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The X-Files : resumo da décima temporada

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The X-Files foi uma série divisora de águas ao marcar toda uma geração quando de sua estreia há cerca de 23 anos pelo canal Fox. O estilo inovador, no qual terror e conspiração governamental para acobertar a existência de vida extraterrestre se mesclavam num clima constantemente tenso e intenso protagonizado por dois agentes especiais do FBI, não apenas transformou as carreiras de David Duchovny e Gillian Anderson, astro e estrela da série, como também de Chris Carter, criador e roteirista, tornando-os verdadeiros ícones do gênero ficção científica assim como Leonard Nimoy e William Shatner um dia foram (e ainda são). A série também causou grande impacto sobre os fãs, os quais se deleitavam semanalmente com historias repletas de situações surreais que claramente faziam alusão a The Twilight Zone e a Twin Peaks, repletas de tramas envolvendo conluio do governo e a existência de alienígenas – os chamados episódios “mytharc” que se tornariam a mitologia e o ponto nodal da série –, bem como de criaturas – que fariam parte dos infames episódios voltados ao “Monster-of-the-Week“, abreviados pelos fãs como “MOTW”, e que iam e voltavam a uma narrativa principal, a da mitologia.

E se o enredo intrincado era o elemento crucial da série, a dupla de investigadores composta por Mulder, um devoto da teoria de que haveria uma trama do governo e de organizações secretas dispostas a acobertar a existência de vida extraterrestre inteligente e Scully, sua cética parceira, não ficava nem um pouco atrás. Portanto, não apenas o enredo, mas a própria dinâmica dos protagonistas se tornou ponto alto e referência do gênero. Uma saída brusca da série da parte de Duchovny, com a introdução dos investigadores John Doggett (Robert Patrick) e Monica Reyes (Annabeth Gish) jamais apagou o brilho de The X-Files, que seguiu em frente com Anderson, e nem mesmo acalmou os ânimos dos fãs. Os dois longas-metragens que se seguiram com roteiro de Carter e Frank Spotnitz, e estrelados pela dupla original, Fight the Future e I Want to Believe, foram a promessa de que o envolvimento de Fox Mulder e Dana Scully com os Arquivos X não terminaria tão cedo.

Quando a possibilidade de um novo filme veio à tona pela primeira vez no painel da reunião do elenco e produção da série na Comic-Con International em 2013, ninguém já nem imaginava mais que um revival da produção televisiva poderia acontecer. Um novo filme era o máximo esperado, aliado, claro, à incerteza de quando viria a acontecer. Compromissos de Duchovny, com a extinta Californication e a atual Acquarius, bem como de Anderson, agora com uma vida familiar atribulada no Reino Unido, ao passo em que igualmente envolvida em produções como Hannibal e The Fall, tornavam os burburinhos de um retorno do casal de artistas aos personagens que os consagraram ainda mais distante da realidade.

Mas Chris Carter, assim como muitos dos fãs mais otimistas, jamais deixou de acreditar, e 24 de janeiro de 2016 marcou a estreia do que ainda não se sabe exatamente se pode ser qualificado como uma temporada fechada ou aberta, ou então uma simples minissérie, mas que de um jeito ou de outro traz de volta os agentes especiais Fox Mulder e Dana Scully aos Arquivos X em seis episódios que abordam tudo o que de melhor e de mais deleitável se sobressaiu na série original, seja com episódios mytharc ou MOTW, alguns destes até mesmo se prevalecendo do humor peculiar que foi bem inerente em alguns capítulos à partir da quarta temporada.

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My Struggle

A première do que muitos consideram a décima temporada não oficial dessa fase híbrida de The X-Files acontece de forma cronológica aos elementos tratados no último filme de oito anos antes, The X-Files: I Want to Believe. O episódio abre com um monólogo de Mulder detalhando eventos históricos relacionados à existência de vida extraterrestre, mencionando sua parceria com Scully e suas investigações nos Arquivos X. O teaser mostra então Roswell, em 1947, onde caiu o tão especulado OVNI que daria também origem à teoria da Área 51. Um médico escoltado por homens de preto se aproxima da espaçonave e segue um rastro até um alienígena ferido. Sob seus protestos, um militar atira, matando-o, e o médico leva o extraterrestre para exames.

