Twin Peaks : resumo primeira e segunda temporadas


Passados mais de vinte anos, Twin Peaks é ainda hoje considerada a maior série da televisão de todos os tempos, e uma das mais bem escritas, segundo o Writers Guild of America. Com apenas 30 episódios responsáveis pelo renascimento do gênero «drama televisivo», a série também influenciou diversas outras produções para a TV e o próprio cinema.

Portanto, se ao longo dos últimos anos tivemos o privilégio de acompanhar o melhor do suspense policial e sobrenatural na televisão com The X-Files, Família Soprano, The Wire, Lost, CSI: Crime Scene Investigation; ou então dramas por vezes regados a uma boa dose de humor negro, como Wiseguy, Six Feet Under e Desperate Housewives; e se hoje há séries como The Killing e True Detective que fazem tanto sucesso, devemos tudo isso à Twin Peaks, por muitos considerada «a mãe de todas as séries».

Precursora do gênero thriller de mistério com o longo suspense em torno da morte da personagem Laura Palmer e do horror surreal com o desvendamento dos segredos dos habitantes da fictícia Twin Peaks, a série permanece ainda hoje como objeto de discussão junto a sua imensa base de fãs, seja no que diz respeito ao seu controvertido final – com o surpreendente e insolúvel cliffhanger – ou mesmo quanto a um provável reboot ou continuação.

Produção

Criada por Mark Frost e pelo visionário cineasta avant-garde David Lynch, Twin Peaks foi originalmente concebida a partir do material não aprovado para o que deveria ser um filme da Warner Bros. inspirado no livro Goddess: The Secret Lives of Marilyn Monroe. O filme giraria em torno da inexplicável morte da atriz hollywoodiana Marilyn Monroe e sua vida de mistérios, mas acabou não sendo produzido.

Lynch e Frost, que se tornaram amigos durante o processo, acabaram aproveitando o que já tinham feito e desenvolveram o roteiro de um novo filme que se chamaria One Saliva Bubble, a ser estrelado por Steve Martin. No entanto, Tony Krantz, agente de Lynch, que eventualmente produziria seu Mulholland Dr, estava com a ideia fixa de transpor para a televisão uma produção original, porém, com fortes nuances em Blue Velvet, também escrita e dirigida por Lynch quatro anos antes.

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Em Blue Velvet, de 1986, temos uma trama de mistério que exibe elementos do gênero noir com muito surrealismo, e um elenco composto por Kyle MacLachlan, Isabella Rossellini, Dennis Hopper e Laura Dern. Sua história mostra um estudante universitário (MacLachlan) que retorna à sua pequena cidade de origem para visitar o pai doente, mas, fascinado pela bela e sedutora cantora de um clube noturno (Rossellini), passa a investigá-la, bem como seu envolvimento com um criminoso psicótico (Hopper). É impossível não notar algumas semelhanças entre Blue Velvet e Twin Peaks, que definitivamente marcou o também retorno de David Lynch ao estilo que o havia consagrado no início da carreira, com Eraserhead – isso após as duras críticas por Duna.

Assim, e a partir do filme Peyton Place, de Mark Robson, Krantz, Frost e Lynch desenvolveram uma cidade fictícia inteira antes mesmo da concepção de seus personagens. Com um mapa inteiro da pré-concebida Twin Peaks nas mãos, Lynch e Frost sabiam exatamente como se localizar e introduzir os personagens para o desenvolvimento da história que, com elementos de Blue Velvet e do roteiro não produzido do filme sobre Marilyn Monroe, aliado a um estilo à la Charles Dickens, giraria em torno do mistério acerca do assassinato de uma personagem e a subsequente chegada de um excêntrico e entusiasmado agente especial encarregado de investigar o caso.

No decorrer das incursões investigativas, no entanto, os dramas e os problemas dos demais habitantes da pacata cidade viriam à torna. Era a abordagem pretendida por Krantz: a exploração ao máximo do estilo de vida estadunidense da época e a demonstração do pior e do melhor de cada ser humano. Tal elemento tornou qualquer personagem suspeito do crime que chocou e transformou a rotina de todos em Twin Peaks.

