Filmes do mês de março

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Maze Runner: Correr ou Morrer (2014)****

O filme Maze Runner: Correr ou Morrer é a nova série cinematográfica que segue o mesmo estilo do grande sucesso mundial, Jogos Vorazes. Dirigida por Wes Ball, a história, adaptada do romance homônimo de James Dashner, possui duas outras continuações, The Scorch Trials e The Death Cure, e duas prequelas, The Kill Order e The Fever Code. Aos fãs de Jogos Vorazes, cuja saga no cinema se encerra no final de 2015, Maze Runner pode ser uma boa opção para substituição, ainda que seu personagem principal não seja a icônica Katniss Everdeen de Jennifer Lawrence.

Comparações à parte, Maze Runner tem seu charme. Os jovens atores que protagonizam a historia de sci-fi e mistério que se passa num universo pós-apocalíptico, com destaque para Dylan O’Brien, que interpreta Thomas, não deixam a desejar. Recém-chegado num espaço isolado e fortificado por quatro muros chamado Glade, Thomas não se lembra de nada do seu passado, exceto seu nome, assim como seus demais colegas de cativeiro, todos jovens entre 10 e 20 anos. Ele imediatamente conhece Alby (Aml Ameen), o mais velho do grupo; Newt (Thomas Brodie-Sangster), o segundo no comando; Chuck (Blake Cooper), o mais novo de todos; Gally (Will Poulter), o encrenqueiro; Minho (Ki Hong Lee), líder dos Runners, e vários outros.

Curioso, Thomas descobre que o Glade está no centro de um gigantesco labirinto cuja saída jamais foi descoberta e o acesso é restrito até o por do sol. Mas o maior perigo para os Gladers são os monstros que saem pelo labirinto durante a noite, os chamados Grievers. Inquieto, Thomas quer a qualquer custo descobrir uma saída, e ao descobrir que entre os Gladers há os Runners, aqueles que saem durante o dia para explorar e memorizar o labirinto, fará de tudo para se tornar um deles, principalmente após a chegada do ultimo membro do grupo, Teresa (Kaya Scodelario), com a qual ele parece ter um passado.

O filme é uma boa surpresa, mesmo aos não fãs da saga Jogos Vorazes, uma vez que faz o telespectador ficar atento e ansioso para saber o que vai acontecer após cada novo evento ou descoberta. Os personagens são um tanto clichês, mas ainda assim indispensáveis para o desenvolvimento da historia. Considerando que o filme é o primeiro de uma trilogia, não espere uma conclusão ou uma explicação plausível ao final da película, mas tenha a certeza de que filme é garantia de boa diversão.

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Harry e Sally, feitos um para o outro (1989)****

No filme When Harry met Sally, temos o trabalho da talentosa e saudosista roteirista Nora Ephron na sua melhor forma. Dirigido por Rob Reiner, a película conta a história de um casal que se conhece há vários anos e que acaba se apaixonando após se tornarem grandes e inseparáveis amigos. O resultado, obviamente, é um filme tocante e com performances simplesmente excepcionais.

A trama começa nos idos dos anos de 1970, quando o desbocado Harry (Billy Crystal) pega carona com Sally (Meg Ryan), amiga de Amanda (Michelle Nicastro), sua então namorada, para uma viagem de mudança de Chicago à New York. Eles acabaram a faculdade e estão prestes a começar vida nova na Grande Maçã. Durante o caminho, a tensão sexual é nítida, mas o discurso de Harry sobre a impossibilidade de amizade entre homens e mulheres afasta qualquer possibilidade dele conseguir se dar bem com Sally.

Cinco anos mais tarde, os dois se reencontram no aeroporto, mas Sally está começando um namoro com Joe (Steven Ford), conhecido de Harry, que, por sua vez está na iminência de se casar com Helen (Harley Jane Kozak), e o clima entre os dois é de pura frieza. Mais alguns anos se passam até que eles se esbarram novamente, mas desta vez Sally é uma pessoa melhor e mais aberta e Harry é menos agressivo após um tortuoso divórcio, o que os possibilita de começar uma interessante amizade à base dos lamentos de uma relação fracassada.

Harry e Sally é um filme que trata sobretudo da amizade, seja ela entre homens e mulheres, ou entre pessoas do mesmo gênero, e mesmo que com o tempo ela acabe se transformando em romance, não deixa de existir e de se mostrar fator preponderante para o sucesso de um relacionamento, o que também é reforçado pelos depoimentos de casais de idosos ao longo da película. E se New York aparece como personagem secundário com seus icônicos arranha-ceús e pontos turísticos, não ficam de lado os melhores amigos de Harry e Sally, Marie (Carrie Fisher) e Jess (Bruno Kirby), que formam o casal que se atrai de imediato, proporcionando mais leveza e comédia ao filme.

