Review do episódio #1.04 de Gotham

gordon+bullock

Após a divulgação de que a Fox teria encomendado uma temporada completa, com 22 episódios, o quarto episódio de Gotham vem como forma a solidificar o sucesso cada vez mais emergente da série.

Intitulado Arkham, o episódio tem como premissa a aproximação da votação do plano de contenção do conselho de Gotham para o Distrito de Arkham e os assassinatos de alguns políticos envolvidos, o que faz com que os detetives Gordon (Ben McKenzie) e Bullock (Donal Logue) corram contra o tempo para salvá-los, isso tudo ao mesmo tempo em que um rosto conhecido de Gordon revela ter retornado à cidade.

Arkham começa com o reencontro entre Oswald Copplepot (Robin Lord Taylor) e Gordon. Ameaçado pelo detetive por ter contrariado sua ameaça de nunca mais retornar à Gotham, Copplepot oferece informação sobre tudo o que acontece no submundo do crime, reiterando o anúncio de que uma grande guerra está para eclodir, e sai de cena deixando ao detetive apenas a pista referente a Arkham.

Não bastasse o perigo representado pelo retorno de Copplepot, Gordon também enfrenta outro dilema, como a pressão de Barbara (Erin Richards) para que ele lhe revele mais sobre seu trabalho. Contrariado, principalmente quando mencionado o nome de Copplepot, Gordon devolve a assertiva na mesma moeda ao inquiri-la se Montoya (Victoria Cartagena) tem alguma coisa a ver com suas desconfianças, e a loira finalmente revela que anos antes as duas tiveram um caso. Claro que as coisas não poderiam terminar bem entre os dois nesse episódio após a revelação de alguns segredos, e após um ultimato, Barbara o deixa.

Enquanto Gordon e Bullock estão na cola de Gladwell (Hakeem Kae-Kazim), assassino de dois políticos envolvidos no projeto para o Distrito de Arkham, e a pista para um novo assassinato aparece, Gordon descobre o verdadeiro plano dos Wayne para o Asilo Arkham, qual seja, o de transformá-lo numa área para os menos desfavorecidos. Mas os planos de Falcone (John Doman) e de Maroni (David Zayas) são outros, ou seja, tirar total proveito econômico da área. O que eles não sabem, porém, é que estão prestes a serem vítimas de golpes a serem perpetrados por seus próprios subalternos.

Enquanto Fish (Jada Pinkett Smith) corre pelas beiradas no seu plano de derrubar “o velho e cansado” Falcone a todo e qualquer custo após as várias humilhações sofridas, ela tem agora a ajuda do que parece ser uma arma perfeita, Liza (Makenzie Leigh), Copplepot vai mais além: ele não apenas faz eclodir uma guerra entre as duas famílias, como ainda tira proveito da situação ao ser promovido e ao passar a perna em Maroni embolsando uma considerável quantia em dinheiro roubado. É o Pinguim mostrando a que veio na realização do seu sórdido plano de tomar controle da criminalidade em Gotham. Após tal conquista, como será a resolução do seu confronto com Fish é o que de melhor a série pode estar nos reservando.

Arkham também solidifica a redenção de Bullock como o detetive sujo que revelou ser desde o episódio piloto, e mais uma vez ele salva Gordon quando de um confronto com o vilão da vez, que tenta agora matar o Prefeito Aubrey James (Richard Kind). Claro que ele ainda tem seus “meios” nada convencionais de obter informações do submundo, como seu contato constante com Fish, isso a despeito do fato dela ter tentado matá-lo no episódio piloto, e até mesmo hesita ao disparar sua arma contra o assassino da autoridade máxima e corrupta da cidade.

Obviamente que não pode ficar de fora a evolução constante do futuro herói e vigilante de Gotham, e enquanto acometido por pesadelos relacionados à morte de seus pais, o jovem Bruce (David Mazouz) desperta mais intensamente o desejo de descobrir o verdadeiro autor dos disparos que os mataram. Ajudado por Alfred (Sean Pertwee) e Gordon, ele tenta fazer uma conexão com os planos da família para o Asilo Arkham, e faz a surpreendente descoberta de que tudo aquilo pelo qual seus pais trabalharam está caindo nas mãos do crime organizado, e passa a questionar se a cidade pode ainda ser salva.

Tendo como ponto alto o desenvolvimento dos personagens Gordon, Bruce e Bullock, e os desdobramentos pertinentes aos planos de Falcone, Maroni e do crime organizado em geral para Gotham, Arkham também surpreende com as reviravoltas protagonizadas por Fish e Copplepot na tentativa de ambos, cada um a seu modo, ávido e desprezível, de tomar o controle do submundo do crime. Barbara também não fica atrás ao revelar seu lado mais vigoroso e inflexível quando dá um basta na relação com Gordon após exigir dele maior abertura no que diz respeito ao seu trabalho, isso como resultado das sistemáticas admoestações perpetradas pela má intencionada Montoya, o que provavelmente ainda dará muito pano para a manga. E se Gotham começou com o pé esquerdo diante de uma certa expectativa do público, mas passa agora a ganhar confiança, do mesmo modo que Agentes da SHIELD, superada a fase negra da série em que os fãs esperam ansiosos qualquer referência ou surgimento dos grandes heróis nos arcos de histórias, a aceitação do fato de que antigos coadjuvantes são agora os protagonistas, tornam as tramas mais interessantes, e a produção da Fox parece cada vez mais no caminho certo.

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