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The Killing : resumo segunda temporada

A segunda temporada de The Killing começa de forma bastante tensa. Após a decretação da prisão do candidato à prefeitura de Seattle, Darren Richmond (Billy Campbell), acusado do assassinato de Rosie Larsen (Katie Findlay), o associado e amigo de longa data do pai da vítima, Stan Larsen (Brent Sexton), Belko Royce (Brendan Sexton III), dispara vários tiros contra o político na saída da sede de sua campanha enquanto é escoltado pela polícia. Sarah Linden (Mireille Enos), ao descobrir que a foto tirada de Richmond e usada como prova incriminadora foi forjada e que seu parceiro, Stephen Holder (Joel Kinnaman), pode estar por trás de uma conspiração política, decide ficar e vai com o filho Jack (Liam James) até a casa de seu comandante, Michael Oakes (Garry Chalk). Na delegacia, Belko consegue pegar a arma de um policial enquanto levado de volta à cela, e se suicida.

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Enquanto Richmond enfrente uma dura e nova realidade, a de que ficará paralítico por conta do atentado sofrido, uma nova prova do caso aparece em frente à casa dos Larsen: a mochila contendo alguns objetos pessoais de Rosie. Desconfiada de Holder, Linden evita a todo custo qualquer contato com ele enquanto se esmera na tentativa de descobrir novas pistas que a levam ao verdadeiro paradeiro de Richmond na noite do crime. Gil Sloane (Brian Markinson) finalmente se revela a Holder como a pessoa na qual ele jamais deveria ter confiado. E Oakes tem aposentadoria forçada, e é substituído pelo pragmático Erik Carlson (Mark Moses), com o qual Linden logo de primeira passa a ter uma péssima relação.

Mitch (Michelle Forbes) sai de casa em busca de reflexão, enquanto Linden é informada da identificação de uma pessoa num dos vídeos de Rosie apenas por uma tatuagem. Holder, ciente da estupidez feita ao usar a falsa foto de Richmond que lhe foi dada por Sloane e que acarretou na sua acusação e atentado, tem uma crise, e finalmente se reconecta a Linden num dos momentos mais intensos da série.

A ausência de Mitch e as dificuldades financeiras agravam os problemas na casa dos Larsen, e Stan procura proteção do mafioso Janek (Don Thompson), ao mesmo tempo em que Linden e Holder descobrem que a pessoa da tatuagem no vídeo de Rosie é justamente um dos homens de seu grupo, um garoto chamado Alexi (Tyler Johnston), cujo pai fora morto por Stan há vários anos, e que o vinha rondando por meses.

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Linden e Holder conseguem levar Alexi à delegacia e o interrogam, mas nada do que ele revela ajuda na investigação do assassinato de Rosie. O garoto lhes explica, contudo, que os dois eram muito amigos, e que ela havia descoberto que Stan não era seu verdadeiro pai. Uma mensagem em seu celular deixada por Rosie na noite do crime, e uma informação de Jasper Ames (Richard Harmon), ex-namorado da vítima, levam Linden e Holder a acreditar que ela poderia ter descoberto que Michael Ames (Barclay Hope) era seu pai e que o estaria chantageando, o que acaba eventualmente sendo afastado.

Várias pistas sobre o crime levam os detetives a concluir que Rosie encontrou seu assassino no Cassino Wapi Eagle, mas Linden e Holder encontram dificuldades de acesso com as obstruções da dona do lugar, e representante da reserva indígena no qual o cassino se encontra, Nicole Jackson (Claudia Ferri), bem como junto ao seu comandante no que diz respeito à obtenção de um mandado de busca. Tais embaraços fazem com que os detetives decidam investigar o lugar sem a autorização devida, e enquanto Linden é surpreendida por Nicole e despachada para fora da reserva, Holder é apanhado dentro do cassino e escoltado para a floresta. O desaparecimento do parceiro faz com que Linden finalmente consiga de Carlson uma intervenção no lugar para sua busca, e ele é encontrado quase morto na floresta, vítima de espancamento. Linden é então forçada a entregar seu distintivo e a tomar uma atitude em relação a Jack, enviando-o a Chicago, para ficar temporariamente com o pai.

