Capitão Phillips : Road to the Oscars

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Capitão Phillips (2013)***

Inspirado na autobiografia A Captain’s Duty: Somali Pirates, Navy SEALs, and Dangerous Days at Sea, de Richard Phillips, Paul Greengrass dirige o longa-metragem Captain Phillips, que conta a história da invasão do cargueiro Maersk Alabama por um grupo de piratas somalis e do sequestro do seu capitão.

A película começa mostrando a rotina de Richard Phillips (Tom Hanks) para mais uma missão nos altos mares. Ele é levado pela esposa Andrea (Catherine Keener) ao aeroporto de Underhill, Vermont, onde mora, e durante o trajeto os dois falam brevemente sobre as preocupações acerca dos perigos do mundo atual. Paralelamente, na Somália, é mostrado um grupo de mercenários que chega a um vilarejo costeiro. Eles estão furiosos com o fato de que os moradores não conseguiram provisões para seu líder, um tal de Gaarad. Abduwali Muse (Barkhad Abdi) recruta três homens – Bilal (Barkhad Abdirahman), Elmi (Mahat M. Ali) e Najee (Faysal Ahmed) – para se juntarem a um pirata chamado Asad (Mohamed Ali).

No Porto de Salalah, Oman, na Arábia Saudita, Rich Phillips assume uma nova tripulação, e conhece Shane Murphy (Michael Chernus), primeiro imediato, e o navio embarca para viagem com destino a Mombasa, Quênia. Enquanto isso, Hufan (Issak Farah Samatar), capitão do navio pirata somali, localiza o cargueiro Maersk Alabama, distante e isolado de um comboio de navios, e decide que ele é o alvo.

Phillips, que já tem ciência da ameaça da pirataria somali nas águas pelas quais navega, é um exímio capitão, e quando o perigo se torna real, suas manobras de defesa são das mais surpreendentes, a ponto de afastar o navio pirata de seu encalço. A despeito de sua eficiência, uma pequena embarcação pirata, com os quatro somalis liderados por Muse, continua à espreita, e por maiores que sejam as defesas contra suas investidas, o Maersk Alabama acaba sendo invadido.

O que se segue a partir daí é um constante clima de tensão e psicologia na qual Phillips procura a melhor forma de dialogar com o líder dos piratas, por vezes contrariado pelo agressivo Najee. Com êxito, Phillips consegue desviar a atenção dos piratas para a localização da tripulação e reconhecimento do cargueiro, e num momento clímax, quando Muse é tomado como refém pelos marinheiros, os piratas aceitam partir num bote salva-vidas e levar apenas $30,000, mas acabam levando Phillips junto a fim de pedir resgate.

Quando se imaginava que o pior já havia passado, é então que o pesadelo começa para o capitão do Maersk Alabama. Mesmo quando as forças especiais marítimas se envolvem na tentativa de negociar com os piratas, na pessoa de seu comandante (Max Martini), as coisas só ficam complicadas com o desentendimento constante entre Muse e seus subalternos. Phillips tenta a todo momento contornar a situação, e num dado momento até mesmo tenta fugir, mas a tensão do filme só acaba mesmo no final.

Definitivamente, um dos melhores filmes do ano de 2013, com Tom Hanks mais uma vez comprovando o grande e talentoso ator que é. Impossível não se comover com a situação na qual seu personagem se encontra a cada instante dramático da película, ou ao menos não deixar escapar algumas lágrimas ao final. Merecidamente um dos grandes nomeados aos principais prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para o Oscar 2014. Recomendo!

 

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