Death Note : crítica de filme

light

Death Note, o filme (2006)*****

Death Note : O Filme é a primeira parte da adaptação em live-action do manga japonês criado por Tsugumi Ohba e Takeshi Obata, e transformado no anime Death Note produzido pela Madhouse e pela Nippon Television Network.

Diferentemente da série animada dirigida por Tetsuro Araki, o filme de Shûsuke Kaneko, com roteiro de Tetsuya Oishi, apresenta pequenas alterações em relação ao enredo para fins de estreitamento da trama em suas duas horas e seis minutos de transmissão, uma vez que inspirada numa história em quadrinhos com cerca de 108 capítulos e um total de 12 volumes.

Produzida pela Warner Bros. em parceria com a Nippon Television Network, a versão em live-action do cultuado manga japonês segue sua narrativa original, na qual o personagem Light Yagami (Tatsuya Fujiwara) encontra um caderno com a inscrição “Death Note” na capa, cuja regra constante em seu interior é a de que toda pessoa cujo nome escrito em suas linhas irá morrer. Intrigado, mas sobretudo obstinado a acabar com as injustiças do mundo punindo mal-feitores, Light decide fazer uso do caderno, matando inúmeros criminosos, sejam eles condenados, fugitivos ou impunes, ao passo em que tem a companhia constante do Shinigami chamado Ryuk (voz de Shidô Nakamura), visível apenas àqueles que tocam o Death Note.

Em sua trajetória para fazer justiça com as próprias mãos, Light acaba dividindo a opinião pública, e quando assume a alcunha de Kira, apelido que lhe é conferido por um vasto número de fãs e seguidores, passa a ser considerado inimigo público número 1 do Japão e do mundo. Ele então se torna alvo de investigações chefiadas por seu próprio pai, Souichiro Yagami (Takeshi Kaga), bem como do FBI e da Interpol, que se envolvem na tentativa de sua captura valendo-se dos talentos inigualáveis daquele que é mundialmente conhecido como o maior detetive de todos os tempos, L (Ken’ichi Matsuyama), cujo rosto e verdadeiro nome jamais é revelado publicamente, desafiando Light e investir meios ardilosos para se aproximar de seu grande nêmesis até finalmente conseguir escrever seu nome no Death Note.

Nesse primeiro filme, talvez a mais significativa alteração do enredo em contrapartida à história original seja no que diz respeito à resolução para a personagem Naomi Misora (Asaka Seto). Enquanto no anime o telespectador é envolto por um astucioso jogo de palavras no qual Light acaba convencendo a personagem a dizer seu nome a ponto de lhe conferir o final trágico, porém jamais mostrado, o filme de Shûsuke Kaneko apresenta uma versão muito mais intrigante quando também envolve a então namorada de Light. Por outro lado, a introdução da personagem Misa Amane (Erika Toda) e do Shinigami Rem (voz de Pîtâ), que poderia ter ficado para o segundo filme, deu-se de forma precipitada a ponto de incorrer na total perda do clima de suspense inerente ao surgimento de um segundo Kira.

De qualquer modo, Death Note: O Filme é um trabalho bastante digno, que a despeito do seu não reconhecimento a nível internacional, merece ser conferido, porquanto adapta uma das melhores séries em quadrinho japonês já publicada e mantém elementos de sua eficientíssima versão animada, por muitos considerado uma das melhores do gênero, e que igualmente não merece passar despercebida.

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