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Resumo do episódio #7.06 de Game of Thrones : Além da Muralha

No episódio da semana passada de Game of Thrones, vimos o reencontro de Jorah (Iain Glen) com Daenerys (Emilia Clarke) em Dragonstone; a descoberta de Gilly (Hannah Murray) sobre a anulação do casamento de Rhaeger com Elia Martel e o possível casamento secreto deste com Lyanna em Dorne; a decisão de de Sam (John Bradley) de retornar à Westeros; a descoberta de Bran (Isaac Hempstead Wright) de que o exército do Rei da Noite avança por Eastwatch; o plano de Mindinho (Aidan Gillen) de colocar as irmãs Arya (Maisie Williams) e Sansa (Sophie Turner) uma contra a outra; a nova estratégia de Tyrion (Peter Dinklage) em minimizar baixas através de uma trégua com Cersei (Lena Headey) na unificação de esforços contra o perigo além da muralha; o reencontro entre Tyrion e Jaime (Nikolaj Coster-Waldau); e a reunião da comitiva de Jon Snow (Kit Harington) com Gendry (Joe Dempsie) e a Irmandade sem Bandeiras numa expedição em busca de um soldado do Rei da Noite como prova na tentativa de armistício com Porto Real.

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Em Winterfell, Arya confronta Sansa

Arya (Maisie Williams) está contemplativa diante do pátio no castelo, ao que é interrompida por Sansa (Sophie Turner). Ela lembra de quando Ned (Sean Bean) era vivo e a viu interromper o treino dos irmãos, e finalmente chega ao assunto da carta enviada por Sansa à Robb (Richard Madden) encontrada no episódio anterior. Na tal carta, Sansa informa o irmão da morte de Robert Baratheon (Mark Addy), da prisão do pai por traição e pede que ele vá à Capital para jurar lealdade à Joffrey (Jack Gleeson). Sansa tenta explicar que foi forçada por Cersei (Lena Headey) à escrever tal carta e que o fez acreditando ser a coisa certa. Arya, no entanto, não se convence, informa tê-la visto ao lado de Joffrey na execução do pai e as duas se acusam mutuamente de nada terem feito para impedi-lo.

Pouco depois, Sansa confidencia com Mindinho (Aidan Gillen) o ocorrido, e ele aponta ter ela plenos poderes na qualidade de Lady de Winterfell de tomar qualquer medida, e novamente a envenena contra Jon Snow (Kit Harington) e a faz refletir sobre à que ponto Arya pode chegar se continuar à acreditar que a irmã traiu a família. Ele a lembra do apoio que tem das famílias nobres do norte, mas Sansa revida ao considerar serem todos eles traidores.

Mais tarde, ao receber uma carta da capital convidando-a à se apresentar diante de Cersei, Sansa queima a carta e manda Brienne (Gwendoline Christie) e Podrick (Daniel Portman) para Porto Real. Brienne informa ter receio de deixa-la sozinha com Mindinho, lembrando-a da promessa feita à Catelyn (Michelle Fairley) de protegê-la, mas Sansa a dispensa autoritariamente.

Num último encontro das irmãs Stark no episódio, Sansa descobre rostos escondidos debaixo da cama de Arya, dentre os quais, o de Walder Frey (David Bradley). Arya a surpreende, e a confronta mais uma vez, revelando o segredo dos Homens sem Face de Braavos, e sugerindo até mesmo tomar o lugar da irmã como Lady de Winterfell considerando sua não lealdade à família e ao Rei do Norte. Ao apontar a adaga de dragonglass que lhe foi dada por Bran (Isaac Hempstead Wright), Arya a entrega à Sansa e a deixa sozinha com seus próprios pensamentos.

Ainda não está muito claro o que se passa entre as irmãs Stark. Ou as duas são lentas demais para perceber que tudo não passa de uma conspiração de Mindinho para colocar uma contra a outra, ou apenas uma delas está à par disso enquanto testa a outra à ponto de descobrir onde está sua lealdade. A verdade é que essa narrativa não ficou bem construída. Sansa, sabendo quem Mindinho é, mas principalmente o que ele realmente quer, e depois de toda sua experiência em Porto Real, deveria ser a primeira a não querê-lo por perto. Arya, por seu turno, depois de todo o treinamento que teve em Braavos, também deveria ser bem mais esperta ao invés de cair na armadilha do ardiloso alcoviteiro. Resta apenas saber como será o desfecho desse história, o que, espera-se, aconteça no próximo episódio.