A nostálgica abertura da série toma forma com a trilha sonora tema, e a audiência é então reintroduzida aos ex-agentes do FBI em suas novas rotinas quatorze anos depois do encerramento dos Arquivos X. Nesse interim, descobrimos que Mulder e Scully de fato se tornaram um casal, tal como apresentado no último longa-metragem, mas que a relação dos dois não vingou. Enquanto Mulder continua por sua própria conta envolvido em teorias conspiratórias, Scully é médica cirurgiã no Our Lady of Sorrows, um centro hospitalar católico localizado na Virginia, onde realiza procedimentos em crianças com severos defeitos de nascença. Os dois são então recrutados pelo diretor assistente Walter Skinner (Mitch Pileggi) para que entrem em contato com o apresentador de um programa sensacionalista de intrigas, Tad O’Malley (Joel McHale). Os dois então se reúnem em Washington, D.C., onde encontram O’Malley, que os leva direto para uma fazenda em Low Moor, Virginia. Lá, eles conhecem Sveta (Annet Mahendru), que alega ter sido abduzida diversas vezes e que possui DNA alienígena. Scully concorda examinar seu material genético.

O’Malley também leva Mulder a um local secreto onde uma réplica da espaçonave caída em Roswell no teaser está escondida. Durante o exame com Scully, Sveta faz observações astutas sobre o relacionamento da médica com Mulder, deixando-a desconfortável. Quando o resultado dos exames chega, Scully ordena um novo teste. Enquanto isso, Mulder encontra com o agora idoso médico de Roswell, com o qual tem contato há mais de 10 anos. Ele compartilha a informação da réplica da espaçonave e do DNA de Sveta, e que acredita que o plano de colonização alienígena não passa de uma farsa para distração, e que a conspiração é uma maquinação humana que usa tecnologia alienígena e faz “abduções” para usar cobaias humanas e testar o que poderá ser uma poderosa arma contra a humanidade. O médico aponta que as crenças anteriores de Mulder não faziam sentido, e que agora ele realmente está perto da verdade, mas recusa falar sobre o que sabe acerca dos motivos das abduções e testes.

Antes que O’Malley possa divulgar todas as informações colhidas por Mulder e Scully, seu web site é hackeado e tirado do ar, a réplica da espaçonave é destruída por militares fortemente armados, e um OVNI aparece para Sveta, matando-a.

Mais tarde, Mulder e Scully se encontram, e ela revela que o DNA de Sveta foi examinado duas vezes e possuía material genético extraterrestre. Ela revela ter feito o mesmo procedimento consigo mesma, e que ela também tem DNA alienígena. Mulder conclui que Sveta era a chave para expor a teoria conspiratória já que revelou em seu último encontro que as abduções eram perpetradas por homens vestidos como cirurgiões, ao que os dois recebem uma ligação de Skinner pedindo para que eles compareçam urgente ao seu encontro.

O episódio termina revelando um chalé nas montanhas onde é mostrado Canceroso (William B. Davis), icônico vilão da série original, e supostamente morto na series finale. Com o rosto queimado escondido em parte com uma mascara, ele continua a fumar seus cigarros Marlboro e recebe um telegrama informando que os Arquivos X foram reabertos.

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Founder’s Mutation

O segundo episódio inaugura o primeiro dos quatro que seguem com a temática MOTW. Mulder e Scully são chamados para atuar num caso em que um cientista, Dr Sanjay (Christopher Logan) se suicidou em circunstâncias misteriosas. A investigação os conduz a um laboratório onde experimentos genéticos são realizados há várias décadas em crianças deformadas. Mulder e Scully descobrem então que algumas dessas pessoas mantidas no laboratório possuem habilidades especiais. Ao investigarem um suspeito envolvido no suicídio de Sanjay, Mulder e Scully descobrem Kyle (Jonathan Whitesel), suposto filho de Augustus Goldman (Doug Savant), cientista encarregado das pesquisas genéticas no centro visitado pelos investigadores. Com o depoimento da ex-esposa deste, Jackie (Rebecca Wisocky), encarcerada num hospital psiquiátrico, a dupla descobre que o casal tinha uma outra filha, Agnes (Kacey Rohl), que parecia ser muito especial. Prestes à parir um segundo filho que acreditava ser igualmente especial, Jackie informa que fugiu do marido e que teve o bebê arrancado de seu ventre para então ser largada na estrada.

