Top 10 La pause-café : momentos em séries de TV 2013

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As produções televisivas se superaram sobremaneira nos últimos anos a tal ponto que eventuais acontecimentos em séries de TV acabam subjugando – e muito – até mesmo grandes realizações cinematográficas. Em 2013, pudemos conferir momentos na telinha que marcaram incisivamente a forma como vemos as nossas séries favoritas. Logicamente que a lista é bem pessoal, portanto, sujeita a discordâncias e críticas. Fica a ressalva de que há spoilers adiante.

1. Game of Thrones – episódio #3.09 – The Rains of Castamere: O casamento vermelho

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A terceira temporada de Game of Thrones mostrou de forma fascinante e surpreendente o infame Casamento Vermelho no episódio The Rains of Castamere, acontecimento este que consta no último capítulo do terceiro livro da série A Song of Ice and Fire, intitulado A Storm of Swords. Evento inquietante e de grande relevância na saga de George R.R. Martin, notável ainda por sua extrema violência, conseguiu transpor para a tela da TV o mesmo impacto obtido junto aos leitores.

No episódio em questão, aliviada a tensão entre Walden Frey (David Bradley) e Robb Stark (Richard Madden) após o descumprimento deste do acordo feito por sua mãe, Catelyn (Michelle Fairley), de que ele se casaria com uma das filhas de Frey em troca de uma aliança contra os Lannister, acontece o casamento de Edmure Tully (Tobias Menzies) com Roslin Frey. Na festa, Talisa (Oona Chaplin), que está grávida de Robb, revela que caso tenha um filho homem pretende dar a ele o nome de Eddard Stark.

Tudo parece ir bem para o Rei do Norte, que acaba de solidificar seu poderio militar contra os Lannister, mas quando Walden Frey convida a todos para tomar vinho e deixar a música tocar alto de modo a deixar para trás toda a confusão do passado, Catelyn descobre que alguma coisa está errada, e os instantes finais do episódio são de arrepiar, tamanha a violência em que ocorrem os eventos que se seguem.

Sem dúvida, o melhor momento em série de televisão em 2013.

2. The Walking Dead – episódio #4.08 – Too far gone: A invasão do presídio pelo Governador

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A quarta temporada de The Walking Dead começou de forma despretensiosa logo após a evasão do Governador (David Morrissey) ao final da temporada anterior. Rick (Andrew Lincoln) se desincumbiu de sua função de líder do grupo de sobreviventes no presídio, e passou a se ocupar de funções que qualquer outro poderia realizar, ao passo que Hershel (Scott Wilson), Daryl (Norman Reedus), Carol (Melissa McBride) e até mesmo Carl (Chandler Riggs) ganharam mais destaque. Nem mesmo Michonne (Danai Gurira) brilhou como no ano anterior, ausentando-se frequentemente para localizar o Governador, o que de forma alguma reduz sua importância na série.

Apesar dos altos e baixos do quarto ano, e de um arco de episódios deveras enfastiantes que mostraram um outro lado do Governador, seu encontro com uma família que toma para si e novamente sua decadência como o líder autocrático e nada humano que é, a batalha pelo presídio finalmente aconteceu. Não foi na terceira temporada, como se esperava, mas se mostrou justificada, pontual e melhor do que se poderia imaginar, não deixando nada a desejar em contrapartida à série em quadrinhos. Os sobreviventes no presídio tiveram algum momento de paz, e Rick passou por um momento de reflexão e de auto descobrimento, um raro privilégio num mundo pós-apocalipse zumbi, conforme citado por Hershel.

A evolução dos personagens e sua reintegração a uma rotina diferente daquela a que estavam acostumados antes do presídio tornou a invasão do Governador com seu novo grupo e um tanque blindado, além de sua investida para tomar o lugar que agora todos consideram um lar, ainda mais traumático os instantes iniciais do confronto final. As baixas também foram significativas e igualmente impressionantes aos que não conheciam o destino de alguns personagens pelos quadrinhos. A espera por esse embate valeu a pena: um dos melhores episódios de série de televisão em 2013!