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Em Dragonstone, Tyrion coloca as cartas na mesa com Daenerys

Daenerys (Emilia Clarke) e Tyrion (Peter Dinklage) falam sobre o possível encontro que terão com Cersei (Lena Headey) na tentativa de obterem uma trégua até o final da batalha contra o Rei da Noite, e os dois tem uma discussão acalorada sobre a lealdade daquele, principalmente depois de seu reencontro com Jaime (Nikolaj Coster-Waldau). Tyrion então reforça que o trato feito com Jaime garante os dois lados, mas principalmente o fato de que Daenerys não tomará qualquer atitude impulsiva, como a de acabar com a casa Tarly queimando Randyll (James Faulkner) e Dickson (Feddie Stroma) vivos.

Daenerys menciona em seguida o plano estúpido de Jon de ir além da muralha para capturar um soldado do exército do Rei da Noite, mencionando outras atitudes impensadas da parte de Drogo (Jason Momoa) e Daario (Michiel Huisman), seu falecido marido e seu ex-amante. Os dois então discutem a linha sucessória, a qual inexistirá, na medida em que Daenerys aponta que não pode mais ter filhos depois do feitiço de Mirri Maz Duur (Mia Soteriou).

É a primeira vez que a série aborda a questão de sucessão do trono, o que, considerando o fato de que Daenerys reforça com Tyrion sua intenção em “quebrar a roda” das famílias no poder em Westeros, traz a conotação de que talvez ela seja mesmo a heroína da história, e não necessariamente aquela que se sentará no trono de ferro.

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Além da Muralha, as coisas não saem como o esperado

Durante a expedição de Jon além da muralha, Gendry (Joe Dempsie) confronta Beric Dondarrion (Richard Dormer) e Thoros de Myr (Paul Kaye) por tê-lo vendido como escravo à Melisandre (Carice van Houten), que quase o matou, mas Sandor Clegane, o “Cão” (Rory McCann), interrompe a discussão para dizer que ele está vivo, lembrando-o que todos estão ali pelo mesmo motivo, e que as diferenças devem ficar de lado.

Tormund (Kristofer Hivju) faz piadinhas sexuais com Sandor, e descobre que este conhece Brienne. Pouco depois, o gigante ruivo se queixa com Jon do fato de que Mance Rayder (Ciaran Hinds) foi orgulhoso demais em não se render à Stannis (Stephen Dillane) por medo de que seus homens pudessem perder o respeito por ele.

Mais tarde, Jon revela à Jorah (Iain Glen) que seu pai foi a pessoa mais honrada que já conheceu, e num dado momento, entrega-lhe a espada de aço Valeriano Longclaw que lhe foi dada por Jeor Mormont (James Cosmo) por estar há várias gerações na família. Jorah, no entanto, recusa, informando ter perdido o direito de herda-la há muito tempo quando a deixou para trás em sua partida para o exílio.

Pouco depois, durante uma nevasca, o grupo é atacado por um gigantesco urso transformado em morto-vivo. Beric incendeia a criatura com sua espada, e impossibilitado de revidar o ataque por conta de seu pavor das chamas, Sandor é salvo por Thoros, que acaba sendo gravemente ferido. Com o ferimento cauterizado por Beric, Thoros continua na comitiva, que parte em direção à montanha de gelo que Sandor teria visto nas chamas do Senhor da Luz.

Ao chegarem à montanha, Jon e Tormund veem um grupo de mortos-vivos e a expedição faz uma emboscada para capturar um deles. Quando Jon mata o cavaleiro branco com Longclaw, todos os mortos-vivos caem por terra, exceto um deles, que continua à lutar, isso porque, tal como Jon eventualmente comenta com Jorah, deve-se ao fato de que ele não foi transformado pelo cavaleiro  branco derrotado. Capturada, a criatura emete um som de aviso. Nisso, Jon percebe uma horda de mortos-vivos que se aproxima, e envia Gendry para Eastwatch para pedir ajuda. O clímax que se segue é então similar ao da Batalha dos Bastardos e de Hardhome.

A expedição liderada por Jon atravessa um lago congelado, e os mortos-vivos avançam logo atrás. Nisso, a camada de gelo começa a ceder, e vários mortos-vivos afundam. Jon e o grupo consegue chegar a um pequeno rochedo, mas ficam ilhados e cercados por uma imensidão de mortos-vivos que não pode se aproximar por conta do gelo fino. Nisso, Gendry chega à muralha.

No rochedo, Thoros morre por conta do ferimento do ataque do urso, e o grupo tenta descobrir uma forma de sair dali. Beric aponta que todos os problemas deles podem acabar quando matarem o Rei da Noite, que os observa de longe, cercado por seus quatro cavaleiros brancos. Quando Sandor tenta testar a consistência do gelo do lago atirando pedras, as criaturas constatam que tudo está novamente congelado, e avançam.