Ao chegarem a Kyle, Mulder e Scully descobrem que ele se trata do irmão de Agnes, e cujo objetivo é encontra-la, motivo pelo qual causou o suicídio de Sanjay. Quando os dois o levam a Augustus, Kyle reage e encontra a irmã aprisionada no laboratório. O episódio termina com uma impressionante fuga dos irmãos, que usam seus poderes para matar o pai e deixarem Mulder e Scully imobilizados e inaptos a impedi-los.

O episódio também se presta para explorar o passado de Mulder e Scully, especificamente no que diz respeito a William, filho dos dois que teria sido entregue à adoção por Scully na série original. Na medida em que investigam o caso, e se aprofundam no universo da exploração de experimentos genéticos em crianças, os dois visualizam como teria sido a vida de ambos com William em aterrorizantes sequências de futuro alternativo, e seus receios não deixam duvidas de que fazê-lo desaparecer foi a decisão mais acertada, embora não consigam, especialmente Scully, esconder o desejo de saber como William deve estar agora, dando a crer ser esse o mote para uma futura investigação da dupla.

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Mulder and Scully meet the Were-Monster

Considerado o episódio mais bizarro da temporada, não deixando nada a desejar em relação à série original, sempre permeada por episódios igualmente excêntricos e desprovidos de sensatez, o terceiro capítulo mostra Mulder começando a duvidar de suas teorias que desafiam as leis naturais, aos que a dupla é chamada para investigar os misteriosos assassinatos havidos na floresta de Shawan, no Oregon, e que estariam relacionadas à aparição de uma criatura em forma de lagarto. Em tons de humor negro, o episódio segue com Mulder tentando provar a existência da tal criatura no intuito de reafirmar suas crenças no extraordinário, enquanto Scully retorna às suas origens na tentativa de racionalizar todos os acontecimentos relacionados aos assassinatos. No final, ambos estão certos.

Na medida em que as investigações seguem, Mulder descobre um sujeito chamado Mann (Rhys Darby), que pode ser o mal fadado monstro assassino. Ao confronta-lo no ápice de sua crise de incertezas, Mulder descobre que Mann não é um homem normal que se transforma no horrendo lagarto assassino, mas o lagarto pacífico que se transforma em homem durante o dia pouco depois de ter sido mordido por um humano na floresta, e que apenas lamenta sua existência como humano tendo agora que trabalhar para sobreviver e agir como uma pessoa normal em um mundo repleto de novas tecnologias.

Ao final, Scully descobre que o oficial de controle de animais, Pasha (Kumail Nanjiani), é o verdadeiro assassino, enquanto Mulder testemunha que a jornada de Mann é apenas a de voltar ao “normal”. Ao ir atrás de Mann para revelar que o verdadeiro assassino foi preso, este revela à Mulder que chegou o momento de hibernar pelos próximos 10,000 anos. Mann agradece por tê-lo conhecido, e se transforma em lagarto bem diante dos olhos de Mulder, para então desaparecer na floresta. O episódio termina com a fé de Mulder restaurada apos testemunhar tal evento sobrenatural.

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Home Again

The X-Files deixa o tom cômico de Mulder and Scully meet the Were-Monster de lado com outro aterrorizante MOTW, e o episódio Home Again começa com um misterioso caminhão de lixo do qual desembarca uma criatura sobrenatural ameaçadora, capaz de arrancar a cabeça de um homem com um único golpe, o que efetivamente faz no teaser. Mulder e Scully são enviados para investigar o caso, mas Home Again não se trata apenas do MOTW. O episódio também mostra uma tragédia pessoal para Scully, o que a faz novamente se voltar para o interesse em descobrir o paradeiro de seu filho, William. Ao saber da noticia de que sua mãe, Margareth (Sheila Larken), está em coma, a agente vai visita-la no hospital. Quando descobre que Margareth parece apenas ter paz ao falar com o filho mais velho, do qual não tinha noticias há vários anos, tal fato faz Scully reviver os sentimentos de quando entregou seu próprio filho para a adoção.

