Review do episódio #4.06 de Game of Thrones

tyrionEm continuação a The First of His Name, Game of Thrones segue com The Laws of Gods and Men, provavelmente um dos melhores episódios da temporada, que mostra não apenas o avanço na retomada da batalha pelo trono de ferro por Stannis Baratheon (Stephen Dillane) e a posição de Daenerys (Emilia Clarke) como rainha de Meereen e sua gradativa ameaça a Westeros, como também o início do julgamento de Tyrion (Peter Dinklage) pelo assassinato de Joffrey (Jack Gleeson).

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Stannis consegue financiar sua guerra pelo trono

O episódio tem início com a agradável e tensa sequência na qual Stannis (Stephen Dillane) e Davos (Liam Cunningham) chegam a Braavos, a maior e mais poderosa das cidades livres, com sua imponente estátua de soldado na entrada.

No Banco de Ferro, embora seus representantes informem que Tommen Baratheon (Dean-Charles Chapman) é o rei e que Stannis não tem um exército e poderio à altura para sua guerra contra a Capital, este retruca no sentido de que o sobrinho não passa de um bastardo, e que ele é o legítimo sucessor de Robert (Mark Addy), merecedor do empréstimo para dar continuidade à conquista do trono. Davos intervém e pergunta aos banqueiros quem eles acham ser o homem mais importante da Capital, e eles apontam tratar-se de Tywin Lannister (Charles Dance. Davos então os lembra que este já está em idade avançada, e que nenhum dos seus sucessores está apto a dar sequência às negociações havidas entre o banco e Tywin.

Mais tarde, Davos encontra com um pirata e velho amigo, Salladhor Saan (Lucian Msamati), e contrata seus serviços, e fica claro que o Banco de Ferro fez o empréstimo solicitado por Stannis.

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Yara encontra Theon

Em Dreadfort, Yara Greyjoy (Gemma Whelan) chega para resgatar seu irmão, Theon (Alfie Allen). No castelo dos Bolton, Ramsay (Iwan Rheon) faz sexo com Myranda (Charlotte Hope), enquanto um grupo de invasores liderados por Yara abate vários soldados e localiza Theon dormindo numa jaula junto com os cães de caça. Ao soltá-lo, porém, Theon reluta ir com eles, e diz chama-se Reek. Ramsay aparece com vários outros guardas e uma luta armada tem início, até restar apenas Yara, alguns poucos homens e Ramsay, que solta seus cães de caça contra ela. Yara consegue fugir com seus homens e ao chegar ao barco que a levará ao seu navio, perguntada por seu imediato se conseguiu encontrar Theon, ela declara que ele está morto.

No dia seguinte, Ramsay prepara um banho para Reek, em recompensa à sua lealdade. Ele admira as marcas e a decepação de Theon, e pergunta se ele o ama. Reek informa que sim, e Ramsay informa que tem uma importante missão para ele, que é a de ajudá-lo a recuperar um castelo e que, para tanto, ele deverá se passar por alguém que ele não é: Theon Greyjoy.

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Daenerys enfrenta as agruras de ser rainha em Meereen

Em Meereen, um pastor e seu filho tem suas ovelhas atacadas e uma delas levada por Drogon, um dos dragões de Daenerys, que agora é um pouco maior do que um pequeno navio. Ele então vai até o palácio e diante de Khaleesi, auto-proclamada rainha, informa o ocorrido, mostrando-lhe a carcaça de uma ovelha carbonizada. Ela então lhe diz que ele será ressarcido em três vezes o valor da ovelha, o que deixa Barristan (Ian McElhinney) preocupado, e Mormont (Iain Glen) orgulhoso.

O próximo suplicante é Hizdahr zo Loraq (Joel Fry). Ele se declara súdito fiel de Khaleesi, e que o palácio no qual ela está instalada foi construído por seu pai. Ela o agradece, mas Loraq informa que seu pai agora está morto e crucificado em frente à cidadela. Daenerys o questiona sobre a morte das crianças escravas, e Loraq informa que não pode responder pelos mestres dos escravos, e pele apenas sua autorização para enterrar os restos de seu genitor. Daenerys lhe dá permissão e, esgotada, ela pergunta a Missandei (Nathalie Emmanuel) quantos suplicantes ainda faltam, e ela lhe revela que há ainda 212 pessoas que querem lhe falar.

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Varys intriga Oberyn

Na Capital, um pequeno conselho organizado por Tywin, no qual estão incluídos Oberyn (Pedro Pascal), Cersei (Lena Headey), Mace Tyrell (Roger Ashton-Griffiths) e Varys (Conleth Hill), reúne-se e é reportada a localização de Sandor Clegane (Rory McCann), bem como a informação de que ele matou cinco soldados Lannisters e que teria ofendido o rei. É informado, ainda, sobre a proclamação de Daenerys como rainha de Meereen, e quando Cersei subestima a preocupação com a herdeira dos Targaryen, Varys informa seu poderio militar.

Mais tarde, na sala do trono, Varys se encontra com Oberyn, o qual lhe questiona sobre sua antiga cidade, Essos, e sua assexualidade peculiar. Varys lhe explica que seus desejos são outros, e quando questiona quais, ele aponta para o trono de ferro.