Inteligente, emocionante e bem produzido, Harry e Sally é seguramente um dos melhores filmes das últimas décadas e, indubitavelmente, uma das mais belas histórias de amor já mostradas no cinema desde Casablanca. Referenciado em inúmeros outros longa-metragens, é difícil de acreditar como até hoje nada se produziu à sua altura, de modo que não pode e não deve jamais passar despercebido!

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Refém da Paixão (2013)***

Labor Day é uma triste, desconfortável e embaraçosa história de amor, adaptada do romance homônimo de Joyce Maynard por Jason Reitman, e estrelada por Kate WinsletJosh Brolin.

O filme, narrado em primeira pessoa por Tobey Maguire, que interpreta o personagem Henry na fase adulta, conta a história da depressiva Adele (Kate Winslet), uma mãe solteira sem qualquer perspectiva e totalmente dependente do filho único, Henry (Gattlin Griffith). Durante um quente final de semana cumulado com o Dia do Trabalho, os dois vão ao supermercado, e são raptados pelo criminoso recém fugido da prisão, Frank (Josh Brolin). Ferido, ele os obriga a levá-lo à sua casa, e os torna reféns até que possa se recompor e fugir no dia seguinte.

Incapaz, Henry, que é apenas um pré-adolescente, não tem como de desvencilhar da infame situação, ao passo em que sua mãe, frágil e abalável, também pouco pode fazer. Mas Frank é cordial com ambos, e surpreendentemente ganha simpatia de mãe e filho, os quais prontamente o tomam como a figura masculina ausente na casa, estreitando os laços de afeto e fazendo com que Frank fique com eles por todo o feriado.

Ao passo em que Frank inicia um inusitado – e incômodo de se ver – romance com Adele, Henry não sabe o que pensar da situação, embora sinta-se feliz por sua mãe, e flashbacks do passado de Frank revelam as circunstâncias que culminaram na sua prisão são mostrados.

O filme é belamente produzido, tem ótima cinematografia, é bem adaptado, e as performances de Kate WinsletJosh Brolin são arrebatadoras, embora a grande surpresa mesmo seja o jovem e talentoso Gattlin Griffith. Claro, a história é um pouco piegas, exagerada, e até mesmo absurda, a julgar pelo contexto, mas, enfim, Winslet consegue transmitir o desespero da mãe solteira e depressiva que acaba se apegando a um rasgo de esperança de vida nova ao lado de um homem amoroso e atencioso, ainda que criminoso foragido.

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O Abrigo (2011)**

Take Shelter, escrito e dirigido por Jeff Nichols, é um thriller dramático que conta a história de um homem atormentado por visões apocalípticas que o fazem construir um abrigo para ele e sua família, ao passo em que é desacreditado e tomado como louco.

O filme começa com o personagem Curtis (Michael Shannon), um dedicado pai de família que passa a experimentar o desconforto de vivenciar sonhos e alucinações que dizem respeito a uma terrível tormenta que irá se abater sobre a cidade em que mora e dizimar tudo. Num primeiro momento, ele se mantém silente sobre tais anúncios, mas, intrigado, começa aos poucos tomar medidas para evitar alguns eventos, como construir um cercado para o cachorro que o ataca num dos sonhos, e então finalmente construir uma extensão a um abrigo subterrâneo no quintal de casa.

Quando a situação fica insustentável, ele finalmente procura ajuda médica, e passa a tomar medicamentos. Após uma overdose, ele então revela à esposa, Samantha (Jessica Chastain), sobre seus terríveis sonhos. Curtis segue com o tratamento, mas o desejo de proteger a esposa e a filha com problema auditivo, Hannah (Tova Stewart), o fazem inadvertidamente continuar a construir o abrigo. A perda do emprego e do melhor amigo tornam a situação ainda mais deplorável para Curtis, mas ele não abre mão de suas crenças.

O filme é uma boa surpresa, com boas reviravoltas e um final bastante ambíguo e metafórico, mas o arroubo fica mesmo por conta de Michael Shannon e de Jessica Chastain, que provam todo seu talento nesse drama familiar com elementos de thriller psicológico e suspense apocalíptico. Vale a pena ser conferido!

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Stake Land : Anoitecer Violento (2010)****

O novato Jim Mickle dirige o roteiro co-escrito com Nick Damici, para Stake Land, filme que reúne elementos pós-apocalípticos que em muito remontam 28 Dias Depois, A Estrada, Eu Sou a Lenda e Zombieland, com o que mais violento já se viu em termos de confronto entre humanos e vampiros, como em 30 Dias de Noite, e prova que, mesmo um filme gore de baixíssimo orçamento – desde que tenha uma boa história – pode surpreender.