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Uma camareira do hotel do cassino, Mary (Q’orianka Kilcher), que entregou um recado com Holder para encontrá-la, é procurada por Linden, que mesmo suspensa, continua a trabalhar no caso enquanto seu parceiro está hospitalizado. Novas pistas sobre o assassinato são reveladas, especificamente quanto à chave encontrada nas coisas de Rosie e que dão acesso ao décimo andar do cassino do qual ela provavelmente foi levada. Contudo, uma nova realidade vem à tona quando Carlson esclarece a Holder que o caso foi transferido para o condado, e que todos os arquivos e evidências foram levados. Linden, no entanto, vê Sloane saindo do distrito, o que os leva a crer que ele está envolvido. Os detetives descobrem os arquivos do caso em um depósito alugado por Sloane, e pegam a chave, e a despeito da discordância de Holder, Linden decide voltar ao cassino para investigar o décimo andar. Lá, ela encontra uma ala inteira em construção, e sob o assoalho, um cartão de acesso à prefeitura, mas antes que possa pegá-lo, é surpreendida com um golpe na cabeça.

A menos de três episódios do final da temporada, 72 Hours revela mais a respeito de Linden do que jamais foi visto na série. Após ser surpreendida investigando no cassino, a despeito de seu afastamento, ela é levada ao sanatório Acute Ward, onde ficou internada três anos antes após grande envolvimento num outro caso no qual trabalhou. Sob a justificativa de que está em observação por conta de sua suposta tentativa de suicídio, Linden precisa se submeter à uma série de perguntas da psiquiatra Ann Kerry (Janet Kidder), e fica evidente que seu envolvimento no caso Rosie Larsen em muito se assemelha àquele no qual atuou anos antes. Enquanto ela tenta se esquivar da análise, a menos de um dia para a eleição, Holder corre contra o tempo para conseguir a autorização do médico anterior de Linden para sua liberação, ao que é revelado que Rick Felder (Callum Keith Rennie), seu ex-noivo, era seu psiquiatra.

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Para conseguir retornar ao cassino, Linden e Holder conseguem, com a ajuda da assessora de campanha de Richmond, Gwen Eaton (Kristin Lehman), um mandado federal. Assim, e embora o décimo andar esteja agora todo reformado, Linden consegue recuperar o cartão debaixo do assoalho, revelando-o somente a Holder, uma vez que ela ainda está afastada, e a evidência poderá novamente cair em mãos erradas. A descoberta da identidade do assassino fica cada vez mais próxima quando não apenas a presença de Michael Ames no cassino é confirmada, como também, a de um dos assessores de Richmond, verdadeiro detentor do cartão eletrônico encontrado.

No penúltimo episódio, Linden e Holder negociam com o atual prefeito e candidato à reeleição, Lesley Adams (Tom Butler), o arquivamento do caso da foto falsa por ele forjada para incriminar Richmond em troca da autorização para continuidade da investigação do assassinato de Rosie Larsen, o que é aceito. Várias novas pistas levam os detetives a Gwen, ex-amante de Richmond e sua assessora, como autora do crime, mas a menos de poucas horas do resultado da eleição, Linden e Holder conseguem de Roberta (Patti Kim), guarda-costas de Jackson, os vídeos do cassino na noite do assassinato, e enquanto descobrem a identidade das três pessoas que se encontraram no décimo andar, dentre as quais, Jackson, Michael Ames e Jamie Wright (Eric Ladin), assessor de Richmond, este último é contatado pelo avô de Wright para encontrá-lo.

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O último episódio da temporada não poderia ser mais emocionante. O teaser mostra a última manhã de Rosie com a família. Ela definitivamente pretendia partir para conhecer o mundo. Enquanto a família Larsen tenta se recompor com o retorno de Mitch, a verdade vem à tona. O avô de Wright revela à Richmond que o neto mentiu para ele sobre várias coisas, mas antes de começar à falar sobre a noite do crime de Rosie para Richmond, Jamie aparece e leva o político para a sede da campanha. Lá, ele esclarece que tudo o que fez foi por Richmond e sua campanha, e finalmente admite que a morte da garota foi um acidente.

