanto enviados à Porto Real como emissários de Sansa (Sophie Turner) para fazerem parte do encontro que visa a trégua na guerra pelo trono de ferro.

As duas comitivas se dirigem ao Dragonpit, uma imensa estrutura usada pela dinastia Targaryen como uma forma de estábulo para seus dragões. Nesse meio tempo, Podrick se reúne com Tyrion, e ambos ficam felizes em se reencontrar. Pouco depois, Tyrion e Bronn também trocam algumas palavras, um pouco mais duras que de costume, uma vez que agora estão em lados opostos, e mesmo que Tyrion tente convencer o ex-companheiro de aventuras à se unir à sua causa, este último tem motivos de sobra para não comprar mais suas brigas.

Nesse meio tempo, Brienne também troca algumas palavras com Sandor, o qual acreditava estar morto, e lhe dá as boas novas de que Arya (Maisie Williams) e Sansa (Sophie Turner) estão seguras em Winterfell.

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Em Dragonpit, Bronn convida Podrick para saírem dali enquanto os poderosos resolvem seus assuntos, e pouco depois Cersei e Jaime chegam, juntamente com Qyburn (Anton Lesser), Montanha (Hafþór Júlíus Björnsson) e Euron Greyjoy. Vários inimigos se reencontram pela primeira vez depois de tempos. Todos se fuzilam com olhares: Cersei em relação à Tyrion, Euron em relação à Theon e Sandor em relação à Montanha. Aliás, é Sandor que quebra o gelo ao se aproximar de Montanha para dizer que sabe que ele ainda é seu irmão, e que ainda vai pagar por tudo que lhe fez. Ou seja, ainda há grandes chances de um combate entre os Clegane.

Certamente o momento mais embaraçoso é entre Brienne e Jaime. Suas trocas de olhares são observadas por Cersei, que já sente estar perdendo a lealdade do irmão e amante desde o encontro deste com Tyrion nas catacumbas de Porto Real para falarem a primeira vez sobre o encontro e a proposta de armistício. O elo entre os gêmeos Lannister começa a ruir gradativamente.

Nesse momento, a chegada de Drogon é percebida por todos. O gigantesco dragão faz voos rasantes e aterrissa nas ruinas de Dragonpit, onde Daenerys desembarca para então caminhar em direção aos demais presentes, enquanto Drogon voa para longe. Depois de um momento de descompostura da parte de uma impaciente e visivelmente invejosa Cersei, Tyrion toma a palavra para falar o assunto que os traz ali, mas é logo interrompido por Euron, que desafia Theon à se entregar sob pena de matar Yara (Gemma Whelan). Cersei ordena que ele se sente, provavelmente no intuito de ver aquele circo todo acabar o quanto antes.

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Tyrion faz seu discurso e Jon intermedia com o conhecimento de causa que tem do perigo que vem além da muralha, ao que Sandor reaparece carregando o caixote onde trouxeram um dos soldados do Rei da Noite. Cersei fica horrorizada com ao ver o morto-vivo que mesmo dividido ao meio por Sandor, continua a se mexer. Jon então faz a demonstração de como essas criaturas podem ser mortas, revelando duas das armas que tem contra elas: fogo e dragonglass.

Informados do número de mortos-vivos que estão marchando em direção ao sul, Euron aponta jamais ter visto algo parecido. E ao descobrir que as criaturas não nadam, ele informa que está partindo para as Ilhas de Ferro, para somente retornar depois que não sobrar mais nada de Westeros, e sugere que Daenerys faça o mesmo.

Cersei então concorda em se juntar à Daenerys na batalha contra o Rei da Noite sob a condição de que Jon Snow, na qualidade de regulador do norte, jure lealdade à ela. Ele, contudo, informa que sua lealdade está com Daenerys. Furiosa, Cersei informa que não os ajudará.

O segmento é extremamente gratificante, seja pelo fato de reunir vários personagens principais na mesma cena, seja pelos excelentes efeitos especiais, primeiro por conta da chegada triunfante de Daenerys montada em Drogon, segundo pela aparição do morto-vivo que parte para cima de Cersei, não a matando apenas por conta de Sandor, que o puxa pela corrente.

