Review do episódio #4.09 de Game of Thrones

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The Watchers on the Wall, penúltimo episódio da quarta temporada de Game of Thrones e continuação de The Mountain and the Viper,segue com narrativa única, pertinente aos Patrulheiros da Noite e o temível embate contra o exército de wildlings que ameaça agora tomar o Castelo Negro, sob as ordens de Mance Rayder (Ciarán Hinds).

O episódio começa com Sam (John Bradley), ainda preocupado com a possível morte de Gilly (Hannah Murray). Ele questiona Jon (Kit Harington) sobre seu envolvimento amoroso com a wildling Ygritte (Rose Leslie).

Enquanto caminham pelo topo da muralha, e avista a aproximação dos wildlings, Jon pergunta se Sam e Gilly chegaram a ter intimidade, e Sam diz que não, e este então argumenta o quão lacunosas são as regras de celibato para os Patrulheiros da Noite. Ele explica para Jon que não há nada de específico sobre se deitar com uma mulher, e que os votos são apenas para não se casar e ter filhos. Jon rebate no sentido de que Ser Alliser (Owen Teale) não se importa muito com essa interpretação, e ao final diz não ser poeta quando tenta descrever como é estar com alguém que se ama.

No acampamento wildling, Tormund (Kristofer Hivju) começa a falar de sua amada Sheila para Styr (Yuriy Kolokolnikov) e seu grupo de Thenns, enquanto Ygritte prepara suas flechas. Ele a descreve como uma fera, mas não uma fera qualquer, quando Ygritte aponta que ele jamais se deitou com um urso. Ela o manda se calar, pois não quer saber de suas histórias e explica que tem flechas a preparar. Tormund diz que eles podem ter que esperar muito ainda antes de atacar, e ela devolve que nesse meio tempo irá preparar mais flechas.

Na medida em que Ygritte tenta reforçar seu desejo de derrotar aqueles que impuseram a muralha, Styr a lembra de Jon Snow, aquele com o qual ela se deitou, e ela diz que provavelmente o matou, e que se ele ainda estiver vivo, ela o matará. Não se dando por vencido, Styr a provoca, e ela o desafia e a todos os demais a não colocarem as mãos em Jon Snow, pois é ela que irá matá-lo.   

No Castelo Negro, Sam lê na biblioteca, até que Mestre Aemon (Peter Vaughan) o surpreende. Sam pergunta como ele sabe que é ele, uma vez que é cego, e o idoso explica saber se ele o único a desperdiçar velas para ler no meio da noite. Sam explica que está lendo sobre Mestre Faull, e Mestre Aemon deduz que ele quer saber mais sobre os wildlings, ao que aponta que nem tudo o que está nos livros é verdadeiro, e o lembra de sua obrigação em proteger a Muralha, a despeito de ter se apaixonado por Gilly. Surpreendido, Sam se defende, dizendo não estar apaixonado, mas Mestre Aemon não tem dúvidas, e lembra que um dia já amou, quando ainda era Aemon Targaryen.

Mais tarde, Sam volta para seu posto, e vê que Pyp (Josef Altin) recusa a entrada para alguém. É Gilly e seu bebê. Sam se aproxima, e ordena que ele abra o portão. Ela entra e explica que os wildlings mataram todos em Mole, e ele lhe promete jamais deixá-la.

No topo da Muralha, começam os preparativos para o ataque sob as ordens de Ser Alliser. Jon está ao seu lado, e o Comandante admite que deveria ter selado o túnel quando teve a chance, tal como ele havia lhe sugerido. Jon explica que foi uma decisão difícil de ser tomada, e Alliser aponta que liderança é refletir sobre tudo o que lhe dizem, e que quando o líder começa a refletir sobre si mesmo é o fim. Jon argumenta que ainda não é o fim, e Alliser concorda, desde que todos cumpram seu dever a qualquer custo, e eles se odeiem o suficiente a ponto de desejar sua morte pelas mãos da wildling com a qual se deitou.

Mais tarde, Sam esconde Gilly e seu bebê na cozinha, mas antes de deixá-la, ela ordena que ele fique junto dela, cumprindo, assim, sua promessa de não mais se separarem. Ele explica que tem a obrigação como Patrulheiro da Noite de proteger a Muralha, e que não pode ficar. Ele então a beija e a lembra dos votos que fez, deixando-a e prometendo voltar tão logo tudo termine.

Sam volta para a vigia, e Pyp está junto a ele, explicando que jamais lutou e que não sabe manejar uma arma apropriadamente. Ele está visivelmente desesperado, e Sam aponta que também está com medo. Pyp, porém, questiona como ele pode ter medo se matou um White Walker, já que wildlings não são nada perto da ameaça dos Outros. Sam explica que ele ameaçou matar Gilly e seu bebê, e que de uma hora para outra ele se sentiu outra pessoa, desprovida de medo e, portanto, apta a fazê-lo.

Wildlings, dois gigantes e um mamute se posicionam ao lado norte da muralha e em frente ao portão principal. Do outro lado, outro grupo de wildlings, que inclui Tormund, Ygritte, Styr e seus Thenns, preparam para atacar o Castelo Negro, enquanto, do alto da Muralha, Ser Alliser faz um discurso acalorado para encorajar os Patrulheiros, e ordena o ataque tão logo o exército de Mance Rayder avança dos dois lados. Barris com óleo e flechas flamejantes são lançadas do alto, enquanto wildlings começam a escalar os muros do Castelo e a matar vários patrulheiros que o defendem.

Ser Alliser decide descer para ajudar, e ordena que Ser Slynt (Dominic Carter) assuma o comando no topo da Muralha na sua ausência. Este, no entanto, não sabe o que fazer, e impede os patrulheiros e contra-atacar o avanço do lado norte da Muralha, deixando Jon impaciente.