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A encenação tem início

Nos calabouços, Jaime (Nikolaj Coster-Waldau) aparece para escoltar Tyrion até a sala do trono, onde será dado início ao seu julgamento. Lá, Tommen faz um discurso preparado, no qual se omite da sua condição de julgador, atribuindo tal função à Mão do Rei, Tywin, juntamente com Oberyn e Mace Tyrell, e deixa o estabelecimento.

O julgamento começa, e Tywin pergunta a Tyrion se ele matou o Rei Joffrey, ao que ele responde que não. Tywin pergunta se Sansa (Sophie Turner) o matou, e Tyrion diz não até onde ele sabe. Na sequência, são chamadas as testemunhas, e a primeira delas, é um membro da guarda, que declara ter visto Tyrion esbofetear Joffrey antes dele se tornar rei. Tyrion tenta se defender, mas Tywin o impede de se manifestar.

Mestre Pycelle (Julian Glover) é a próxima testemunha, e lista os venenos que tem seu poder, atestando que a morte de Joffrey foi causada por envenenamento. Ele então mostra o colar dado à Sansa por Dontos (Tony Way), o qual foi atirado por Baelish (Aidan Gillen) de seu navio, e revela que seu conteúdo é composto por um veneno mortal que existe em sua dispensa, e que foi roubado.

Cersei testemunha, e repete as palavras de vingança ditas por Tyrion, e mente sobre Joffrey ter lutado na batalha de Blackwater. Perguntada por Oberyn sobre o motivo para tanto, ela revela que Joffrey sabia sobre as prostitutas com as quais Tyrion se encontrava. Jaime observa a irmã, e não parece acreditar em seu depoimento.

Na sequência, Varys também testemunha contra Tyrion, revelando sua declaração de que reis estariam morrendo como moscas, e que ele não teria ficado contente com a morte de Robb Stark (Richard Madden). Ele enfatiza que seu casamento com Sansa o teria feito simpatizar mais com os nortenhos. Tyrion pede autorização a Tywin para inquirir Varys, e ele lhe concede. Ele então lhe pergunta se Varys se lembra de quanto lhe disse que todos se lembrariam que Tyrion salvou a cidade na batalha de Blackwater. Varys então lhe responde que jamais se esquece de coisa alguma.

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Jaime intercede por Tyrion

Durante o recesso, Jaime implora a Tywin que não condene Tyrion, e promete abandonar o posto de chefe da guarda real, mudar-se para Casterly Rock, casar-se e dar seguimento à herança dos Lannisters. Tywin então revela que está tudo arranjado: Tyrion será declarado culpado, pedirá clemência, e será enviado ao Castelo Negro, onde se tornará Patrulheiro da Noite. Ele então diz que Jaime fará o que prometeu, e os dois dão sua palavra.

De volta à sala do trono para seguimento ao julgamento, Jaime se aproxima de Tyrion e lhe pede para não perder a paciência e que tudo está arranjado quando do pedido de clemência. Tyrion duvida que seu destino será diferente do de Ned Stark (Sean Bean), mas Jaime lhe dá sua palavra de que tudo dará certo.

É então que a última testemunha de acusação é chamada: Shae (Sibel Kekilli). Chocado, Tyrion ouve sua declaração no sentido de que ele teria planejado o assassino de Joffrey juntamente com Sansa. Questionada por Oberyn sobre como sabe de tudo isso, ela explica que Tyrion prometeu a Sansa matar Joffrey para que ela finalmente pudesse se deitar com ele, pois desde o casamento não haviam contraído núpcias. Ao final, ela admite que era prostituta de Tyrion, que foi roubada por ele de seu acampamento, e obrigada a fazer tudo o que ele quisesse.

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Tyrion desafia Tywin contrariando sua vontade

Após o depoimento de Shae, Tyrion pede para confessar, tomando todos de surpresa. Ele se vira para o público, e confessa ter salvado suas vidas sem valor do exército de Stannis durante a batalha de Blackwater. Ele então se vira para Tywin e admite ser culpado não por ter matado Joffrey, embora o quisesse, mas por ser um anão, e ao invés de pedir clemência, pede que seu destino seja decidido por meio de um combate, contrariando a vontade de Tywin, e surpreendendo a todos.

A menos da metade da quarta temporada, Game of Thrones prova cada vez mais que não apenas de ação a saga de George R.R. Martin conquista mais e mais fãs. Se as tramas e complôs são o grande arroubo da adaptação, seus personagens cada vez mais obscuros tornam a história ainda mais fascinante ao ponto de chegarmos a concluir que, no final, talvez a guerra dos tronos se resuma a nada mais do que uma batalha pessoal entre Lord Baelish e Lord Varys, os dois grandes alcoviteiros e conspiradores cujas intenções já são bastante claras.

No mais, resta saber qual será o destino de Tyrion, a posição de Jaime frente a eventual pena capital contra seu irmão, bem como se Daenerys passará pela provação que é governar Meereen e sobreviver aos avanços da Capital, que agora finalmente a enxerga como uma verdadeira ameaça, ao passo em que Stannis consegue financiamento do Banco de Ferro e dá retoma seus planos de avanço para conquista do trono de ferro, enquanto Ramsay Snow faz planos obscuros ao norte, valendo-se do auxílio de um atormentado e transformado Theon Greyjoy.

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