O filme começa com Martin (Connor Paolo), um adolescente que se vê no início da eclosão de um ataque massivo de uma população de vampiros contra os humanos. Seus pais e seu irmão recém-nascido são brutalmente mortos diante de seus olhos, e ele é salvo por um estranho viajante, apelidado apenas como Mister (Nick Damici). Órfão, ele pega a estrada com o tal Mister, que o treina na arte de matar vampiros e se torna seu grande mentor nesse novo universo pós-apocalíptico, ao passo em que seguem para o norte, em busca de vida nova na chamada New Eden, supostamente localizada no Canadá, onde a população de chupadores de sangue é escassa.

Nessa viagem, como se não bastassem os confrontos com os violentos vampiros que se atravessam em seu caminho todas as noites em que precisam acampar e procurar um esconderijo para pernoitar, a dupla também enfrenta problemas com o temível grupo denominado Irmandade, liderado pelo maníaco Jebedia Loven (Michael Cerveris). Assassinos e ladrões, os membros da Irmandade atacam indiscriminadamente os sobreviventes que se encontram viajando pelas estradas. Quando Mister mata violentamente dois estupradores membros da Irmandade, um dos quais é filho de Jebedia, para salvar uma freira, Agatha (Kelly McGillis), a qual se une a eles, as coisas ficam verdadeiramente complicadas.

O filme não é uma grande produção, como dito, mas surpreende, pelo acerto na medida certa das doses de drama, horror e sci-fi. Brutal, e graficamente violento, Stake Land é o que de melhor se pode encontrar atualmente em se tratando de filmes de vampiros sanguinários, divergindo totalmente da vertente que apregoa sanguessugas galãs e que brilham sob o sol. Longe disso, espere encontrar algo realmente grotesco, mas com uma boa premissa.

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13 Sins (2014)****

Inspirado numa história de Eakasit Thairatana, o novato Daniel Stamm dirige o thriller de horror 13 Sins, mas não subestime o talento do cineasta, que já dirigiu o desastroso e vergonhoso O Último Exorcismo, pois 13 Sins é surpreendente, ainda que seja uma refilmagem do thailandês 13 Desafios (2006).

O filme conta a história do brilhante, porém ingênuo vendedor Elliot Brindle (Mark Webber). Prestes a se casar com a namorada grávida, Shelby (Rutina Wesley), ele é um homem mergulhado em dívidas que precisa bancar a casa de repouso para o pai (Tom Bower) e os tratamentos para o irmão com problemas mentais, Michael (Devon Graye). Acreditando estar na iminência de uma promoção, eis que ele é demitido, o que o leva ao puro desespero, quando uma estranha ligação acontece.

Monitorado, ele é convidado por um anunciante (George Coe), a participar de um jogo no qual deverá cumprir 13 desafios que poderão levá-lo a um prêmio máximo de $6.2M. Hesitante, ele cumpre os dois primeiros desafios: matar uma mosca e depois comê-la. Ao descobrir que numerários foram depositados em sua conta bancária logo após cumprir tais metas, ainda assim ele hesita participar, mas cientificado de que poderá desistir com a consequente perda de todos os valores que conseguir, aceita participar.

Aprisionado por sua própria ganância e pelos horrores de um jogo manipulado e com espectadores invisíveis, Elliot precisa completar as tarefas, as quais crescem em escala e se tornam gradativamente mais extremas e grotescas, fazendo-o chegar a um ponto sem volta.

Paralelamente, somos introduzidos a um possível segundo participante do jogo cujas tarefas se cruzam com as de Elliot, e que num determinado momento se convergem em definitivo, bem como aos persoanagens Vogler (Pruitt Taylor Vince), um teorista que acredita numa grande conspiração mundial que envolve o jogo e poderosos no alto escalão, e o detetive Chilcoat (Ron Perlman), que investiga os estranhos casos relacionados a Elliot e ao misterioso jogo.

Instigante, intrigante e angustiante, 13 Sins é igualmente grotesco e graficamente violento, mas nem por isso deixa de ser fascinante, além de remontar a outros filmes bem sucedidos e que seguem o mesmo estilo, como Jogos Mortais, e os não amplamente divulgados O Cubo e O Exame.

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Scenic Route (2013)****

Escrito e dirigido por Kevin GoetzMichael Goetz, Scenic Route é um thriller psicológico que conta a terrível história de dois amigos que ficam isolados no deserto após um acidente numa estrada sem movimento, e que precisam enfrentar seus demônios pessoais para sobreviver.

Obscuro e pernicioso, o filme começa com os amigos de longa data, Mitchell (Josh Duhamel) e Carter (Dan Fogler), viajando por uma estrada panorâmica. O silêncio entre os dois é quase funesto, até que complicações no veículo os fazem encostar na estrada. Enquanto aguardam ajuda, Carter provoca Mitchell para uma discussão que envolve seu relacionamento com a esposa e o abandono da paixão pela música em prol de uma carreira na qual é infeliz. Claro que as consequências são desastrosas, e o que inicialmente era uma tentativa de Carter de se reaproximar do amigo torna-se um perigo real.