Do lado sul, Sam e Pyp conseguem abater alguns wildlings, mas o Castelo é rapidamente tomado por vários deles que conseguem escalar seus muros, e vários patrulheiros são mortos no processo. Nisso, Ser Alliser chega, aponta que o Castelo Negro sobreviveu a 100 gerações, e que não irá ser tomado naquela noite por um bando de mercenários sem disciplina, ao que os patrulheiros urram em concordância, e começam a atacar os wildlings que começam a entrar em seus domínios.

Do topo da Muralha, Jon explica a Ser Slynt que eles não podem deixar que os wildlings ataquem o portão norte, mas este aponta que suas grades são fortes. Jon lhe mostra que há mamutes e gigantes capazes de fazê-lo, mas Ser Slynt o lembra que não existem gigantes, que são histórias para crianças, ao que Edd (Ben Crompton) aparece e mente no sentido de que Ser Alliser ordena que Ser Slynt desça para o Castelo para ajudá-lo. Visivelmente preocupado, Ser Slynt obedece, sem passar o comando, ao que Jon assume e ordena o ataque aos wildlings que avançam pela muralha com flechas e barris de óleo.

No Castelo Negro, Pyp consegue abater alguns wildlings, mas acaba levando uma flechada de Ygritte no pescoço, o que faz morrer nos braços de Sam. Este avista alguns patrulheiros que descem do topo, e pede sejam enviados mais reforços. Eles lhe dizem que Jon está no comando, e que ele deve pedir a este.

Do lado norte da Muralha, os wildlings amarram o mamute no portão principal e com a ajuda dos dois gigantes, tentam romper sua entrada. Jon ordena o ataque, e os patrulheiros conseguem explodir um barril de óleo que arrebenta a corda amarrada ao mamute, que amedrontado, foge. No processo, um dos gigantes que corre atrás do mamute é abatido do topo da muralha por uma lança, e o segundo gigante, furioso, os ataca e dá sequência à abertura do portão sozinho, enquanto um grupo de patrulheiros é enviado para impedi-lo por dentro.

Sam vai até o topo da Muralha, e explica a Jon a situação ao sul, que Ser Alliser foi derrubado após uma luta com Tormond e que o Castelo não irá resistir por muito tempo. Jon pede a Edd para assumir o comando e desce para o Castelo, enquanto wildlings já começam a escalar a Muralha.

Por dentro dos portões principais ao sul, um grupo de seis patrulheiros aguarda o gigante, que consegue abrir as grades e avança ferozmente pelo túnel enquanto eles recitam o juramento feito para proteger a Muralha.

No Castelo, Jon aparece com reforços, e Sam liberta Ghost, que se lança contra um Thenn, matando-o, enquanto Jon luta contra vários wildlings até ser surpreendido por Styr, que avança para matá-lo. Os dois lutam violentamente, e quando Jon perde a espada, e quase é derrubado, Ygritte os vê. Jon consegue matar Styr com um golpe de martelo em sua cabeça, mas antes que possa se recompor, é surpreendido por Ygritte, que lhe aponta uma flecha. Mas ela acaba sendo atingida fatalmente por uma flecha lançada por Olly (Brenock O’Connor), e morre nos braços de Jon.

Do lado norte, os wildlings recuam após Edd e os patrulheiros conseguirem derrubar todos aqueles que escalavam a Muralha, enquanto no Castelo todos os demais invasores são abatidos. Tormund é o único que resta, e luta incessantemente, enquanto seu corpo está coberto por flechas. Jon ordena sua prisão, e Tormund aponta que deveria tê-lo deixado cair da Muralha quando a escalaram.

Terminado o confronto, Sam vai encontrar Gilly, que fica feliz ao revê-lo, e descobre Ser Slynt escondido.

Jon explica a Sam que eles venceram daquela vez, e que Mance estava apenas testando suas defesas, mas que não se deixará vencer, e que enviará mais gigantes e mamutes. Ele então lhe diz que terá que encontrar com Mance, o líder que mantém o exército wildling unido, e único cuja derrocada irá fazê-los sucumbir. Eles encontram os corpos dos patrulheiros que defenderam o portão principal matando o gigante, e pede a Sam para providenciar sua cremação. Por fim, ele pede que Sam abra o portão para que ele vá atrás de Mance Rayder sozinho, sob os protestos insistentes do amigo, explicando que tem uma promessa feita a Ser Mormont (James Cosmo) a ser cumprida, e o episódio acaba.

A apenas um episódio do final da temporada, superados o combate entre Gregor Clegane (Hafþór Júlíus Björnsson) e Oberyn Martell (Pedro Pascal) em The Mountain and the Vipere a épica batalha entre os Patrulheiros da Noite e o exército de Mance Rayder, ficam agora em aberto as circunstâncias para a importante e inesperada chegada de um novo grupo ao Castelo Negro, a revelação da verdade sobre a situação de Tyrion (Peter Dinklage) com um possível último confronto com seu pai, Tywin (Charles Dance), bem como a descoberta cada vez mais próxima de Bran (Isaac Hempstead Wright) sobre seu futuro, aliado, ainda, à uma provável primeira aparição da Senhora Coração de Pedra.

Se ainda está longe de sabermos quem legitimamente ganhará a guerra dos tronos, podemos ao menos ter a absoluta certeza de que no universo de  George R.R. Martin ninguém está completamente a salvo, que as aparências cada vez mais nos enganam, e que ninguém será poupado enquanto o cerco de batalhas e intrigas políticas se intensifica pelos quatro cantos de Westeros e além do mar de Narrow.

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