X-Men – Dias de Um Futuro Esquecido : Road to the Oscars 2015

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Infinitamente superior aos demais outros filmes da franquia dos mutantes da Marvel ComicsX-Men: Days of Future Past marca o retorno de Bryan Singer como diretor de mais um longa-metragem do universo dos personagens originalmente criados porStan Lee e Jack Kirby desde X-Men 2: X-Men United.

Com roteiro de Simon Kinberg, e história de Jane Goldman e Matthew Vaughn, a película se destaca não apenas por dar seguimento aos eventos sucedidos em X-Men: First Class, alterar significativamente o universo de todos os outros filmes da franquia, como também por adaptar aquela que é por muitos considerada a mais dramática e enredadora narrativa extraída dos quadrinhos dos heróis do universo Marvel, e que diz respeito à saga Days of Future Past, de Chris Claremont e John Byrne, originalmente publicada em 1981.

Assim, o filme tem início no sombrio e apocalíptico ano de 2023, no qual, sob o relato do Professor X (Patrick Stewart), descobrimos que a raça mutante e grande parte da população detentora dos genes mutantes foi dizimada. Kitty Pride (Ellen Page), cujos poderes evoluíram de modo a transpor a consciência de alguém através do tempo e do espaço para seu outro “eu”, ajudada por Homem de Gelo (Shawn Ashmore), Colosso (Daniel Cudmore), Blink (Bingbing Fan) e Mancha Solar (Adan Canto), mortos por sentinelas no processo, consegue fazer com que Bishop (Omar Sy) volte ao passado e mude aquele futuro.

Na sequência, o mesmo grupo se reúne numa realidade alternativa com os nonagenários Professor X e Magneto (Ian McKellen), bem como Tempestade (Halle Berry) e Wolverine (Hugh Jackman), remanescentes dos X-Men. É revelado que Kitty e Bishop vinham tentando alterar o futuro várias vezes, mas sempre acabavam sendo atacados por sentinelas dando oportunidade de conseguirem alterar muito pouco do futuro.

Agora, o plano do Professor X é viajar no tempo até o ano de 1973, e não apenas impedir Mística (Jennifer Lawrence) de cometer o assassinato do criador dos sentinelas, Bolívar Trask (Peter Dinklage), o que culminou na imediata aprovação do projeto anti-mutante pelo então Presidente Nixon (Mark Camacho), como também sua captura para aperfeiçoamento e adaptação dos mecanismos de ataque e defesa dos sentinelas em relação a cada mutante, otimizando sua performance, e tornando o embate com os mutantes ainda mais infalível.

Contudo, como o poder de Kitty é limitado e a pessoa que se dispuser a viajar várias décadas no tempo poderá ter sua mente destruída, Wolverine se voluntaria dado seu poder de cura, e seu maior desafio em sua viagem ao passado será convencer um decadente Charles Xavier (James McAvoy) a ajudá-lo, e ainda lidar com um arredio Magneto (Michael Fassbender), único capaz de convencer Mística e não cometer o assassinato, o qual ainda está no auge de seu desejo de criar uma ordem disposta a combater ferozmente as duras investidas governamentais contra os mutantes.

No processo, Wolverine ainda conta com a ajuda de Hank McCoy (Nicholas Hoult), que criou um soro capaz de trazer de volta a mobilidade dos membros inferiores de Charles Xavier, mas que neutraliza seus poderes, e também do velocista Pietro Maximoff/Quicksilver (Evan Peters), único capaz de ajudá-los na espetacular fuga de Magneto de sua prisão subterrânea no Pentágono. Aliás, é de Quicksilver algumas das melhores cenas, e também fica com ele, ao lado da dobradinha Wolverine/McCoy, o alívio cômico do longa-metragem.

O balanço geral é no sentido de que o filme é simplesmente fenomenal, seja no que diz respeito ao enredo ou aos efeitos especiais e adaptação de época. Aliás, nesse ponto, vale registrar o quão aprazível é encontrar os personagens que conhecemos tão bem em um ambiente diferente, conferindo uma genuína adaptabilidade e nova dinâmica.

Em que pese, ainda, a irrisória presença de alguns dos principais mutantes (Tempestade, Ciclope, Jean Grey, Vampira), a película ainda assim eleva a cinessérie a um novo patamar, pois sem qualquer trauma promove não apenas a desenvoltura para novas e futuras narrativas que não comprometem os demais filmes da franquia – isso por conta da alteração do próprio futuro dos personagens de forma simplesmente soberba – como também a mudança do elenco dos filmes anteriores, já que pretende escalar a versão jovem de cada principal mutante da cinessérie.

Digno de registro no que se refere à alteração do contexto histórico dos personagens em contrapartida aos filmes anteriores, vale destacar que Bryan Singer não mede esforços para louvavelmente desconsiderar todos os eventos havidos nos lastimáveis X-Men 3: The Last Stand e The Wolverine, mantendo incólume apenas o sucedido nos filmes X-Men e X-Men 2: X-Men United, ambos sob sua produção e direção. Tal fato, aliás, é nítido na sequência final, quando Logan retorna ao ano de 2023 e reencontra não apenas um mundo livre dos sentinelas, como também personagens que não morreram e casais que não romperam a relação.

Sem dúvida, e a julgar pelas cenas pós-créditos, podemos esperar uma boa história a caminho com a já anunciada continuação, X-Men: Apocalypse, que marcará o retorno dos heróis mutantes, e seu confronto com aquele que é considerado um dos mais temíveis vilões da Marvel, o Apocalipse, naquilo que muito provavelmente será a saga dos Cavaleiros do Apocalipse.

X-Men : Dias de Um Futuro Esquecido concorre na categoria de Melhores Efeitos Especiais nos Academy Awards® de 2015.

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