Enquanto isso, Mulder continua com a investigação do apelidado “Band-Aid Nose Man”, e descobre tratar-se de uma criatura sobrenatural ao constatar a inexistência de qualquer rastro de DNA numa evidência encontrada no local do crime e que o mesmo estaria relacionado a uma pintura na parede. Não demora muito para ele também descobrir que os assassinatos estão relacionados com um movimento político para a remoção de andarilhos de um determinado setor para a construção de um empreendimento imobiliário, e que o suposto monstro teria conexão com um artista que vive enclausurado e que também é lixeiro.

Com a morte de Margareth, Scully continua a investigação com Mulder, ainda bastante transtornada, e os dois descobrem o paradeiro do tal artista (Tim Armstrong), responsável pela aterrorizante criatura, e tentam confrontar, porém, sem êxito, o homem com band-aid no nariz antes que ele possa fazer sua próxima vitima.

O ápice do episódio é certamente quando o monstro assassino cerca a segunda vitima em sua própria residência ao som de “Downton”, de Petula Clark. E o momento provavelmente mais icônico é rever Mulder e Scully reunidos na tragédia familiar desta, e ter a certeza de que a dupla não precisa estar oficialmente unida, como muitos fãs anseiam, para haver qualquer sintonia entre os dois.

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Babylon

O penúltimo episódio da temporada é dos mais estranhos, não tanto quanto o terceiro, mas certamente polêmico por diversos motivos. O primeiro deles é o envolvimento de dois outros agentes que nada mais são do que caricaturas de Mulder e Scully, os agentes Einstein (Lauren Ambrose) e Miller (Robbie Amell), os quais deixam ainda a audiência dividida quanto a um possível spin off da série estrelada por ambos. O segundo motivo para polêmica em Babylon fica por conta de Mulder e a ingestão de comprimidos de cogumelo alucinógenos que ele acredita serem capazes de fazê-lo se comunicar com um terrorista em coma a ponto deste lhe revelar o paradeiro de sua organização. O resultado é catastrófico em diversos aspectos.

A trama começa com um ataque terrorista em um centro comercial. Os agentes Einstein e Miller são colocados para investigar o caso e confrontam suas crenças junto aos agentes Mulder e Scully, mas o trabalho em conjunto é descartado. Contudo, alheios aos seus respectivos parceiros, Scully contata Miller, afim de investigar o caso com a ajuda da neurociência, enquanto Mulder contata Einstein para tentar resolver o caso à base do misticismo.

O ponto alto de Babylon é justamente quanto Mulder coloca à prova sua teoria ao ingerir os comprimidos de cogumelo alucinógeno para se comunicar com o membro da célula terrorista em comatosa. Ele então alucina sair do hospital e ir a um clube country onde dança e interage com versões cowboy de Skinner, bem como de John Fitzgerald Byers (Bruce Harwood), Richard Langly (Dean Haglund) e Melvin Frohike (Tom Braidwood), os três nerds conhecidos como “The Lone Gunmen” ou “Os Pistoleiros Solitários”, que o ajudavam em alguns casos na série original. Mulder também alucina com Einstein o torturando à la Fifty Shades of Grey, e encerra sua “viagem” com o terrorista lhe dizendo a palavra “Babylon”.

O episódio termina com a descoberta de que a organização terrorista se reúne no hotel Babylon, pista chave trazida à tona por Mulder em virtude de sua psicodélica aventura, e o FBI prende todos os membros da célula reunidos para o planejamento de um novo ataque.

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My Struggle II

O último episódio intitulado My Struggle II nada mais é do que uma continuação direta do primeiro desse capítulo (ou temporada?). Com uma abertura que finaliza com os dizeres “This is The End” ao invés de “The Truth is Out There”, viralizando inúmeras teorias acerca de um cliffhanger permanente no pior estilo de Twin Peaks ou The Sopranos, o episódio não tem Mulder e Scully atuando juntos, e começa com a descoberta desta de que o parceiro está desaparecido na iminência de se encontrar com O’Malley, o qual teria informações sobre uma nova teoria acerca do DNA de outras pessoas.

Scully então se esmera para descobrir o que O’Malley pode ter desvendado, e com o próprio teste feito em si mesma, constata a existência de uma sequência de anomalia e que todos podem ter tido seu DNA modificado à partir de uma única vacina. Quando soldados desorientados chegam ao Our Lady of Sorrows, Scully descobre que eles estão contaminados com anthrax, o que pode culminar num contágio em escapa mundial. Para tentar reverter o quadro, enquanto corre contra o tempo para salvar o mundo e conseguir localizar Mulder, o qual se encontra fugindo de alguém ou de alguma coisa, Scully conta com a ajuda de Einstein e Miller.