Assim, e enquanto a ajuda não chega, o temperamento dos dois ganha proporções catastróficas, e ambos se veem compelidos a um violento desfecho que tem fim somente a partir do momento em que se dão conta de que precisam unir forças para escapar da morte certa, e falar mais sobre a narrativa é revelar detalhes importantes que comprometem sua resolução final.

Scenic Route é um filme basicamente sobre todas as coisas que podem dar errado numa viagem entre dois velhos amigos que perderam a conexão há algum tempo e que se veem confinados num vasto deserto. As performances de Josh Duhamel e de Dan Fogler são densas e absorventes, o que já se era de esperar, na ausência de outros personagens e interação com os elementos que estão ao seu redor e as dificílimas condições a que precisam se expor.

Mais do que um thriller psicológico com um final deveras controverso, Scenic Route, embora seja uma produção independente, não poupa esforços em apresentar uma belíssima cinematografia do Vale da Morte e tomadas de tirar o fôlego.

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Regressão (2013)**

Inspirado na história de Guy Holmes e de Martha Holmes, o cineasta espanhol Jorge Dorado dirige o thriller Anna, também conhecido como Mindscape.

Totalmente filmado em Montreal, no Canadá, o filme conta a história do atormentado psiquiatra de memórias, John (Mark Strong), que vive com a traumática lembrança do suicídio da esposa, logo após a morte do filho único do casal. Tal fato pode comprometer sobremaneiramente sua profissão, na medida em que ele entra na mente das pessoas, e revive com elas memórias das mais profundas no intuito de diagnosticar alguma doença mental. Designado para tratar a sociopata Anna (Taissa Farmiga), herdeira de uma abastada família, ele é imediatamente alertado por seu superior, Sebastian (Brian Cox), sobre a natureza do caso, apontando ter outro especialista em mente para assumi-lo.

Na tentativa de superar seus traumas, porém, John decide assumir o tratamento de Anna, e a história ganha contornos de um suspense insolúvel que envolve os excêntricos e abusivos pais da menina, Robert (Richard Dillane) e Michelle (Saskia Reeves), uma colega de escola, Mouse (Jessica Barden), a chefe da vigilância da casa, Judith (Indira Varma), um estranho que aparece volta e meia (Noah Taylor), e o próprio superior de John, Sebastian.

Persuadido por todos no sentido de que Anna o está manipulando mentalmente, o psiquiatra não se deixa convencer, principalmente a julgar pelas perturbadoras memórias da garota, e quando uma conspiração ganha forma, não apenas a vida de Anna corre perigo, como a dele mesmo.

O filme é uma boa pedida, e embora não tenha um final tão surpreendente, tem boas reviravoltas. Claro que o drama atrapalha, e os destaques mesmo ficam por conta de Mark Strong e Taissa Farmiga.

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Scarface : A Vergonha de uma Nação (1983)*****

Scarface é basicamente Brian De Palma na sua melhor forma. Com roteiro de Oliver Stone, a adaptação do romance de Armitage Trail, que já teve uma versão anterior escrita por Howard Hawks e Ben Hecht, traz Al Pacino num dos maiores sucessos de sua carreira como o personagem Tony Montana, o imigrante cubano que levou ao extremo o desejo de viver o sonho americano.

Passados mais de 30 anos, o longa-metragem é ainda hoje considerado um grande sucesso com uma legião de fãs cada vez mais crescente. Criticamente aclamado, e por vezes comparado à cinessérie O Poderoso Chefão em virtude de sua qualidade técnica (cinematografia, roteiro e direção impecáveis), Scarface tem a seu favor mostrar a violência extrema e a transposição para a tela de um universo de gangsteres latinos muito mais ameaçadores e até mesmo mais próximos da realidade do que os de filmes como Os Bons Companheiros e mesmo O Poderoso Chefão.

Falar sobre o desempenho de Al Pacino na película é dispensável, mas sempre vale a pena mencionar que apesar de sua consistência como Michael Corleone em O Poderoso Chefão, ele confere a seu igualmente inesquecível Tony Montana uma fúria jamais antes vista. Diferentemente do controlado personagem da saga de Mario Puzo, Montana é um homem agitado, que toma decisões precipitadas e baseadas na emoção. O resultado é simples: a comprovação de que Al Pacino merece o título de um dos atores mais respeitados e mais talentosos de todos os tempos.

Mas ao assistir a Scarface não espere ver um filme atemporal. O filme é anos 80 absoluto: trilha sonora, figurino, adaptação, enfim, tudo. No entanto, ao assisti-lo, fica a certeza de que não poderia ser de outro jeito, e ninguém melhor do que Oliver Stone, também em sua melhor forma, para adaptar a história.

