House of Cards : resumo quarta temporada (episódios 1 à 6)

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House of Cards retorna para seu quarto ato de forma muito mais revigorada e dinâmica, provavelmente tendo aprendido com os erros cometidos no enfastiante arco precedente. Mais uma vez, a audiência é submetida a alguns imbróglios até que se possa descobrir qual é a verdadeira intenção dos personagens do universo fictício de Michael Dobbs – autor da trilogia literária composta por House of Cards, To Play the King e The Final Cut –, os quais, mais do que nunca, em suas novas e pérfidas maquinações nos bastidores do poder de uma das maiores potências do mundo atuam cada vez mais em prol de seus próprios interesses.

A temporada começa tal como deixada no ano anterior. Claire (Robin Wright), decidida a não mais viajar no banco do passageiro, numa analogia por ela mesma já expressa, deixa Frank (Kevin Spacey). Descobrimos no episódio de estreia que ela foi para Dallas, Texas, onde passa a se hospedar na casa da mãe, a rica latifundiária Elizabeth Hale (Ellen Burstyn), que comprova a teoria de que o fruto nunca cai longe da árvore. Contrariamente ao falecido pai de Claire, que tinha enorme apreço pelo genro e investiu em seu futuro político, Elizabeth não esconde o ódio mortal que sente por Frank e o anseio de ver a filha triunfar sobre ele, ao que se dispõe a ajuda-la em seus ainda nebulosos planos. Assessorada ainda pela ambiciosa e talentosa Leann Harvey (Neve Campbell), Claire tem agora como objetivo concorrer ao senado em seu distrito. Para isso, ela precisa do aval da atual senadora, Doris Jones (Cicely Tyson) que, por sua vez, pretende endossar a própria filha, Celia (LisaGay Hamilton). Claire então lhes oferece fundo federal para uma clinica, mas as duas recusam.

Enquanto isso, Frank busca desesperadamente ter Claire de volta ao seu lado na medida em que sua popularidade decresce exponencialmente e ele perde eleitorado em estados chave nas prévias eleitorais, ao passo em que Heather Dunbar (Elizabeth Marvel), sua principal oponente como candidata ao partido democrata para a corrida presidencial de 2016 vê suas chances cada vez mais aumentarem. Ao descobrir, com a ajuda de Doug Stamper (Michael Kelly), os planos de Claire, Frank lhe propõe não se intrometer em sua campanha, a menos que ela volte. Ela aceita e o casal faz cessar os boatos de separação que também vinham comprometendo o presidenciável. Contudo, ao constatar que a esposa continua a agir às suas costas, Frank anuncia publicamente seu apoio à Celia, fazendo com que Claire mova novas cartas no intuito de conseguir algo muito mais vantajoso para ela do que o senado.

Num momento de suposta trégua, o casal viaja para a Carolina do Sul para a prévia eleitoral no distrito de origem de Frank, e um movimento de Claire, auxiliada por Leann, faz com que uma fotografia bastante comprometedora do falecido sogro venha à tona, o que expõe Frank de forma negativa frente ao público e à uma já bem consolidada base eleitoral, o que o faz perder para Dunbar em sua própria casa. Ainda que Frank consiga contornar a situação, o estrago já está feito. Ao descobrir o envolvimento de Claire, que faz questão de se revelar como a autora de tal sabotagem, Frank tem um novo confronto com ela. Sem titubear, Claire ameaça continuar a arruinar sua corrida à candidatura presidencial a menos que Frank a torne sua candidata vice, o que ele recusa terminantemente.

Mas os problemas de Frank estão apenas para começar. Não bastasse a crescente popularidade de sua oponente Heather Dunbar e as maquinações de Claire que podem minar sua corrida à presidência, seu assessor, Seth (Derek Cecil), tem trocado informações estratégicas com Cynthia (Elsa Davis), assessora de Dunbar no intuito de conseguir uma vaga em sua assessoria, caso ganhe as eleições, antecipando a derrota de Frank. Ainda, Lucas Goodwin (Sebastian Arcelus), ex-jornalista do The Washington Herald, e um dos poucos a saber do envolvimento de Frank nas mortes de Peter Russo (Corey Stoll) e de Zoe Barnes (Kate Mara), é solto depois de vários meses preso sob a acusação de cometer crimes cibernéticos. Ele muda de cidade e de identidade para recomeçar vida nova, mas decide voltar para se vingar de Frank, ao que entra em contato com Cynthia e Dunbar no intuito de arruinar de uma vez por todas as chances de candidatura do presidenciável nas prévias eleitorais.