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A trégua é finalmente decretada

Depois de deixados por Cersei e sua comitiva, Daenerys e Tyrion confrontam Jon por sua decisão de não ter ao menos mentido jurar lealdade à ela, mas Jon é enfático no sentido de que é um homem de palavra. Tyrion então decide resolver a situação toda com um encontro à sós com Cersei, sabendo que pode até mesmo não sair vivo. Ele vai ao castelo, onde é escoltado por Montanha, e encontra com Jaime, que tentou falar com a irmã, mas foi expulso de seus aposentos. Mesmo assim, Tyrion tenta arriscar-se.

Cersei não se surpreende em vê-lo ali, e o acusa de ter destruído sua família, à começar pelos pais, e depois pelos filhos, não tendo agora restado mais nada dos Lannister. Ele assume a culpa pela morte do pai, mas se recusa à assumir qualquer papel de assassino na morte dos sobrinhos, declarando seu amor por eles. Não convencida, Cersei destila todo seu ódio contra o irmão, e Tyrion a convida a mata-lo através de uma única ordem dada à Montanha, que se encontra logo atrás dele. Cersei hesita, e depois de um discurso acalorado de sua parte, Tyrion então percebe que a irmã está gravida.

Pouco depois, Tyrion retorna ao Dragonpit, e logo depois dele, Cersei e sua comitiva. Ela concorda ajuda-los na guerra contra o Rei da Noite, enviando soldados Lannister para o norte.

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Em Winterfell, Sansa toma uma importante decisão

Sansa confidencia à Mindinho o bilhete que acabou de receber de Jon Snow, no qual ele informa estar viajando de volta para Winterfell com Daenerys. Ela acredita que o meio-irmão está traindo os nortenhos, e Mindinho vai mais longe ao sugerir que Jon e Daenerys podem até mesmo se envolver amorosamente. Ele ainda a lembra que Arya (Maisie Williams) sempre vai estar do lado dele, e novamente conspira colocando Sansa contra a irmã mais nova, fazendo-a temer um complô desta no sentido de que ela pode estar desejando o posto de Senhora de Winterfell. Por fim, Sansa informa que deve tomar uma providência.

Mais tarde, sozinha, depois de muito refletir, ela ordena que Arya seja escoltada até a sala do trono, onde se encontra ao lado de Bran (Isaac Hempstead Wright), bem como de uma comitiva formada pelos mestres e soldados de Winterfell e do Vale. No canto, Mindinho observa tudo. Com a chegada de Arya, Sansa anuncia que decidiu tomar providências quanto ao assassino e traidor de membros de sua família, apontando referir-se à Lord Baelish, o qual fica perplexo com a revelação, eis que esperava ver Arya ser executada por traição.

Ao mencionar estar confuso com as acusações, Sansa o lembra das conspirações com Cersei para a derrocada de Winterfell, o complô que culminou na morte de seus pais, a tentativa de assassinato de Bran, e o assassinato de Joffrey (Jack Gleeson), bem como nas mortes de John e Lysa Arryn (Kate Dickie), horrorizando os representantes do Vale. Mindinho tenta se defender, mas é acusado por Sansa de tê-la vendido aos Bolton ao fazê-la se casar com Ramsay (Iwan Rheon). Ele então ordena que os homens do Vale o levem com segurança de volta, mas tem seu pedido recusado pelos mesmos. Sansa então o condena, e Arya o executa degolando-o com a adaga que ele deu de presente à Bran, e que este entregou para a irmã mais nova.

O segmento é um alívio para aqueles que acreditavam que as irmãs Stark não aprenderam nada em suas jornadas pessoais e que estavam mais uma vez se deixando manipular. Enquanto Arya se mostrou fiel à família no episódio anterior ao deixar claro que jamais feriria a irmã à despeito das coisas horríveis que apontou ser capaz de fazer com os ensinamentos que teve na Casa do Preto e do Branco, Sansa não precisou de muito mais do que a confissão de Mindinho de que seu plano é faze-la destruir a própria família como o fez antes, e que no final das contas ela não é tão sonsa ao lembrar de todas as suas maquinações.