3. Breaking Bad – episódio #5.16 – Felina: Walt admite a Skyler que tudo o que fez foi por ele mesmo

Walter e Skyler

Ao longo das cinco temporadas de Breaking Bad vimos Walter White (Bryan Cranston) justificar cada ato criminoso cometido como medida para assegurar o futuro de sua família. Contudo, ao longo do quarto e quinto ano da série, com a remissão do câncer que o acometida, ficou claro que ele não precisava ir além na sua trajetória à la Scarface. Num dado momento, restou nítida a impressão de que Walter verdadeiramente desejava se tornar o chefe de um império das drogas. Ele só decidiu largar tudo quando Skyler (Anna Gunn) lhe mostrou a quantidade em dinheiro acumulada, voltando à criminalidade quando o cerco finalmente se fechou contra ele.

Os momentos mais impactantes da série aconteceram todos de maneira pontual. Cada episódio de Breaking Bad tem seu grande evento marcante, seja ele estrondoso ou singelo, e o final da série é repleto de alguns dos melhores acontecimentos da televisão. Um deles, a meu ver, é justamente o encontro final de Walt na cozinha da nova casa de Skyler. Depois de ficar um tempo escondido em New Hampshire, descobrir que sua família não quer mais nada dele, inclusive o dinheiro que restou, ele decide retornar com um grande plano para fechar o ciclo de tragédias que causou.

Na sua despedida à Skyler, ele então finalmente admite que tudo o que fez até aquele momento, todos os crimes, os assassinatos, os sofrimentos que fez sua família passar e as mentiras que contou, foi por ele mesmo. O mais surpreendente, ainda, vem na sequência, quando ele conclui que gostou. E é por um momento como esse que Breaking Bad deixa saudades, e fica registrado como apenas um de tantos da série que marcou 2013.

4. The Walking Dead – episódio #4.05 – Internment: Caos na ala dos doentes e matança no presídio

O arco de episódios da epidemia de gripe sofrida pelos sobreviventes no presídio foi talvez uma das coisas mais exaustivas e enfastiantes da primeira metade da quarta temporada de The Walking Dead. Num dado momento, ficou até mesmo nítida a impressão de que não veríamos mais o Governador (David Morrissey) até a segunda metade da temporada, e que teríamos que nos contentar com a doença e os zumbis, que, felizmente, jamais dão trégua.

Contudo, num momento decisivo, logo após a mais criticada e polêmica decisão tomada por Rick (Andrew Lincoln) em relação a um ato praticado por Carol (Melissa McBride), e quando uma expedição formada por Daryl (Norman Reedus), Michonne (Danai Gurira) e Tyreese (Chad L. Coleman) sai em busca de medicamentos, uma sucessão de tragédias acontece e todos precisam lutar mais do que nunca para sobreviver.

Enquanto do lado de fora do presídio a cerca externa se rompe, e uma horda de mortos-vivos invade o presídio rumo à cerca principal igualmente prestes a ceder, no seu prédio, especificamente na ala de doentes, várias vítimas da gripe sucumbem à morte e se transformam em walkers. O caos toma conta do lugar. Vemos então um dos melhores momentos da temporada quando Hershel (Scott Wilson) precisa lidar praticamente sozinho com os mortos-vivos dentro do presídio, enquanto Rick, apenas com a ajuda de Carl (Chandler Riggs), enfrenta os transformados do lado de fora. Sem dúvida, um evento marcante de 2013 que nos faz ter a certeza de que ainda vale a pena assistir The Walking Dead.

5. Breaking Bad – episódio #5.13 – To’hajiilee: Hank prendre Walt e tio Jack aparece com a cavalaria

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Em To’hajiilee, no seu plano de vingança contra Walter (Bryan Cranston), Jesse (Aaron Paul), agora informante de Hank (Dean Norris), decide derrubar o ex-sócio atingindo-o em seu ponto fraco. Após algumas informações obtidas junto a Huell (Lavell Crawford), guarda-costas de Saul (Bob Odenkirk), Jesse entra em contato com Walt e diz que sabe onde está todo o dinheiro que enterrou no deserto de To’hajiilee, e que vai queimá-lo. Ele inclusive lhe envia uma foto pelo celular. Desesperado, Walt explica que o dinheiro é para sua família e que seu câncer voltou, mas Jesse está irredutível, e quando o químico chega desesperado ao local onde enterrou o dinheiro, e não há ninguém lá, Jesse desliga. Foi uma cilada.

Instantes depois, um carro se aproxima, e Walt se esconde. Ele liga para Todd (Jesse Plemons) e dá as coordenadas de onde está para que venha resgatá-lo com a ajuda de Jack (Michael Bowen), Kenny (Kevin Rankin) e seu grupo de mercenários. Ao descobrir que tudo Jesse está mancomunado com Hank, Walt avisa a Todd que não precisa mais de ajuda. Num dos momentos mais tensos e de maior expectativa da temporada e de toda a série, Walt se entrega ao cunhado, e Hank finalmente lha dá voz de prisão e lê seus direitos enquanto o algema.

