Review do episódio #7.06 de Mad Men

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A primeira metade da sétima e última temporada de Mad Men segue com o episódio The Strategy, em continuação a The Runaways, com Peggy (Elisabeth Moss) finalmente fazendo as pazes consigo mesma e com Don (Jon Hamm) e mais reviravoltas previstas para o final da série e que provavelmente culminarão em grandes mudanças para vários personagens e a agência.

O episódio começa com Peggy e Mathis (Trevor Einhorn) fazendo pesquisa de campo para a campanha do cliente Burger Chef. Eles entrevistam uma mãe em seu veículo que se sente culpada por comprar um lanche para os filhos ao invés de estar em casa preparando o jantar.

Em Los Angeles, Pete (Vincent Kartheiser) e Bonnie (Jessy Schram) seguem viagem para New York para uma estada de uma semana. Ele explica que terá que visitar a filha Tammy, e quando Bonnie sugere de ir junto, Pete explica temer que sua presença possa confundir a menina. Ela o provoca pelo fato de ainda estar casado com Trudy (Alison Brie) e ele aprecia o fato dela estar com ciúmes.

Mais tarde, na agência, Pete encontra Don em sua sala e o chama para participar da reunião de estratégia para o cliente Burger Chef. Peggy se prepara para apresentar seu projeto para Lou (Allan Havey) e Harry (Rich Sommer), e se surpreende quando Pete aparece com Don. A apresentação é um sucesso, mas, na tentativa de aborrecer Peggy, Pete pede a Don seu parecer, e ele apenas elogia o trabalho. Ao final, ela lhe dá os créditos pelo slogan.

Na sauna de um clube, Roger (John Slattery) encontra Jim McCann (H. Richard Greene), da agência concorrente McCann Erickson, que lhe faz provocações sobre os clientes do ramo de cigarros e veículos automotores. Ao final, Roger lhe devolve com uma provocação quanto às suas preferências sexuais.

Na agência, Peggy encontra com Pete e Lou, e os dois revelam achar melhor que Don faça a apresentação do projeto para o cliente Burger Chef e que ela interprete o personagem feminino, o que a deixa extremamente contrariada. Eles apontam que Don oferece autoridade, e ela emoção. Ao final, Peggy se dá por vencida quando descobre que Ted (Kevin Rahm) também está participando da reunião por conference call e é igualmente a favor da proposta como estratégia para a agência.

Bob Benson (James Wolk) chega de Detroit na agência com dois executivos da GM, e um deles, Bill Hartley (Matthew Glave) parece flertar com Joan (Christina Hendricks).

Peggy vai até a sala de Don e informa ter decidido como estratégia para a agência que ele apresente o projeto ao cliente Burger Chef. Antes dela sair, ele então sugere que o projeto seja mudado para o ponto de vista de uma criança, mas ela retruca no sentido de que o projeto está finalizado. Quando ela fecha a porta, ele dá um soco no ar, triunfante, mas do outro lado da porta, Peggy não parece tão feliz.

Em direção à sua sala, Peggy esbarra em Megan (Jessica Paré), que está de visita. As duas conversam sobre Los Angeles, e Stan (Jay R. Ferguson) aparece e lhe dá um demorado abraço. Don sai de sua sala, e se surpreende por encontra a esposa ali, e os dois saem para almoçar.

Cutler (Harry Hamlin) pede a Roger que o ajude com a aquisição do cliente Phillip Morris, e que páre de se preocupar tanto com Don, e que ao invés disso se preocupe mais com o futuro da agência.

É tarde da noite, e Bob Benson recebe uma ligação de uma delegacia de polícia. Bill Hartley foi preso em flagrante ao tentar praticar felonia com um policial disfarçado. Ele paga sua fiança e o leva de volta para o hotel. No caminho, Bill explica que sente falta de Detroit, e revela que sentirá falta de Bob, explicando que a Chevy pretende internalizar a publicidade, retirando a conta da SC&P, mas que a reputação de Bob o permitirá trabalhar com a Buick. Ao final, Bill pondera não saber como Bob consegue se conter com as tentações oferecidas em New York, e Bob responde ser difícil.

Irritada, Peggy não consegue dormir por causa do projeto para o cliente Burger Chef, e decide trabalhar no sábado.

Pete vai até a casa de Trudy para apanhar Tammy para um passeio, mas a ex-esposa não está lá, e ele interage apenas com a governanta, Verna (Jocelyn Ayanna), enquanto tenta se fazer reconhecido pela própria filha.

Don fica feliz por ter Megan em casa, e decide que os dois devem passar o dia inteiro juntos.

Da agência, Peggy liga para Stan para questioná-lo sobre o projeto do Burger Chef, e ele diz que está de acordo com tudo, mas ela ainda se mostra insegura e acredita que possa haver uma ideia melhor. Ele pergunta se ela quer que ele vá encontrá-la para trabalharem juntos, e ela lhe diz que não.

