Death Note 2, The Last Name : crítica de filme

taskforcerem

Death Note : The Last Name (2006)*****

Continuação de Death Note : O Filme, Death Note : The Last Name segue com a direção de Shûsuke Kaneko e o roteiro de Tetsuya Oishi, e conta a história dos intensos personagens Light Yagami (Tatsuya Fujiwara) e L (Ken’ichi Matsuyama), logo após as suspeitas acerca dos assassinatos cometidos pelo Death Note através do serial killer mundialmente conhecido como Kira recaírem sobre o primeiro.

Convencido de que Light é o assassino autor dos assassinatos de vários criminosos, L se aproxima dele, tendo-o em sua mira, ao passo em que Light tenta a todo e qualquer custo desviar o curso das investigações de seu grande nêmesis. As coisas ficam verdadeiramente complicadas para Light quando Misa Amane (Erika Toda) surge na história como a portadora de um segundo Death Note caído na Terra. Com a companhia da Shinigami chamada Rem (voz de Pîtâ), ela pretende seguir os passos de Kira a fim de encontrá-lo pessoalmente, o que interfere no trabalho da força-tarefa liderada por L e que tem o pai de Light, Souichiro Yagami (Takeshi Kaga), como sub-comandante da operação para a captura de Kira.

Quando Light e Misa embarcam numa relação unilateral na qual a garota tem toda sua lealdade devotada a Kira, ele decide armar um grande plano para derrotar L e seguir em frente com seu objetivo de se transformar no regulador de um mundo utópico no qual não existem mais pessoas ruins.

Da mesma forma como no primeiro filme, e numa estratégia de dar continuidade à série em live-action com o terceiro filme, que é Death Note : L Change de World, Death Note : The Last Name também apresenta alterações substanciais na trama, especificamente no que diz respeito ao destino de L e de Souichiro Yagami, bem como quanto ao confronto final entre Light e a força-tarefa. Contrariamente à versão original, o Shinigami Ryuk (voz de Shidô Nakamura) também adota uma postura contrária à de omissão e ambivalência vista nos animes quando Light é finalmente desmascarado, culminando no que muitos apontam como “distorção moral” do personagem, ainda que ele jamais tivesse apresentado uma.

Assim, e considerando o final alternativo para o personagem L em contrapartida às versões em manga e em anime, outra significativa alteração no enredo diz respeito à ausência de qualquer menção aos personagens membros da Yotsuba Group, assim como à Near, à Mello, à Kiyomi Takada, à ex-namorada de Light, e ao promotor de justiça Mikami, cuja supressão, embora sentida, acabe conferindo mais dinamismo à trama.

Como sua primeira parte, Death Note : The Last Name é uma excelente produção, seja no que diz respeito à adaptação, desempenho de elenco, e efeitos especiais, principalmente no que diz respeito à apresentação em CGI dos Shinigamis Ryuk e Rem e sua interação com os intérpretes de Light e Misa e, portanto, não merece passar despercebido, assim como sua versão animada, muito mais detalhada e complexa.

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