Blue Jasmine : Road to the Oscars

blue-jasmine_0Blue Jasmine (2013)****

Woody Allen dirige e escreve Blue Jasmine, que conta a história de uma ex-socialite em profunda negação que chega a San Francisco para morar com a irmã, e que precisa se adaptar a um novo padrão de vida.

Após perder todos os bens, Jasmine (Cate Blanchett) se muda provisoriamente para o minúsculo apartamento da irmã Ginger (Sally Hawkins) e dos sobrinhos Matthew (Daniel Jenks) e Johnny (Max Rutherford), em San Francisco. Ao longo da trama, somos apresentados ao seu passado através de flashbacks, nos quais descobrimos que ela era casada com um poderoso investidor, Hal (Alec Baldwin), tinha um enteado, Danny (Alden Ehrenreich), e uma bela mansão em Nova York.

Enquanto tenta se adaptar a um novo estilo de vida, no qual precisa voltar aos estudos e, pela primeira vez na vida, a trabalhar, Jasmine mergulha em profundo desespero, ao passo em que também começa a controlar a vida de Ginger, acusando-a de relacionamentos fracassados, seja com o primeiro marido, Augie (Andrew Dice Clay), seja com o atual namorado, Chili (Bobby Cannavale).

Na medida em que Ginger começa a se envolver com outro homem, Al (Louis C.K.), Jasmine chega ao seu limite após um assédio no trabalho. Ela então decide ir atrás de um novo relacionamento, e conhece o diplomata Dwight (Peter Sarsgaard), que pode ser a chance de um novo milhão em sua vida. Após algumas mentiras, as coisas não saem conforme o esperado, e a verdade sobre seu passado finalmente vem à tona.

O longa-metragem é, indubitavelmente, um dos melhores da carreira de Woody Allen, e os méritos são provavelmente todos de Cate Blanchett, que empresta à sofredora Jasmine todo o seu carisma e simpatia. Impossível não se comover com a trajetória de vida da personagem, sobretudo quando sua fragilidade e dificuldade em saber lidar com a realidade é revelada com o desastroso desfecho que conduzem ao declínio do seu estilo de vida.

A história, por outro lado, é muito bem escrita, como na maioria dos filmes de Allen, e com uma boa reviravolta que faz com que a audiência finalmente compreenda a origem do grau de insanidade a que a personagem acaba gradativamente sendo conduzida.

Se Blanchett não é merecedora do prêmio de melhor atriz pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, então, de fato, ninguém mais o é, uma vez que sua performance é inquestionavelmente uma das melhores e mais simbólicas de todos os tempos.

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