Um flashback revela que Michael Ames, Jackson e Jamie se encontraram para armar contra a campanha de Lesley Adams e favorecer Richmond. Ao final, sozinho, Jamie surpreende Rosie. Ela só pretendia ver a cidade de Seattle uma última vez do balcão do andar inacabado do cassino. Ele vê uma câmera com ela, e antes de conseguir uma explicação, achando que ela estava espionando, empurra-a, fazendo-a bater a cabeça e ficar inconsciente.

Linden, Holder e Gwen aparecem enquanto Jamie está contando tudo à Richmond. Armado, Jamie aponta o revolver contra os três, mas é morto por Holder. Ames e Jackson são levados para prestar depoimentos, e na casa dos Larsen para informá-los em primeira mão do desfecho do caso, os detetives fazem mais uma incrível e surpreendente descoberta: Terry (Jamie Anne Allman), tia de Rosie, estava com Ames naquela noite quando Jamie o contatou para ajudá-lo com a garota no porta-malas do carro. Sabendo que aquilo arruinaria seus planos com o amante, enquanto Ames e Jamie discutiam sobre contatar o pessoal de Janek para dar fim à garota, a própria Terry solta a embreagem e empurra o veículo dentro do lago à despeito dos gritos vindos do porta-malas, os quais ela jamais reconheceu como sendo os da sobrinha.

O episódio termina com a prisão de Terry e, após, com Linden e Holder deixando com os Larsen o belíssimo último vídeo feito por Rosie e que se encontrava com Jamie. Holder recebe então uma ligação e informa a parceira de que foram designados para um novo caso. Linden, no entanto, decide que é hora de finalmente partir, e se despede dele.

Definitivamente superior à primeira temporada, The Killing consegue cativar muito mais a atenção do telespectador com episódios muito melhor desenvolvidos e amarrados. A trama envolvendo o cassino é definitivamente a mais angustiante de todas, deixando agora de lado os desinteressantes bastidores da campanha de Richmond. Por outro lado, a trajetória do político fica ainda mais interessante. No mais, a exploração da parceria entre Linden e Holder fica mais intensa que no primeiro ano, e é o grande arroubo da temporada. Se Linden tinha poucos motivos para não confiar no parceiro na temporada anterior, as coisas ficam mais complicadas ainda nos primeiros episódios do segundo ano. Contudo, a excelente dinâmica entre os dois volta a fluir quando os conflitos e as diferenças são finalmente colocados de lado.

Quanto aos Larsen, a saída inesperada de cena de Mitch, que retorna somente ao final, acaba sendo uma das coisas mais absurdas, porém justificáveis na série. A decadência da estrutura familiar por conta da tragédia sucedida é muito mais explorada, não apenas sob a ótica do núcleo principal, mas também no que diz respeito aos irmãos mais novos da vítima, que refletem cada um a seu modo as consequências de uma violência cometida contra um dos seus. O desfecho do caso, que acaba com uma segunda reviravolta ao revelar o envolvimento de Terry também não poderia ser mais dramático.

Instigante, intrigante e inovadora em vários aspectos, The Killing investe não apenas na excelente construção de uma trama de mistério, como também no drama absoluto, que envolve não apenas os investigadores, como também todos os demais envolvidos, especificamente a família, para então se estender a outros núcleos, como, no caso desse primeiro e segundo ato, o da campanha de Richmond, os bastidores da política e da corrupção, bem como da máfia local.

Se a série sobreviverá à uma quarta temporada, a verdade é que os dois primeiros anos se prestam como o que de melhor a televisão já apresentou, e o que fica é o modelo, não apenas no que diz respeito à complexidade da trama, como também do próprio estilo no qual um caso é tratado ao longo de duas temporadas, nas quais cada episódio representa um dia inteiro de investigação. Simplesmente intenso!

As três primeiras temporadas de The Killing estão disponíveis no Netflix, e a quarta temporada estreia dia 01 de agosto.

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