À despeito do longo caminho de conspirações e complôs percorridos por Mindinho, seu final foi perfeito. Pode não ter sido bem elaborado na série, mas não poderia ser de outra forma que não pelas mãos daquela que foi a maior vitima de suas manipulações. Por fim, a audiência agradece a reconciliação das irmãs Stark.

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Em Dragonstone, Theon decide salvar Yara

Depois de uma reunião na qual Daenerys decide viajar com Jon para Winterfell, o que deixa Jorah com a pulga atrás da orelha, Theon se encontra com Jon na sala do trono. Ele pergunta sobre sua lealdade à Daenerys, e comenta sobre como poderia ter mentido à Cersei. Jon, no entanto, e mais uma vez, é categórico ao reforçar que sua palavra é de honra. Theon tenta lembrar quem ele era quando morou em Winterfell, e Jon o lembra que ele é em parte um Greyjoy e em parte um Stark. Theon então informa que quer salvar Yara, e Jon pergunta o que ele ainda está fazendo ali.

Pouco depois, na praia, Theon encontra os remanescentes da frota de ferro comandada por Yara que se preparam para zarpar para alguma ilha onde possam pilhar e saquear enquanto Westeros é destruída pelo Rei da Noite. Theon os lembra do acordo feito por Yara à Daenerys no sentido de que não haveria mais pilhagem da parte das Ilhas de Ferro. Os piratas, no entanto, zombam de Theon, e o líder deles o confronta fisicamente. Theon apanha, mas não se deixa vencer. Ao finalmente vencer a luta, Theon ganha respeito de seus homens, os quais decidem partir com ele em busca de Yara.

Todas as decisões tomadas por Theon ao longo da série foram uma sucessão de erros embaraçosos. Espera-se que desta vez ele tenha tomado a decisão certa. Claro que um único navio não é páreo para uma frota de ferro inteira comandada por Euron. Porém, podemos enfim ver um pouco mais de heroismo e de redenção da parte do personagem mais vergonhoso da série.

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De volta à Porto Real, Cersei revela seu pérfido plano à Jaime

Jaime organiza o exército na investida no norte contra o exército gelado do Rei da Noite, ao que é interrompido por Cersei. À sós, ela revela que não vai mandar exército Lannister algum para ajudar Daenerys em sua batalha contra o perigo além da muralha. Jaime tenta argumentar, e ela ainda revela que Euron foi buscar em Essos o melhor e maior exército mercenário privado em todas as cidades livres: a Golden Company, o qual ela conseguiu contratar com o empréstimo do Banco de Ferro.

Furioso, Jaime a acusa de conspirar sem ele saber, e ela devolve a acusação ao lembra-lo do encontro secreto que ele teve com Tyrion. Ele então informa que vai partir mesmo assim para o norte, e ela tenta detê-lo através de Montanha, mas Jaime a desafia a dar a ordem para que seu guarda-costas zumbificado o mate, e ela não o impede de partir.

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De volta à Winterfell, Sam e Bran se reencontram

Sam (John Bradley) chega à Winterfell, e se reencontra com Bran. Ele tenta entender o que se passou com o jovem Stark além da muralha, mas logo desconversa ao nada entender e aponta que está ali para ajudar Jon na batalha contra os mortos-vivos. Bran então menciona que tem uma coisa muito importante para contar à Jon, e que somente ele sabe. Bran então finalmente revela que Jon é filho de Rhaegar com sua tia Lyanna Stark, e que, portanto, não é bastardo Stark, mas bastardo Targaryen. Contudo, Sam lembra da leitura de Gilly (Hannah Murray) de um livro do Alto Septo que fala sobre a anulação de casamento de Rhaegar e sua união com outra mulher numa cerimônia em Dorne.