A batalha pela sobrevivência é sofrível, e Jon tem o mesmo momento de apatia outrora visto em a Batalha dos Bastardos ao perceber que aquele é um embate perdido e que mais uma vez vários inocentes e bom combatentes morrem por conta de suas (dos produtores) decisões estúpidas. É nesse momento, no entanto, que Daenerys aparece montada em Drogo e cercada por Viserion e Rhaegal, que lançam várias labaredas flamejantes contra os mortos-vivos ao redor do grupo de Jon, salvando-os.

Nisso, o Rei da Noite se arma de sua lança de gelo e atira contra Viserion, matando-o, para surpresa de todos, inclusive de Daenerys, que nesse momento aterrissou com Drogo no rochedo para resgatar Jon, o qual continua lutando contra os mortos-vivos que avançam, enquanto os demais montam em Drogo. Ao ver o Rei da Noite se preparar para usar mais uma lança de gelo, desta vez em Drogo, Jon ordena que Daenerys fuja, e ela o faz, deixando-o para trás, não sem antes vê-lo afundar no lago com vários mortos-vivos.

Pouco depois de Daenerys partir com Drogo e Rhaegal, Jon emerge do lago, e a horda o vê e se prepara para ataca-lo, mas Benjen Stark (Joseph Mawle) aparece e o salva, ficando, no entanto, para trás, no que provavelmente será a última vez que o veremos.

Mais tarde, Daenerys observa a vista acima da muralha, provavelmente na expectativa de ver Jon retornar, mas Jorah diz que eles devem partir, ao que as trombetas de Eastwatch soam, e ela então o vê se aproximar montado no cavalo de Benjen.

No navio da frota Targaryen, Jon é socorrido por Davos (Liam Cunningham), e despido, ao que Daenerys finalmente vê a ferida no peito mencionada no primeiro encontro que teve com o Rei do Norte. Depois de restabelecido, Jon acorda e vê Daenerys à sua frente. Ele diz sentir muito pela morte de Viserion, e ela diz que o ajudará na batalha contra o Rei da Noite e seu exército. Os dois tem um momento bastante íntimo, e o episódio termina com os mortos-vivos retirando Viserion do lago, para então o Rei da Noite ressuscita-lo, tornando-o uma criatura do seu exército.

Com apenas um episódio para concluir a temporada, nota-se que muito da história ficou desvirtuada na série em contrapartida aos livros. Com uma narrativa frouxa e nada convincente que se estende desde a temporada anterior, com raras exceções, vemos várias situações que jamais aconteceriam nas linhas escritas por George R.R. Martin, como a trama entre Sansa e Arya, e a caça à um morto-vivo além da muralha. Aliás, esse é um dos planos mais suicidas já mostrados na série, mesmo em se tratando de algo planejado por Jon Snow, ganhando até mesmo de A Batalha dos Bastardos. Ou seja, à menos que a narrativa fique mais coerente na temporada final, e que deus ex machina não interfira tanto, pode ser que ainda tenhamos ainda alguma coisa boa pela frente.

Pontos altos do episódio

  • O confronto das irmãs Stark. As lembranças de Arya acerca de uma das primeiras cenas em Winterfell no episódio piloto da série foi simplesmente deleitável, ainda que o objetivo seja outro, qual seja, o de trazer à tona o que ela acredita ter sido a falta de lealdade de Sansa à sua própria família em prol de seus sonhos de princesa.
  • Jon entrega Longclaw à Jorah. Tudo indica que o começo nada promissor entre os dois no episódio anterior, por conta do ciúme mútuo em relação à Daenerys, pode por fim ter se tornado uma relação de respeito, da parte de ambos.
  • A batalha além da muralha. Toda a sequência, por mais que seja completamente em CGI, foi deleitável. Infelizmente, o objetivo para a investida é que não foi convincente: ir até os domínios do Rei da Noite para capturar um dos seus numa comitiva de apenas sete bons combatentes ainda não convenceu.
  • Tormund é salvo por Sandor. Num momento decisivo, o gigante ruivo é quase morto pelas criaturas, mas é salvo por Sandor. Ou seja, ainda temos chances de vê-lo ter filhos com Brienne capazes de conquistar o mundo, tal como ele próprio mencionar.
  • A chegada triunfante de Daenerys. Os fãs de Game of Thrones podem não gostar, mas já deu para se acostumar com o fator deus ex machina desde a temporada anterior. Não será de se estranhar se toda essa trama for completamente diferente dos próximos livros de George R.R. Martin. Por outro lado, olhando a série como algo paralelo à sala literária, foi um alivio ver a Mães dos Dragões chegar na hora H.
  • O momento íntimo entre Jon e Daenerys. À despeito de não ser unanimemente aceita pelos fãs, a união de Jon e Daenerys tem sido trabalhada na série de forma tão natural, que fica impossível se queixar. Como isso vai ser nos livros, ainda não sabemos.
  • A transformação de Viserion. Sabemos agora como o Rei da Noite destruirá a muralha e marchará rumo à Westeros.

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