Aprovado o roteiro do episódio piloto pela ABC, foram encomendados sete episódios subsequentes, e a série estreou no dia 08 de abril de 1990 com altos índices de audiência, tornando-se ainda um dos maiores sucessos cult da televisão nos últimos 25 anos e, segundo o TV Guide, uma das 60 séries canceladas «cedo demais».

Com um elenco já conhecido do universo de Lynch, como Kyle MacLachlan, Jack Nance, Grace Zabriskie e Everett McGill, o episódio de estreia – com a impactante imagem do corpo nu de Laura Palmer encontrado envolto de um saco plástico à beira de um rio e até hoje capaz de surpreender – é considerado um dos 100 Maiores Episódios de Todos os Tempos. Com uma segunda temporada de vinte e dois episódios transmitidos entre setembro de 1990 a junho de 1991, Twin Peaks conquistou sucesso internacional equivalente ou maior que o de Dallas.

No Brasil, a série foi transmitida pela Rede Globo aos domingos à noite, inviabilizando a audiência alcançada nos Estados Unidos e em outros países, o que culminou no corte de alguns capítulos, e o posterior cancelamento definitivo da sua exibição a partir do 15º episódio, no que seria o primeiro de uma contínua falta de respeito da emissora com os telespectadores. Felizmente, a subsequente distribuição dos episódios completos da série via VHS a fez então conquistar o sucesso merecido entre os brasileiros.

Os personagens e a trama

Ambientada em 1989, com episódios que representam cada um a jornada de um dia inteiro na cronologia, e com a trilha sonora sinistra de Angelo Badalamenti, a série passa então a explorar a vida dos habitantes da pacata cidade de Twin Peaks ao passo em que a investigação do assassinato de Laura Palmer (Sheryl Lee) toma forma nas mãos do extravagante agente do FBI interpretado por Kyle MacLachlan.

Progressivamente, é revelado o lado obscuro de cada um dos personagens de Twin Peaks, por vezes envolvidos em tramas, conspirações e até outros crimes, e num dado momento fica impossível ao telespectador imaginar quem é o assassino. Como na maioria dos trabalhos de Lynch, não se pode precisar o gênero da série, que, além de abordar o drama, o melodrama, o mistério e o sobrenatural, tem ainda fortes nuances de horror, humor negro, paródia às soap operas americanas, bem como uma forte veia de surrealismo na qual nunca temos a absoluta certeza de que os personagens estão vivenciando uma situação ou alucinando.

Tendo como ponto nodal justamente o mistério em torno do assassinato de Laura Palmar, Lynch explora inicialmente em Twin Peaks o gênero policial com cenas brilhantes e instigantes, como a do episódio piloto, em que o agente Dale Cooper (MacLachlan) – sempre deixando registradas suas incursões e suspeitas para uma tal de Diane, que jamais aparece – encontra um minúsculo pedaço de papel com uma letra sob a unha do cadáver de Palmer – cena essa, aliás, que dada a dificuldade na sua realização quase foi quase excluída, não fosse a insistência do próprio Lynch.

Dando sequência às investigações, ajudado pelo xerife da cidade, Harry Truman (Michael Ontkean), que acaba se tornando instantaneamente seu amigo, Cooper passa a abordar os principais suspeitos, como o então namorado de Laura, Bobby Briggs (Dana Ashbrook). Ele é um dos primeiros a revelar seu lado desregrado quando descobrimos que não apenas está envolvido amorosamente com outra pessoa, a garçonete Shelly (Mädchen Amick), como também tem ligação com o tráfico de drogas na região e com um perigoso bandido, Leo Johnson (Eric DaRe), não por acaso, marido de Shelly, que acaba igualmente se tornando um dos suspeitos da morte de Laura Palmer juntamente com seu comparsa, Jacques Renault (Walter Olkewicz), irmão do traficante Jean Renault (Michael Parks).