Pete retorna para a casa de Trudy com Tammy, mas descobre que a ex-esposa voltou e depois saiu novamente. Ele então telefona para Bonnie, e diz que não poderá encontrá-la para um espetáculo que tinham combinado ir. Ele então pega uma cerveja na geladeira, vê uma torta sobre a mesa, e espera por Trudy. Quando ela chega, ele a recebe inquisitoriamente, acusando-a de imoral por sair o dia inteiro enquanto deixa a filha desamparada. Ela aponta que os dois estão se divorciando, e que ele não é mais da família quando confrontada sobre não lhe ter dito sobre o infarto de seu pai. Furioso, ele enfia a garrafa de cerveja dentro da torta e vai embora.

Don e Megan se preparam para jantar, e Peggy telefona para expressar seu descontentamento por ele lhe ter mencionado a ideia de uma apresentação para o Burger Chef sob o ponto de vista de uma criança, e pede para ele não sabotá-la. Ele desliga o telefone, e Megan se mostra preocupada.

Bob vai ao apartamento de Joan, leva presentes para sua mãe e para Kevin, e os dois passam o dia juntos.

Don lança indiretas a Megan sobre o fato dela fazer falta, e embora ela também declare sentir sua falta, sugere que os dois façam uma viagem para outro lugar que não Los Angeles e New York. Ele aprova a ideia.

Bonnie retorna desapontada para o hotel por não ter passado o dia com Pete, e admite não gostar dele em New York.

Na agência, Don aparece para ajudar Peggy. Ele explica que ela precisa aprender a lidar com o fato de que às vezes um projeto não é tão bom, e que ela precisa de tempo para recomeçar do zero. Os dois entram em sintonia e começam a discutir novas ideias para a campanha.

No apartamento de Joan, Bob propõe casamento e a beija. Ela aponta não ser isso o que ele quer, e ele explica que as coisas podem ser arranjadas, uma vez que ele terá que ficar em Detroit, e revela o plano da Chevy de tirar a conta da SC&P. Ao pressioná-la para tomar uma decisão sobre sua proposta, Joan explica que não quer um casamento arranjado, e que deseja encontrar o amor. Ele então lhe diz que está apenas sento realista, e ela lhe devolve com um boa noite.

Na agência, Peggy e Don trabalham incessantemente numa nova ideia para o cliente Burger Chef. Ela então admite que acabou de fazer 30 anos, e que nada sabe sobre ser mãe. Don a consola, e diz que ela está indo muito bem, e que não se preocupa com ela. Peggy então lhe pergunta qual é sua maior preocupação, e ele responde ser não ter feito nada e não ter ninguém. Os dois falam de família, e chegam à conclusão que o Burger Chef precisa ser mostrado como um lugar em que as famílias se reúnem. De repente, no rádio começa a tocar My Way, de Frank Sinatra, e Don tira Peggy para dançar.

Na segunda-feira pela manhã, Don, Pete, Roger, Joan, Cutler e Bert (Robert Morse) estão na sala de reuniões da SC&P e é confirmada a notícia de que a GM irá retirar a conta da agência. Jim revela querer escrever artigos para a revista Times e o Jornal Wall Street para divulgar o computador recém-adquirido, bem como fazer de Harry novo sócio. Roger e Joan são prontamente desfavoráveis à ideia de tornar Harry sócio, enquanto os demais votam a favor. Na sala de Roger, Joan conta que Bob Benson havia lhe dito sobre a retirada da conta da GM, e ele conclui que a última conversa com McCann era a preocupação da concorrente em perder a Buick.

Bonnie volta sozinha para Los Angeles no mesmo vôo que Megan, e o episódio termina com Peggy e Don numa das lanchonetes do Burger Chef. Pete aparece para encontrá-los, e eles lhe revelam sua nova ideia para o projeto junto ao cliente no qual o contexto é o de família. Pete não parece convencido como sendo a melhor estratégia, mas acaba se dando por vencido, e os três fazem uma refeição cercados por mesas com várias famílias.

Decisivamente não tão empolgante quanto o final das temporadas precedentes, Mad Men parece encerrar a primeira parte da sétima e última temporada com o amargo gosto de que talvez não vejamos mais o Don Draper que conhecemos dos primeiros anos da série. Ao contrário, o que vemos agora é um personagem que parece finalmente ter superado seu passado, que abraçou a monogamia e descobriu que embora sempre tivesse uma equipe à sua disposição, era extremamente individualista, e agora precisa redescobrir a dinâmica do trabalho em equipe já não mais na posição de chefe.

Se Don precisava se reconectar a Megan e Peggy para reassumir o controle total de sua vida pessoal e profissional e se o afastamento da agência lhe fez bem, podemos ter a certeza de que «a estratégia» de Matthew Weiner parece certeira, e que talvez a segunda metade do último ato de Mad Men veremos o personagem que amamos odiar abraçar algo ainda mais significativo e apto a complementar sua existência antes de um adeus final.

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