Num dos momentos ápices dessa primeira metade da temporada, Frank ainda tem problemas com o intransigente presidente Viktor Petrov (Lars Mikkelsen), o qual exige a extradição de Igor Milkin (Leonid Citer), um dissidente russo que busca asilo político nos Estados Unidos. Uma tentativa de acordo com Frank não vinga, o que faz Petrov se vingar dele nesse universo da ficção em que a Rússia é a principal fornecedora de petróleo dos Estados Unidos. O aumento dos preços dos barris de petróleo faz estourar uma crise de combustível sem precedentes, desgastando ainda mais a popularidade de Frank. Nesse cenário problemático, num ato de total desespero, Lucas, que não consegue se aliar a Dunbar para derrubar Frank, tenta assassina-lo após um comício, ferindo-o gravemente. Nesse processo, não apenas o jornalista, como Edward Meechum (Nathan Darrow), ex-motorista e chefe de segurança pessoal de Frank, acabam mortos, enquanto o presidenciável tem o fígado bastante danificado e é induzido a coma.

Nessa grande virada de acontecimentos em que Frank somente poderá sobreviver com um transplante de fígado, seu vice, Donald Blythe (Reed Birney), assume a presidência em momento critico no qual já havia sido sinalizada uma ofensiva envolvendo o envio de Milkin para a Estônia. Enquanto Doug corre pelas beiradas na tentativa de fazer o plano de Frank seguir em frente com o inseguro Blythe, ao mesmo tempo em que descobre o envolvimento de Seth em várias manobras mancomunadas com a assessoria de Dunbar, Claire vê uma chance de jogar agora com novas cartas. A pedido de Doug, que até então desconhece suas maquinações, Claire se envolve na tomada de decisão de Blythe quanto aos russos, mas intermedia a situação diferentemente do planejado por Frank, envolvendo agora a China, o que deixa Doug apreensivo ao ponto de obrigar a Secretária da Saúde a colocar o presidenciável como primeiro na fila de transplante, o que ainda poderá lhe custar caro.

Nesse meio tempo, Claire conquista a confiança de Blythe e conduz a tensa, porém, bem sucedida negociação com Petrov envolvendo a China. Para isso, ela conta com a ajuda do aposentado Remy Danton (Mahershala Ali), o qual é forçado à colaborar com ela mediante chantagem. Único capaz de convencer Raymond Tusk (Gerald McRaney) a ajudar Claire na negociação tripartite que envolve a exploração de petróleo em território russo pelos chineses, Remy decide ajudar apenas no intuito de não envolver sua amante, Jackie Sharp (Molly Parker), em escândalos políticos por conta de fotografias comprometedoras dos dois que lhe são mostradas por Leann.

Paralelamente, Doug também tenta minar a campanha de Heather ao obter de Seth a informação de que ela teria se encontrado com Lucas dias antes do atentado contra Frank. Valendo-se dessa valiosa descoberta, e a de que Heather teria confidenciado tal fato à Secretária de Justiça, sua amiga pessoal, uma investigação é iniciada. Interrogada sobre o tal encontro o ex-jornalista, Dunbar não esconde a verdade, o que a faz abandonar a candidatura democrata, culminando na vitória de Frank nas prévias eleitorais e abrindo caminho rumo à corrida presidencial 2016.

O sexto episódio da temporada termina com Frank transplantado e recuperado. Sua experiência quase morte, na qual inclusive é assombrado pelos fantasmas de Peter Russo e Zoe Barnes, faz com que o presidenciável perceba que não pode seguir em frente sem contar com o apoio de sua maior cúmplice. Assim, pouco depois de uma reunião com Blythe e sua equipe de assessoras na qual fica à par dos últimos acontecimentos, principalmente da renúncia de Heather e do acordo com Petrov e alguns empresários chineses, Frank tem uma conversa franca com Claire, na qual revela ter descoberto que ela tinha razão quando disse que ele não é nada sem ela, e que a colocará em pé de igualdade para o que está por vir.

Para a segunda metade da temporada fica agora o arco envolvendo o resgate de confiança entre os Underwood, a indicação de Claire como vice de Frank, a corrida presidencial contra o partido republicano, representado pelo jovem ambicioso e pai de família Will Conway (Joel Kinnaman), assim como novas ameaças ao maquiavélico casal de protagonistas, desta vez representadas pelo ex-editor chefe do The Washington Herald, Tom Hammerschmidt (Boris McGiver), que poderá, com informações adicionais obtidas das também jornalistas Kate Baldwin (Kim Dickens) e Janine Skorsky (Constance Zimmer), investigar o que Lucas até então sabia sobre Frank ao ponto de tomar medida tão drástica como a de atentar contra a vida do Presidente. Remy e Jackie Sharp também podem ressurgir como um obstáculo à parte. Porém, considerando agora o fato de que Claire e Frank estão novamente lado a lado em suas pérfidas maquinações em busca do poder, e que juntos se mostraram até então imbatíveis, valendo-se agora não apenas da assessoria de Doug, como também a de Leann, fica a certeza de que a tarefa para os que se intrometerem em seus planos será ainda mais árdua.

House of Cards : resumo quarta temporada (episódios 7 à 13)

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