Além do talento ímpar de De Palma atrás das câmeras, e da brilhante interpretação de Al Pacino como o refugiado cubano que se transforma no rei do narcotráfico, o filme também tem uma coleção de personagens igualmente interessantes e muito bem interpretados, como Manolo (Steven Bauer), o melhor amigo de Tony; Elvira (Michelle Pfeiffer), seu interesse amoroso; Gina (Mary Elizabeth Mastrantonio), sua irmã; Omar Suarez (F. Murray Abraham), como o capanga de Frank Lopez (Robert Loggia), chefe de Tony, entre outros.

Scarface é um filme genuinamente bem produzido, e ao assisti-lo fica a certeza de que é uma das maiores pérolas do cinema e que nenhum outro ator poderia ter feito melhor do que Al Pacino ao personificar o icônico personagem Tony Montana de forma tão espetacular e assombrosa. Vale a pena ser conferido de tempos em tempos!

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Dredd (2012)****

Pete Travis dirige a adaptação de Alex Garland para o personagem dos quadrinhos criado por John Wagner e Carlos Ezquerra, e mesmo com um baixíssimo orçamento sai com muito estilo da sombra do desastroso predecessor, Judge Dredd (1995), estrelado por Sylvester Stallone, e mostra como se faz um filme de ação.

O longa-metragem começa num futuro violento, em que polícia agora se reveste da autoridade de juiz, atuando de modo a julgar e executar qualquer criminoso. Somos apresentados a Dredd (Karl Urban), um juiz que trabalha solo, ao qual é conferida a tarefa de avaliar uma nova recruta, a mutante Cassandra Anderson (Olivia Thirlby), capaz de ler a mente das pessoas, uma habilidade extremamente a seu favor na função de juíza.

Em Peach Trees, uma favela vertical com 200 andares, a chefe do narcotráfico, Ma-Ma (Lena Headey) ordena a execução de dois traficantes, os quais são lançados do topo do complexo sob os efeitos de Slo-Mo, uma droga sintética poderosíssima. Dredd e Anderson são designados para investigar o caso, e ao efetuarem a prisão de Key (Wood Harris), um traficante que poderá testemunhar contra Ma-Ma, esta ordena a ativação do sistema de segurança de Peach Trees, isolando totalmente o complexo do exterior para que eles não saiam. Ela então provoca todos os moradores do complexo a caçarem a dupla de juízes.

O filme todo se passa dentro do edifício, no qual Dredd e Anderson tem suas capacidades testadas ao extremo num festival de cenas absurdamente brutais e de intensa violência gráfica que nos fazem ter a certeza de que filmes como Punisher e RoboCop poderiam realmente ter sido melhores.

Longe de ser uma grande produção, considerando os efeitos especiais que deixam um pouco a desejar – mas que conferem um charme interessante ao filme -, o roteiro de Dredd é eficiente e bem amarrado, e o personagem título é a representação perfeita do cumpridor da lei nesse universo em que a autoridade policial tem amplo poder de decisão, enquanto o contrabalanço fica representado na figura de sua parceira, Anderson, o que mantém Dredd constante e inabalável, tornando o filme extremamente aprazível, a despeito da violência intensa.

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Orgulho e Preconceito (1995)*****

Simon Langton dirige a adaptação do romance de Jane Austen, Orgulho e Preconceito, produzida e transmitida pela British Broadcasting Corporation (BBC) que traz Jennifer Ehle e Colin Firth como os icônicos personagens Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy.

Frequentemente comparada à versão mais recente, dirigida por Joe Wright, em 2005, e que traz Keira KnightleyMatthew Macfadyen como intérpretes dos personagens principais, Orgulho e Preconceito (1995) passa despercebidamente como uma das melhores adaptações do romance homônimo de Austen. Inteiramente filmado em Belton, condado de Lincolnshire, no Reino Unido, a produção conta com uma das melhores adaptações de época e corresponde a uma das mais completas e fiéis adaptações de uma obra.

Transmitida em formato de minissérie com seis episódios com cerca de 55 minutos cada, Orgulho e Preconceito (1995) é superior ao filme de Joe Wright pelo simples fato de ser mais completo, embora a performance de Colin Firth seja costumeiramente apontada como o maior atrativo da produção.

A história gira em torno da família Bennet e as ridículas situações a que se expõem as filhas solteiras do casal Bennet (Benjamin Whitrow e Alison Steadman) para conseguirem um casamento vantajoso. É quando os aristocratas de famílias abastadas, Bingley (Crispin Bonham-Carter) e Darcy (Colin Firth) chegam à cidade, que a família fica em polvorosa com a possibilidade de um bom casamento para a filha mais velha, Jane (Susannah Harker), que chama a atenção do carismático Bingley. O que ninguém imagina, porém, é que a segunda mais velha da família, Elizabeth (Jennifer Ehle), também desperta o interesse do apático Sr Darcy (Firth), enquanto a recíproca é verdadeira.