Nisso, Bran tem a visão do casamento entre Rhaegar e Lyanna em Dorne, e descobre que os dois se amavam, e que Lyanna não foi sequestrada pelo príncipe Targaryen como todos acreditavam, mas fugiu com ele. Por fim, ele conclui que Jon é o verdadeiro e legitimo herdeiro do trono de ferro.

Paralelamente, no navio de Daenerys que segue viagem de volta ao norte, Jon vai aos aposentos de Daenerys. Ali, os dois fazem amor.

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No norte, Viserion destrói a muralha

Tormund (Kristofer Hivju) e Beric Dondarrion (Richard Dormer) veem o exército de mortos-vivos avançar em frente à muralha em Eastwatch, e as trombetas dos cavaleiros negros soam alto. Nisso, Viserion surge imponente nos céus gelados com o Rei da Noite montado sobre ele. O dragão récem-ressuscitado lança chamas azuis contra a muralha, que começa a ceder, e o episódio termina.

Com uma temporada que deixou muito à desejar no que se refere à encontros, reencontros e linhas temporais absurdas, sem mencionar diálogos mal elaborados em contrapartida às temporadas anteriores, e planos cada vez mais falhos da parte de quem jogou bem o jogo dos tronos desde o começo e que deveria ter avançado positivamente para evitar o maior número de falhas, a série termina seu sétimo arco de forma amarga, o que é lamentável. Afinal, a temporada foi o momento para a reunião de personagens que tiveram suas jornadas contadas em separado desde o começo e de outros que ficaram vários anos distantes. Resta agora apenas a expectativa de que a próxima e última temporada compense alguns dos erros dos dois últimos anos. Nesse meio tempo, vale sempre lembrar que os livros estão ai, e que serão sempre infinitamente melhores do que a série, a qual fica marcada apenas como mero entretenimento.

Pontos altos do episódio

  • O encontro de Cersei com Daenerys em Dragonpit. De fato, o melhor da reunião em Dragonpit nem foram os olhares tortos de Cersei para a mais jovem e bela pretensa rainha, e sim os reencontros de Tyrion, Podrick e Bronn, e também as faíscas entre Brienne e Jaime.
  • A promessa de um combate entre os irmãos Clegane. Embora não tenha mais muita graça um confronto entre os dois, considerando que Montanha agora é um zumbi, Sandor tentou passar a mensagem para a audiência de que o irmão ainda o reconhece e que sabe que a história entre os dois ainda não acabou, e que os dois ainda vão se reencontrar para um último embate.
  • A chegada triunfante de Daenerys. A elegância com que ela desce de Drogon, amparada com gentileza pelo dragão sob os olhares estupefatos de Cersei e Euron é outra das melhores coisas que acontecem no encontro no Dragonpit.
  • O horror de Cersei ao ver o morto-vivo. Ninguém duvidava que ela ficaria horrorizada, tampouco que ela decidiria enganar Tyrion, Daenerys e Jon à ponto de não mandar ajuda alguma para o norte. Alguém mais em sã consciência o faria? Afinal, se o exército de Imaculados, os guerreiros dothrakis e os dragões não são páreo para o Rei da Noite, por que o exército Lannister faria alguma diferença?
  • O julgamento de Mindinho. A cena mais deleitável em tempos, provavelmente desde a morte de Joffrey.
  • A cena de casamento entre Rhaegar e Lyanna. Até a revelação de Gilly no episódio anterior, ninguém jamais imaginou essa possibilidade. Eles são “o dragão e o lobo” que dão nome ao titulo do episódio. Com a confirmação de que Jon não é um bastardo Stark e nem Targaryen, mas o legítimo herdeiro do trono de ferro, o jogo definitivamente muda na próxima temporada. Resta saber a reação do Rei do Norte e da Mãe dos Dragões.
  • A destruição da muralha. Alguém esperava que fosse acontecer de forma diferente depois do final do episódio da semana passada? Resta saber o quão mais poderoso Viserion é agora em contrapartida aos seus irmãos Rhaegar e Drogon.

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