Colocado dentro do carro rumo à delegacia, não sem antes partir para cima de Jesse, Walt vê o grupo de Jack se aproximar. Ele tenta, em vão, gritar de dentro do veículo para que não façam nada, mas Jack e seus comparsas apontam as armas para Hank e seu parceiro Gomez, e quando veem Jesse escondido no outro carro, um tiroteio digno de um bom western começa, enquanto Walt se joga no chão do banco de trás do carro e o episódio simplesmente acaba num dos momentos mais tensos e marcantes da televisão em 2013.

6. Game of Thrones – episódio #3.10 – Mhysa: Danenerys solidifica seu exército para conquistar Westeros com a legião de ex-escravos da cidade conquistada de Yunkai

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The Rains of Castamere pode ser o melhor evento de toda a terceira temporada de Game of Thrones, mas não se pode negar que os estragos causados do outro lado do mar Narrow por Daenerys (Emilia Clarke) e seus três dragões não deixam nada a desejar.

Após conquistar Yunkai, Dany consolida seu poderio militar para a conquista do reino de Westeros com um exército ainda maior. Concedendo a liberdade a uma imensa legião de ex-escravos da recém-conquistada cidade num discurso que os faz tomá-la como sua nova líder, fica a nítida impressão de que a personagem é verdadeiramente uma forte candidata a assumir o trono de ferro na saga de George R.R. Martin – a menos, claro, que ele não decida que ela deve morrer no processo.

Sob o olhar atento de seu mais fiel seguidor, Jorah Mormont (Iain Glen), vemos a personagem não apenas conquistar uma multidão inteira com palavras, como também se misturar a ele, num dos melhores momentos da televisão em 2013.

7. Mad Men – episódio #6.06 – For Immediate Release: Numa jogada de mestre, Don sugere a fusão das duas agências de publicidade concorrentes para conseguir um cliente poderoso

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Num dos melhores episódios da sexta temporada de Mad Men, série da AMC ambientada nos bastidores de uma agência de publicidade nos glamourosos anos de 1960, Don Draper, personagem de Jon Hamm, obcecado pela ideia de conquistar um grande cliente nacional, decide que talvez tenha encontrado o momento certo após Roger (John Slattery), seu sócio e amigo, encontrar com um executivo da GM e descobrir o interesse desta em uma campanha para o novo Chevy.

Após trabalhar arduamente num projeto para conquistar o potencial novo cliente, Don embarca para Detroit, mas encontra Ted Chaough (Kevin Rahm), sócio da agência de publicidade rival que também tem planos de conseguir a campanha do Chevy.

Sabendo que sozinhos não terão qualquer chance em conseguir um contrato, Don sugere e Ted aceita a ideia de fundirem ambas as agências em uma só e, no final, acabam realmente conseguindo a conta da gigante dos veículos num verdadeiro espetáculo de estratégia e transformação para os vindouros episódios da série.

8. Mad Men – episódio #6.10 – A tale of two cities: Joan consegue contato com um cliente em potencial e passa a perna em Pete

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Em Mad Men, Joan Holloway (Christina Hendricks) pode não ter se tornado a sócia da Sterling, Cooper, Draper & Pryce de forma tão glamourosa quando, a contragosto de Don (Jon Hamm), decidiu ceder à proposta indecente de Herb Rennet (Gary Basaraba), um dos associados da Jaguar, para que a agência pudesse assumir sua conta e tirar o caixa do vermelho, porém, seus esforços seguintes para legitimar seu status de nova sócia são louváveis.

No episódio A tale of two cities, a personagem consegue um contato com um cliente em potencial para a agência, a Avon. Eufórica, ela compartilha a boa nova com Peggy (Elisabeth Moss), que por sua vez envolve Ted (Kevin Rahm). Mas o que Joan menos quer é o também envolvimento de Pete (Vincent Kartheiser), que, arrogante, pretensioso e desesperado por elevar sua posição de gerente de contas, fará de tudo para tomar os créditos da aquisição do novo cliente. Para seu pesar, Ted acaba cientificando Pete, e juntamente com Peggy, os três irão ao encontro do executivo da Avon, ficando Joan de fora.