Até que Elizabeth descubra que Darcy também está apaixonado por ela, uma série de acontecimentos os distancia, como as frívolas maquinações de Wickham (Adrian Lukis), um jovem membro da milícia que nutre ódio e desprezo por Darcy, bem como a falta de compostura da própria família Bennet, salvo exceção de Jane e Elizabeth, mas principalmente em virtude das peripécias da Sra Bennet e filhas novas, Kitty (Polly Maberly) e Lydia (Julia Sawalha), que flertam descaradamente com todos os homens da cidade. O comportamento da Sra Bennet também faz Darcy interpretar a timidez de Jane em relação a Bingley como falta de interesse, a ponto que ele interfere na relação, distanciando-os, o que irá gerar conseqüências desastrosas nas suas investidas em relação a Elizabeth.

A produção é excepcional, e se Colin Firth não enche os olhos do telespectador com sua interpretação imbatível de Fitzwilliam Darcy, a história ao menos é aprazível nessa excelente adaptação de época que vale a pena ser conferida.

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Orgulho & Preconceito (2005)*****

Após conferir Orgulho e Preconceito (1995) é praticamente inevitável conferir e até mesmo assistir novamente Orgulho e Preconceito (2005), dirigido por Joe Wright, e com Keira Knightley e Matthew Macfadyen como os intérpretes de Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy.

Tão fiel quanto seu predecessor ao romance homônimo de Jane Austen, a co-produção francesa, inglesa e americana, filmada em Berkshire, no Reino Unido, embora não seja tão completa quanto à minissérie dirigida por Simon Langton acaba se superando na cinematografia e fotografia, enquanto figurino também se mostra bem mais convincente no que diz respeito à apresentação dos membros da família Bennet. Nesse ponto, aliás, por menos gracioso que seja, é muito mais convincente ver a Elizabeth Bennet de Knightley desfilando com vestidos simples ao passo em que conquista um Mr Darcy tão taciturno quanto o de Colin Firth com seu gênio e temperamento forte.

Embora Macfadyen seja apontado como um ótimo Mr Darcy, o filme é todo de Keira Knightley como Elizabeth Bennet, que o ofusca completamente, o que garantiu à atriz, inclusive, uma indicação ao Academy Award de Melhor Atriz. Mas a química entre os dois funciona tão bem quando a de Jane (Rosamund Pike) e Mr Bingley (Simon Woods), enquanto o alívio cômico continua sendo a Sra Bennet (Brenda Blethyn) e as filhas mais novas, Lydia (Jena Malone) e Kitty (Carey Mulligan), ao passo que o Mr Collins de Tom Hollander confere um tom mais sinistro que seu predecessor na versão de 1995.

O resultado final fica por conta das ótimas performances de Knightley e de Donald Sutherland, como um Sr Bennet mais reservado e mais sábio que o da versão de 1995, e a impressão que fica é a de que Knightley confere a melhor interpretação de Elizabeth Bennet, enquanto Colin Firth continua sendo o mais autêntico Mr Darcy, e o telespectador permanece na dúvida para saber qual das duas versões é a melhor, chegando à simples conclusão de que ambas são simplesmente espetaculares por seus próprios méritos.

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Norte e Sul (2004)****

O premiado e aclamado cineasta Brian Percival, de Downton Abbey e de A Menina que Roubava Livros dirige North & South, produção da British Broadcasting Corporation (BBC), concebida em quatro episódios de cerca de 55 minutos cada que adapta para a televisão o romance homônimo de Elizabeth Gaskell.

A história gira em torno da tempestuosa relação entre Margaret Hale (Daniela Denby-Ashe), uma jovem sulista de classe média que é forçada a se mudar com a família para o norte, e John Thornton (Richard Armitage), dono de uma fábrica de tecelagem que se vê em meio a uma crise econômica e na possibilidade de perder o negócio que sustenta toda a região.

Tão logo chegam a Milton, Richard Hale (Tim Pigott-Smith), pai de Margaret, torna-se amigo de Thornton, e este passa a frequentar a casa da família e vice-versa. A atração entre Margaret e Thornton é nítida, mas a tensão entre os dois não demora a começar quando ela, árdua defensora do sul agrícola, confronta-o acerca de sua ideologia nortista-industrial. Como se bastasse, a mãe de Thornton, Hannah (Sinéad Cusack) vê Margaret como ameaça ao filho que tanto protege, e Margaret faz amizade ainda com a operária da fábrica, Bessy (Anna Maxwell Martin), filha do sindicalista Nicholas (Brendan Coyle), o que a faz considerar ainda mais deturpado o posicionamento industrial/massacrante de Thornton.

Entre vários desentendimentos e um romance de mais idas e vindas que o de Elizabeth Bennet e Mr Darcy, remontando, em muito, o clássico Orgulho e Preconceito de Jane Austen, ainda assim North & South é mais do que uma história de amor, mas uma incrível e crível adaptação de época e de transformações sociais, intelectuais e consciência de valores que vale a pena ser conferido.

