Review do episódio #1.14 de Gotham

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Em Gotham, as coisas nunca são estáveis, então mesmo após o retorno de Jim Gordon (Ben McKenzie) às suas funções como detetive da homicídios, ou mesmo a derrocada de Fish (Jada Pinkett Smith), a fortificação da aliança entre Copplepot (Robin Lord Taylor) e Falcone (John Doman) e a retomada das investigações de Bruce (David Mazouz) acerca do assassinato de seus pais, nada é constante na cidade do cavaleiro das trevas.

O episódio que inaugura a estreia do icônico personagem Jonathan Crane, vulgarmente conhecido no universo de Batman como Espantalho, acontece através da figura de seu pai, Gerald Crane (Julian Sands), que faz parte de um grupo de anônimos com fobias crônicas e que vem realizando experimentos mortais que envolvem seus medos, auxiliado por seu filho, o então adolescente Jonathan (Charlie Tahan), que faz uma ponta ao final.

Enquanto Harvey (Donal Logue) se envolve com a testemunha Scottie Mullen (Maria Thayer), sponsor da primeira vítima de Crane, e decide participar de uma das reuniões dos anônimos no intuito de descobrir o autor dos crimes, Jim Gordon busca a ajuda da Dra Leslie Thompkins (Morena Baccarin) na investigação do caso, e descobre o que parece ser a utilização de um composto químico usado na morte de uma das vítimas que será eventualmente adaptado e usado pelo icônico Espantalho.

Paralelamente, Nygma (Cory Michael Smith) mais uma vez infringe a regra de fazer exame legista e antes de anunciar uma importante descoberta, caba suspenso. Mas dando sequencia aos avanços numa provável relação com Kristen Kringle (Chelsea Spack), ele consegue reverter a situação em seu favor ao ardilosamente conseguir a demissão do perito médico do esquadrão que o dedurou à capitã Sarah Essen (Zabryna Guevara).

Enquanto isso, Gordon finalmente descobre que Selina (Camren Bicondova) vem acampando em seu apartamento, e a garota então lhe revela não ter visto o assassino dos Wayne, o que o faz visitar Bruce, para então ser recebido friamente em retaliação ao não cumprimento de sua promessa.

E se Copplepot achou que teria alguma paz após conseguir riscar Mooney do mapa, sua retomada aos negócios com Maroni (David Zayas) o fazem sofrer mais uma grande reviravolta. Ainda trabalhando infiltrado, Pinguim comemora com Maroni a suposta morte de Mooney, até que ela entra em contato com o mafioso e revela a aliança daquele com Falcone. Decidido a tirar a história à limpo, Maroni o leva para uma cabana, e os dois se confrontam. Claro que Pinguim leva a pior, mas mais uma vez consegue escapar da morte certa, para agora se tornar foragido da família Maroni.

Nos instantes finais, Mooney tem o barco no qual está instalada atacado, e a última cena é o que parece ser um embate entre a personagem e seu provável agressor.

Embora o episódio não conclua a trama envolvendo Gerald Crane, devido à sua (nada espetacular) fuga após uma frustrada tentativa de matar mais uma vítima do medo, e o desfecho de sua história fique provavelmente para o próximo capítulo, intitulado The Scarecrow, Gotham segue de forma digna nesse décimo quarto episódio de sua primeira temporada, e parece mais promissor do que nunca ao não arriscar adentrar demais na complexidade de Bruce Wayne e apostar muito mais na guerra pela conquista do poder no submundo do crime.

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