James Hurley (James Marshall), com quem Laura vinha se encontrando paralelamente, também se torna um dos principais suspeitos quando é revelado ser a última pessoa a vê-la com vida na noite do crime. É a partir daí que o telespectador descobre que a vítima tinha seus mistérios e não era nada virtuosa como se imaginava. O personagem James também se envolve com a melhor amiga de Laura, Donna Hayward (Lara Flynn Boyle). Juntos, os dois decidem investigar o assassinato, até que Maddie Ferguson (Sheryl Lee), prima idêntica da vítima, surge na cidade para o velório e também se apaixona por James, ao passo em que Donna encontra o misterioso e agorafóbico Harold Smith (Lenny von Dohlen), detentor do verdadeiro diário de Laura Palmer.

Lawrence Jacob (Russ Tamblyn), psiquiatra de Laura Palmer, surge em cenas igualmente misteriosas na trama como quando escuta as gravações das consultas com a moça, e acaba se tornando um dos possíveis assassinos aos olhos da audiência. Eventualmente descoberto por Donna e James como suspeito em potencial, ele ainda se torna principal testemunha de um outro assassinato.

Ben Horne (Richard Beymer) é a pessoa mais influente na cidade, dono do Hotel Great Northern, bem como – e secretamente – do One-Eyed Jack’s, um bordel na fronteira com o Canadá. Paralelamente às suas tramas e conspirações com a amante Catherine Martell (Piper Laurie) para tomar o moinho da misteriosa femme fatale Josie Packard (Joan Chen), ele acaba eventualmente se tornando também suspeito quando mais descobertas sobre a vida corrompida de Laura Palmer veem à tona. Josie, por sua vez, é a personagem que foi escrita por Lynch especialmente para sua namorada na época, Isabella Rossellini, a qual recusou no momento final, e é igualmente repleta de mistérios que se desenrolam até a metade da segunda temporada.

Completam a trama: Audrey Horne (Sherilyn Fenn), filha de Ben Horne, que se mostra inicialmente uma personagem ambígua e misteriosa, mas que acaba se apaixonando pelo agente Cooper, tornando-se seu interesse amoroso, além de ajudá-lo secretamente nas investigações; Phillip Gerard (Al Strobel), que numa clara alusão ao «homem de um braço só» da série The Fugitive, surge inicialmente como uma suposta alucinação, para então se tornar peça chave no desfecho do mistério quanto à identidade do assassino; Sarah (Grace Zabriskie), mãe de Laura, e responsável por uma das cenas mais dramáticas da série no piloto, acaba igualmente tendo grande importância quando corrobora as suspeitas de Cooper com suas visões; e Leland Palmer (Ray Wise), pai de Laura, advogado e sócio de Ben Horne, que após a morte da filha acaba enlouquecendo com uma estranha mania de dançar o tempo todo.

Outros personagens, como o tio de James e dono de posto de gasolina, Ed Hurley (Everett McGill), sua estranha e superforte esposa Nadine (Wendy Robie), e o grande amor da vida dele, a complacente dona do principal restaurante da cidade, Norma Jennings (Peggy Lipton), assim como o assistente do xerife, Andy (Harry Goaz), e sua namorada, Lucy Moran (Kimmy Robertson), ou mesmo o Major Briggs (Don S. Davis), a Mulher do Toco (Catherine E. Coulson) e Pete Martell (Jack Nance) acrescentam leveza e alívio cômico à história com tramas paralelas e, por vezes, muito mais bizarras que de costume.

Num dado momento, porém, e na pressão da emissora de que o assassino fosse finalmente desmascarado em meados da segunda temporada, Lynch – que admite que a intenção era a de jamais revelar o autor da morte de Laura Palmer – passou então a improvisar de forma surpreendente para o desfecho da trama. Surge então o personagem Bob (Frank Silva).

Durante a gravação de uma cena na qual a mãe de Laura Palmer, Sarah, começa a agonizar e a gritar ao se lembrar da filha em seu quarto, acidentalmente, Frank Silva, então assistente de cenário de Lynch por vários anos, apareceu escondido atrás da cama. Foi então que surgiu a ideia de introduzi-lo na série como o personagem Bob, que entra na história como o principal suspeito do assassinato, e a investigação policial toma um novo rumo.