O que acontece na sequência é sensacional. Numa época em que as mulheres não se destacavam profissionalmente, e nem o poderiam tamanha a pressão da sociedade machista, Joan acaba sabotando o encontro com Pete, e vai somente com Peggy à reunião de negócios. Ela finalmente faz o que todos mais ansiavam ver na série: alguém dar uma bela rasteira em Pete. No encontro, ela consegue impressionar, mas, lamentavelmente, acaba levando uma lavada dos demais sócios, e embora jamais seja novamente contactada pelo executivo da Avon, é salva num dos momentos mais tensos do episódios por ninguém mais do que Peggy. Sem dúvida, um dos melhores momentos de Mad Men em 2013!

9. Dexter – episódio #8.12 – Remember the Monsters?: Dexter ressurge na cena final no cenário do filme do Wolverine e ninguém sabe o que acontece depois

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Não são apenas os melhores momentos que marcaram a televisão em 2013. Em meio aos grandes acontecimentos nas séries de TV acima mencionadas há um único evento que deixou deveras a desejar. É possível que toda a oitava e última temporada de Dexter tenha sido a maior decepção do ano no veículo televisão, mas a verdade é que o episódio final, Remember the Monsters? conseguiu verdadeiramente se superar.

Depois do surgimento de uma suposta «mentora espiritual» com a entrada na série da neuropsicóloga Evelyn Vogel (Charlotte Rampling) que faz cair por terra tudo o que de bom existia a respeito de Harry (James Remar) como pai zeloso e único responsável por Dexter fazer com perfeição o que de melhor é capaz na série, teve o surgimento de Zach Hamilton (Sam Underwood) que vem como uma espécie de «aprendiz» e uma opção para Dexter passar a tocha adiante. Com isso, a decepção da audiência de que o sangue do próprio sangue de Dexter, Harrison (Jadon Wells), não terá a mínima chance de herdar os genes do psicopata dando a tão esperada deixa para uma spin off, a despeito dos diversos indícios ao longo da temporada.

Como se não bastasse, Deb (Jennifer Carpenter) perdeu o controle total colocando em risco o segredo de Dexter num arco de episódios deveras cansativos, e teve ainda o retorno de Hannah McKay (Yvonne Strahovski) como cereja do bolo. Com tudo isso, parece que os roteiristas da série perderam definitivamente a mão, e deram aos fãs fervorosos da série um final ridículo, para não dizer sem a menor consideração na qual Dexter, após se lançar com seu barco a uma tormenta, surge algum tempo depois no que parece ser o Alaska, num cenário digno do filme do Wolverine, sem deixar qualquer pista do que se passou e do que será dele. Portanto, definitivamente, a cena final de Dexter é um dos grandes e piores momentos da televisão em 2013, e que deve servir de exemplo do que não se deve fazer com uma série e com seus fãs.

10. How I Met Your Mother #8.22 – The Bro Mitzvah: A despedida de solteiro surpresa de Barney

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Essa é para quebrar a seriedade da lista, afinal, ninguém é de ferro. O episódio em que Barney (Neil Patrick Harris) oferece a Ted (Josh Radnor) sua Fortress of Barnitude, ou melhor dizendo, seu apartamento de solteiro, pode sem sombra de dúvidas ser o mais hilário de todos na oitava temporada de How I Met Your Mother, e a revelação do rosto da mãe dos filhos de Ted o momento mais importante da série, mas o evento mais marcante no ano foi o Bro Mitzvah de Barney.

Como um de seus maiores desejos para despedida de solteiro, Barney revela aos amigos que adoraria conhecer o astro de Karate Kid. Ted (Josh Radnor) e Marshall (Jason Segel) o fazem então embarcar no pior pesadelo de véspera de casamento quando o levam para um hotel de quinta categoria, contratam sua ex-namorada como stripper e chamam Ralph Macchio para participar da festa, quando, na verdade, seu Karate Kid favorito é Johnny Lawrence (William Zabka).

Mas por que um dos melhores momentos da TV? Qualquer outro fã de HIMYM poderia talvez escolher justamente o episódio final da temporada, quando a mãe finalmente aparece. Contudo, o discurso de Barney para justificar que Johnny é o verdadeiro Karate Kid do filme é absurda, hilária e, pasmem, faz até sentido. Não bastasse isso, os amigos de Barney armaram para ele, e os sucessivos fiascos havidos na sua despedida de solteiro foram, na verdade, o que de melhor e diferente eles poderiam lhe oferecer. Portanto, a meu ver, um dos melhores momentos em série de TV de 2013.

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