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Batalha Real (2000)***

Antes de Jogos Vorazes, inspirado no livro homônimo de Suzanne Collins, ou de Maze Runner: Correr ou Morrer, de James Dashner, havia Batoru rowaiaru, um romance japonês escrito por Koushun Takami, e que contava a história de um futuro sombrio no qual o governo japonês é compelido a capturar estudantes colegiais e fazê-los matar uns aos outros numa ilha deserta até que reste apenas um na chamada Batalha Real.

Nesse cenário, 42 estudantes são capturados e levados até a tal ilha. Lá, eles são recepcionados por Kitano (John Snyder), que lhes apresenta o objetivo para estarem ali. Horrorizados, os adolescentes inicialmente se rebelam, mas quando um deles é friamente morto na frente de todos, não restam mais dúvidas de que é cada um por si.

Instruídos, os adolescentes deixam um a um a base para adentrar na floresta munidos de suprimentos, armas e um colar cervical que passa a monitorá-los e que os impede de se embrenhar nas áreas proibidas ou a escapar da ilha. Alguns grupos se reúnem, mas a maioria decide ficar só. Nanahara (Tatsuya Fujiwara) e Nakagawa (Aki Maeda) são dois que decidem ficar juntos e encontrar uma forma de escaparem da ilha, ao passo em que precisam se esquivar de ex-colegas desconfiados e que não medirão esforços para matar e sobreviver.

Nesse meio tempo, psicopatas como Kiriyama (Masanobu Andô) e Chigusa (Chiaki Kuriyama) mostraram o que de pior podem oferecer, enquanto Kawada (Tarô Yamamoto), um ex-participante de uma edição anterior da Batalha Real, é o passaporte para a liberdade para Nanahara e Nakagawa.

Extremamente violento, o filme é muito bem produzido, e embora não chegue a ser um Hunger Games, é bastante competente, e vale a pena ser conferido.

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Switch (2011)***

Cuidado com o que deseja poderia muito bem ser o lema dessa produção franco-canadense escrita e dirigida por Frédéric Schoendoerffer, e que conta a história de uma solitária e enfadonhada designer de modas desempregada, Sophie Malaterre (Karine Vanasse), que, inspirada por uma ex-potencial empregadora, Claire Maras (Maxim Roy), decide fazer intercâmbio de apartamentos com uma candidata parisiense através de um site de anúncios.

Após encontrar o anúncio da francesa Bénédicte Serteaux (Karina Testa), Sophie, que não vê a hora de mudar de ares e viver um grande amor, troca de apartamento com esta. Sem se conhecerem pessoalmente, Sophie deixa sua casa preparada para a hóspede parisiense, e parte de Montréal rumo à Paris, onde conhece o estupendo apartamento de sua anfitriã.

As coisas ficam complicadas quando, após misteriosamente cair em sono profundo, Sophie é surpreendida pela polícia, que invade o apartamento e encontra um cadáver num dos quartos. Interrogada pelo detetive Damien Forgeat (Eric Cantona), Sophie descobre ter sido vítima de uma armadilha, e que Bénédicte Serteaux trocou de identidade com ela, fugindo para o Canadá.

Frustrada por não conseguir provar ser a montrealense recém-chegada, Sophie consegue fugir, e precisa correr contra o tempo para salvar sua vida e sua identidade.

Com um estilo que em muito remonta O Fugitivo, Switch consegue prender a atenção com seu enredo amarrado e repleto de suspense. Longe de ser uma grande produção, perde o fôlego, no entanto, a partir de sua segunda metade, quando uma trama pitoresca revela os verdadeiros motivos de Bénédicte Serteaux para acabar com a vida da protagonista.

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Simplesmente Amor (2003)*****

Escrito e dirigido por Richard Curtis, Love Actually é uma agradável surpresa que segue a mesma linha de filmes como  Valentine’s DayNew Year’s Year , Paris, Je t’aime e New York, I Love You, ao contar com grande elenco na apresentação das crônicas de vários encontros e desencontros amorosos às vésperas do Natal.

Joe (Gregor Fisher) é o agente de longa data do astro do rock, Billy Mack (Bill Nighy), e precisa lidar com o comportamento imprevisível do astro quando a regravação de Love is All Around se torna o hit natalino.

O segmento que envolve o casamento de Juliet (Keira Knightley) e Peter (Chiwetel Ejiofor) revela que o melhor amigo deste, o artista plástico Mark (Andrew Lincoln), é apaixonado por Juliet quando esta vê as filmagens feitas por ele do casamento, e nota que todas as cenas tem imagens apenas dela. Claro que o desfecho tem nuances desastrosas, e não passa de algo platônico.