Quando Scully é contatada por Monica Reyes (Annabeth Gish), a verdade vem à tona, e esta lhe confidencia ter trabalhado para o Canceroso pouco depois do encerramento dos Arquivos X. Monica revela que ele teria lhe assegurado um lugar, juntamente com Scully, entre os sobreviventes do final dos tempos, em troca de sua ajuda nos esforços de colonização. Monica informa ter deixado o FBI pouco depois, e que se tornou assistente do Canceroso nos últimos doze anos apenas para tentar deter a invasão perpetrada pela infame organização denominada Syndicate, que deu muitas dores de cabeça à dupla de investigadores na série original.

Com essas informações, Scully usa seu DNA, que agora ela descobre ser uma combinação dos genomas alienígenas implantados quando de sua abdução e as anomalias que lhe foram introduzidas por conta do acordo de Reys com o Canceroso, e desenvolve uma vacina capaz de salvar à todos com a ajuda de Einstein, já que a ausência de DNA alienígena faz todos serem susceptíveis à contaminação.

Enquanto isso, Mulder chega ao refúgio do Canceroso, e descobre toda a verdade, ou o fim dela. O Canceroso lhe revela sua verdadeira face, totalmente deformada por conta da explosão no Novo México, e lhe oferece uma chance de sobreviver à catástrofe. Mulder recusa, e começa a dar os primeiros sinais de infecção. Miller, que rastreou Mulder pelo celular, encontra-o à tempo, e o leva de volta para Washington, D.C., na esperança de que Scully já tenha encontrado uma cura. Canceroso não os impede, certo de que a pandemia é irreversível e que todos, exceto ele e os escolhidos, estão condenados.

Enquanto isso, O’Malley divulga em cadeia nacional a existência de uma vacina. Contatada por Miller, Scully corre para encontra-lo e salvar Mulder com a vacina. No momento ápice do episódio, no entanto, Scully constata que Mulder está infectado demais para sobreviver sem um transplante de células estaminais. Miller pergunta como podem fazê-lo, e Scully revela que apenas William, filho dos dois, é apto a doar tais células à Mulder, que começa a sucumbir ao contágio. De repente, um OVNI, pairando no ar, ascende uma luz incandescente contra os três e o episódio termina.

Se Carter é um gênio ou não, pode-se dizer que as possibilidades agora são inúmeras. The X-Files reviveu toda a chama de sua glória com seis episódios arrebatadores que trouxeram o melhor e o pior da série original envolvendo duas temáticas que foram sempre uma constante: mitologia e monstros. Houve também momentos burlescos com Mulder and Scully meet the Were-Monster e Babylon, além de alguns dramas pessoais, como Home Again, além da pista de que William, o filho de Mulder e Scully, seria a chave para a resolução de algo magnânimo. O arco envolvendo as infames teorias conspiratórias que permearam 23 anos de historia, embora tenham sido abordadas em apenas dois episódios, também tiveram sua resolução com a descoberta de que tudo não passava de uma trama perpetrada pela organização Syndicate para dizimar a população valendo-se de tecnologia e DNA alienígena, e que, de fato, William tem papel fundamental nisso tudo, desta vez, para salvar Mulder.

O que fica depois disso tudo é agora resultado de inúmeros palpites. Carter lançou as cartas e tudo parece agora depender da audiência, da disponibilidade do elenco e da boa vontade dos estúdios. Se uma nova temporada vai ou não acontecer ou uma nova versão cinematográfica dará sequência aos eventos finais de My Struggle II, tudo ainda é um mistério. E este que certamente será o cliffhanger mais comentado dos próximos tempos até que se tenha uma confirmação de tal continuação será provavelmente objeto de inúmeras especulações, dentre as quais, a de abdução e até mesmo a de um spin off estrelado por Einstein e Miller (talvez em busca da verdade sobre um paradeiro desconhecido de Mulder e Scully, que podem ou não voltar? ou em busca da localização de William?). O que fica, entretanto, é a certeza de que a verdade nunca esteve lá fora, mas sim, na mente atribulada de Chris Carter, que mais uma vez deixa os fãs de The X-Files atordoados e mais do que nunca querendo acreditar.

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