Valendo-se de métodos nada convencionais, como o do sonho, o excêntrico agente Cooper passa então a ter visões de Bob, e quando outras pessoas também passam a ver o aterrorizante rosto do ameaçador e provável assassino, Twin Peaks assume um gênero mais sombrio e sobrenatural, para, nos instantes que antecedem a revelação do verdadeiro assassino da personagem, o telespectador ser ainda surpreendido com uma incrível reviravolta quando da horrível cena do também assassinato de Maddie, prima de Laura Palmer.

Em alguns desses últimos e tensos momentos prévios à grande descoberta da autoria do assassinato de Laura Palmer, somos ainda testemunhas de algumas das cenas mais assustadoras na série, como quando Cooper descobre, através do verdadeiro diário da vítima, que ambos tiveram o mesmo sonho no qual Laura lhe disse o nome do assassino numa misteriosa sala vermelha em que as pessoas falavam estranhamente.

Outro momento aterrador na série é quando Maddie vê Bob se arrastar até ela com seu sorriso horrendo na sala de estar da casa dos Palmer ou quando vê surgir uma mancha no carpete exatamente no lugar onde eventualmente acaba morta. Mas nada em Twin Peaks é tão sinistro e perturbador quanto os sonhos de Cooper que se passam na sala vermelha, onde ele tem seus encontros com o anão dançante apelidado de Man From Another Place (Michael J. Anderson) e com a própria Laura Palmer, ou então quando tem a visão do Gigante (Carel Struycken) em momentos de apatia e a cada aparecimento de um estranho garçom (Hank Worden).

O começo do fim

Com a revelação do assassino de Laura Palmer na primeira metade da segunda temporada, a série seguiu com os demais mistérios pertinentes aos demais habitantes de Twin Peaks. A justificativa para a manutenção do agente especial Dale Cooper na série após o fim das investigações do caso, deu-se pelo retorno do personagem Jean Renault, que numa tentativa de se vingar da prisão e morte de seu irmão, quando da investigação do caso Laura Palmer, acaba armando a suspensão de Cooper pelo FBI.

Mas a história não instigou a curiosidade do público como esperado, e a série começou a ter seus primeiros picos de baixa audiência, ainda que as tramas paralelas se intensificassem com o retorno de Catherine Martell, considerada morta, bem como o desvelamento do passado de Josie Packard, ao passo em que Ben Horne enlouquece e, acreditando ser o General Lee, transforma seu escritório em cenário da Guerra da Secessão, dando espaço para Audrey crescer como personagem e assumir mais responsabilidades ao tomar gosto pelos negócios do pai.

No quesito bizarrice extrema, as coisas não poderiam ficar piores: depois de tudo o que passaram nas mãos de Leo, Bobby e Shelly decidem mantê-lo agora em estado vegetativo em casa para receber o seguro saúde; Nadine perde a memória e passa a agir como uma adolescente, envolvendo-se amorosamente com Mike (Gary Hershberger), abrindo espaço para Ed finalmente viver ao lado de Norma, enquanto o marido desta, o chupador de peças de dominó, Hank (Chris Mulkey), retorna para a cadeia sem nem ao menos mostrar a que veio; James foge da cidade e se envolve com uma dupla de golpistas ao ser seduzido pela femme fatale Evelyn Marsh (Annette McCarthy), e é salvo por Donna; e Lana (Robyn Lively), uma viúva-negra, causa muita confusão na delegacia enquanto Lucy escolhe entre Andy e Dick Tremayne (Ian Buchanan) para ser pai de seu filho.

 Apesar dos reforços, como os acréscimos do então desconhecido David Duchovny como o agente especial Dennis «Denise» Bryson para o arco envolvendo Jean Renault; dos veteranos Dan O’Herlihy e David Warner, como Andrew Packard e Thomas Eckdardt, para o encerramento da trama pertinente a Catherine e Josie; e do retorno de David Lynch como o agente especial surdo Gordon Cole, Twin Peaks foi gradativamente perdendo audiência.