Outra história é de Jamie (Colin Firth), que após descobrir que está sendo traído pela namorada decide se evadir para sua casa de verão na França, onde conhece Aurelia (Lúcia Moniz), uma portuguesa que não fala nada de inglês, e pela qual se apaixona. Com a barreira do idioma, os dois enfrentam dificuldades, mas acabam superando as diferenças num final surpreendente.

O diretor de uma agência de design, Harry (Alan Rickman), acaba cedendo aos avanços de sua secretária, Mia (Heike Makatsch), ao decidir lhe comprar de presente de Natal um colar que acaba sendo descoberto por sua esposa, Karen (Emma Thompson), que acredita ser para ela. A confusão vem à tona, e o casal, com dois filhos pequenos, precisa enfrentar o problema.

Sarah (Laura Linney) trabalha para Harry, e é apaixonada pelo colega Karl (Rodrigo Santoro). Quando os dois finalmente engatam um namoro, Sarah decide não levar adiante, já que sua vida pessoal é totalmente voltada para Michael (Michael Fitzgerald), seu irmão internado com problemas mentais.

David (Hugh Grant) é o irmão de Karen, e o novo Primeiro Ministro do Reino Unido. Ele não apenas tem que lidar com as novas atribuições do cargo, como também com uma inesperada paixão quando conhece uma das suas empregadas, Natalie (Martine McCutcheon).

Tendo recentemente se tornado viúvo, Daniel (Liam Neeson), amigo de Karen, precisa agora lidar com o enteado, Sam (Thomas Brodie-Sangster), o qual acredita estar passando por um grande trauma, mas que, na verdade, está vivendo uma crise de amor com uma colega da escola que antecede à morte precoce de sua mãe.

John (Martin Freeman) e Judy (Joanna Page) são dublês de corpo que se conhecem durante as gravações de um filme pornô. Os dois vão se conhecendo durante as filmagens, e acabam se apaixonando.

O segmento que envolve Colin (Kris Marshall), tem o personagem decidido a viajar para os Estados Unidos na intenção de encontrar o amor, já que não consegue dar uma dentro na Inglaterra. Subestimado por seu melhor amigo, Tony (Abdul Salis), ele acaba retornando para casa com Harriet (Shannon Elizabeth) e Carla (Denise Richards).

Divertido, mas acima de tudo romântico, e com a intenção de mostrar todas as formas de amor, o filme vale a pena ser conferido, principalmente na época do Natal, que é o tema de fundo da película.

robinhood

Robin Hood (2010)***

Ridley Scott dirige o roteiro de Brian Helgeland para Robin Hood, nova adaptação da história do herói mítico inglês que roubava dos ricos para dar aos pobres nos tempos do Rei Richard the Lionheart.

Estrelado por Russell Crowe, que vive o personagem Robin Longstride, antes de finalmente se tornar Robin Hood, o filme retrata a história que antecede a lenda, e mostra Robin, Little John (Kevin Durand), Will Scarlet (Scott Grimes), entre outros, lutando ao lado do Rei Richard the Lionheart (Danny Huston) contra os franceses, enquanto o irmão do monarca, John (Oscar Isaac) já começa a tramar para assumir seu lugar, e Sir Godfrey (Mark Strong) alia-se ao Rei Philip (Jonathan Zaccaï), da França, para matar Richard.

Acidentalmente, Robin e seus companheiros acabam esbarrando com o grupo de Godfrey que, após a morte de Richard, tenta roubar a coroa levada pela patrulha de Sir Robert Loxley (Douglas Hodge) para seu sucessor. Robin decide cumprir a promessa feita ao moribundo Loxley de cumprir tal missão e entregar sua espada ao seu pai, em Nottingham, e assume sua identidade no intuito de conseguir voltar para a Inglaterra.

Após entregar a coroa a John, Robin se torna alvo de Godfrey, que teme ser delatado, e parte para Nottingham a fim de entregar a espada de Loxley a seu pai, Sir Walter (Max von Sydow). Lá, ele encontra o Frei Tuck (Mark Addy), e se apaixona por Lady Marion (Cate Blanchett), viúva de Loxley, bem como conhece a miséria imposta pelo atual monarca na forma da alta taxação, e quando o confronto com Godfrey eclode e o rei John descobre a ameaça dos foras-da-lei de Sherwoord, a história ganha a forma como a conhecemos.

O filme é muito bem produzido, e o elenco desempenha com maestria essa que pode ser considerada uma das mais interessantes adaptações de Robin Hood, mas embora a película seja uma grande produção, deixa um pouco a desejar. A despeito de ser incontestavelmente um grande ator, Crowe não consegue transmitir simpatia como Robin Hood e Blanchett já é rosto cansativo nos épicos. De qualquer forma, o filme vale a pena por contar a história de modo diferente, e em forma de prequela, para somente nos instantes finais apresentar Robin como o fora-da-lei que vive na floresta de Sherwood.

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