Review do episódio #1.06 de Gotham

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Gotham segue com seu sexto episódio, Spirit of the Goat, com cada vez mais referências ao universo DC, e dá a letra para o que poderá ser o desfecho do traumático envolvimento de Gordon (Ben McKenzie) no homicídio simulado de Oswald Copplepot (Robin Lord Taylor), ao passo em que traz um novo vilão que tem como alvo filhos primogênitos de famílias abastadas da cidade.

O episódio começa com um flashback de dez anos, em que um sujeito vestido numa máscara preta de couro com orelhas de morcego e voz grave, após sequestrar a filha de um magnata de Gotham, é capturado e morto por Bullock (Donal Logue) e seu então parceiro.

No presente, Bullock chega ao local de um crime, e se depara com uma cena idêntica ao homicídio de dez anos antes. Com a ajuda de Gordon e do perito policial, Edward Nygma (Cory Michael Smith), Bullock investiga o que parece ser um copycat, mas que, descartada tal hipótese, acaba se revelando como uma série de assassinatos orquestrados por uma talentosa e manipuladora psiquiatra, Dra Marks (Susan Misner), cujo objetivo é destruir a elite de Gotham.

Paralelamente, Gordon e Barbara (Erin Richards) começam a finalmente chegar a um consenso quanto aos segredos que ele esconde dela para fins de seguirem a relação de forma mais harmoniosa, mas Montoya (Victoria Cartagena) consegue localizar uma testemunha ocular do que ela acredita ser o assassinato de Copplepot por Gordon, e vai atrás de um mandado de prisão para o detetive. No meio desse processo, ela adverte Barbara de que o prenderá, orientando-a a deixar a cidade, mas ela consegue avisá-lo, porém, em vão.

Enquanto isso, na mansão Wayne, Alfred (Sean Pertwee) constata a transformação cada vez mais contundente do jovem Bruce (David Mazouz). Obstinado, ele segue na sua investigação para descobrir o autor dos disparos contra os pais, enquanto acompanha de forma mais intensa as notícias criminais da cidade. De quebra, Selina (Camren Bicondova) dá novamente as caras, e invade a mansão no meio da noite para bisbilhotar e roubar qualquer coisa de valor, mas, gatuna como é, consegue passar despercebida.

Nygma começa a ganhar espaço no que pode ser a amostra de sua evolução como personagem e futuro vilão, e aparece mais no episódio. Até mesmo o sinal de exclamação, que é símbolo de seu alter ego, o Charada, surge de forma nada discreta. Ele reprisa sua constante irritação a cada vez que interrompido ou subestimado por Bullock, e em raro momento se mostra extasiado quando consegue desvendar o enigma envolvendo o Goatman, reforçando sua extrema necessidade de reconhecimento intelectual. Como se não bastasse, é ainda explorada uma constrangedora paixão platônica por uma colega de trabalho, Kristen Kringle, a arquivista da polícia, numa sequência um tanto quanto bizarra na qual ele tenta conquistá-la.

Claro que Gotham não fica completa sem Copplepot, que, na ausência do grande nêmeses de Batman, que é o Coringa, torna-se o grande vilão da série, ofuscando Gordon e roubando a cena com suas tramas nefastas. Nitidamente despreocupado em ser descoberto por Fish (Jada Pinkett Smith) e Falcone (John Doman), ele retorna para casa. Gertrude (Carol Kane), sua mãe, oferece conforto e o apóia em todos os seus sórdidos planos, lembrando-o, porém, quando de uma desconfortável cena de banho, que ele não deve confiar em ninguém. O grande final do episódio acaba sendo do próprio, quando o personagem finalmente se revela na delegacia para salvar a pele de Gordon – preso por Montoya – no que parece mais uma manobra vil na sua incessante busca pelo reconhecimento.

Encerrado o mistério sobre a morte de Copplepot por Gordon, fica agora em aberto a repercussão para o retorno oficial de Pinguim a Gotham, bem como a provável grande reviravolta no submundo do crime com Fish e Maroni (David Zayas), cada vez mais ansiosos por uma fatia do bolo de Falcone, enquanto Copplepot tem planos ainda maiores para todos e Gordon também está na mira.

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