Foi então que teve início a trama envolvendo Windom Earle (Kenneth Welsh), mentor e ex-parceiro de Cooper, que surge após fugir de um hospital psiquiátrico para se vingar da morte de sua esposa, Caroline (Brenda E. Mathers). Numa espécie de jogo mental, Earle começa a cercar várias vítimas em potencial em Twin Peaks, dentre elas, Audrey, Donna e Shelly, tudo na tentativa de colocar em prova o talento de Cooper. Paralelamente, o gênero suspense sobrenatural ganha retoques com uma trama envolvendo até mesmo alienígenas quando o Major Briggs desaparece na floresta e retorna mencionando dois lugares de grande mistério aos redores da cidade: o Black Lodge e o White Lodge, e que, conforme descoberto por Cooper, estão diretamente ligados a Bob, ao Gigante e ao Man From Another Place.

Surge então a necessidade de um plot envolvendo o perigo para um interesse amoroso de Cooper. Lara Flynn Boyle, intérprete da personagem Donna e que na época estava envolvida amorosamente com o ator MacLachlan, vetou qualquer possibilidade de um relacionamento entre os personagens Cooper e Audrey (Sherilyn Fenn). Dessa forma, os roteiristas tiveram que alterar o curso da história. Annie Blackburn (Heather Graham) surge então como a recém-chegada irmã de Norma e como novo interesse amoroso de Cooper a ser colocada em perigo nas mãos de Windom Earle. Jack Wheeler (Billy Zane), por sua vez, aparece como novo sócio de Ben Horne, e nova paixão para Audrey.

O fim

Se Twin Peaks perdeu força junto ao seu público no curso da segunda metade da segunda temporada, pode-se dizer que o final da série foi o grande acerto em meio a vários erros. E quando se trata do final da série, não se trata aqui da descoberta do assassino de Laura Palmer, mas sim, do verdadeiro final, que é esse aqui. Assim, e graças ao mais impactante cliffhanger de todos os tempos, e resultado de uma cena memorável que pode ser conferida aqui, deixou vários telespectadores curiosos e perplexos com seu desfecho insolúvel, isso em virtude do cancelamento abrupto da série.

Falar do final de Twin Peaks sem portanto mencionar os seus vinte minutos finais é impossível, porquanto instantes de puro frenesi em que o agente Dale Cooper vai ao encalço de Windom Earle em Glastonbury Grove para fins de resgatar Annie. É nesse momento em que testemunhamos o que de mais bizarro, surreal ou sobrenatural Twin Peaks poderia oferecer até então no Black Lodge, numa sequência que ainda hoje aterroriza, e que pode ser conferida aqui

Revisitado ainda hoje por fãs da época e por uma nova geração de entusiastas dos primórdios do horror surreal, Twin Peaks continua a conquistar por seus mitos e muitos diferentes aspectos. Enquanto alguns apreciam a série por sua referência direta a trabalhos anteriores de David Lynch e pelos temas incomuns de seus filmes, outros são fascinados pelo visual, pelo estilo e sobretudo pela música de Badalamenti. Mas há os que se interessam pela série justamente pelo mistério em torno do assassinato de Laura Palmer.

No entanto, diz-se, são justamente aqueles que ficam deslumbrados pelo enredo, pelo humor, pela construção dos personagens e pela criatividade no que diz respeito aos improvisos a até mesmo à forma como são rodadas algumas cenas, como as estranhas falas na sala vermelha que renderam um vídeo constante dos bônus do Box do DVD da série e que pode ser conferido aqui, que tornam a série imortal, assim como tantas outras um dia foram  (e ainda são), como The Prisoner, Star Trek e The Singing Detective.

A despeito de uma não bem sucedida prequela, intitulada Twin Peaks: Fire Walk With Me, de 1992, traduzida para «Os Últimos Dias de Laura Palmer» ou «O Diário Secreto de Laura Palmer», e que traz novamente Lynch e quase todo o elenco da série para contar a história da última semana de vida da personagem título, ainda hoje se especula uma continuação, inclusive da própria parte de David Lynch. É de se convir, que um retorno ao universo do horror surreal de Twin Peaks após mais de duas décadas seria mais do que deleitável, seja para conferir um desfecho aos eventos havidos no episódio final, mas principalmente para a concretização de uma promessa feita pela própria Laura Palmer a Dale Cooper na sala vermelha de que os dois se reencontrariam dentro de 25 anos.

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