Os 10 Melhores Filmes de 2013

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Faltaram filmes na lista? Obviamente que sim. Estão inclusas todas as grandes e recentes estreias de 2013? É claro que não! A lista não é exaustiva, afinal, convenhamos, 2013 foi um ano bem diversificado em se tratando de sétima arte e a relação nem faz referência aos lançamentos do mês de dezembro, mas voilà uma seleção dos 10 melhores filmes do ano. Enjoy it e tenha a certeza de que são ótimas recomendações!

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Os Suspeitos

Dirigido pelo canadense Denis VilleneuvePrisoners é um thriller de drama policial como já muito tempo não se via.

Hugh Jackman e Maria Bello são Keller e Grace Dover. Eles são uma família trabalhadora de classe média que começa a história visitando os vizinhos Franklin (Terrence Howard) e Nancy Birch (Viola Davis) para o jantar de Ação de Graças. Ambas as famílias possuem dois filhos, os adolescentes Ralph Dover (Dylan Minnette) e Eliza Birch (Zoe Borde), e as pequenas Anna Dover (Erin Gerasimovich) e Joy Birch (Kyla Drew Simmons). O que deveria ser um tranquilo feriado entre famílias, no entanto, termina em tragédia quando ambas as meninas menores desaparecem sem deixar pistas.

Numa busca frenética, a polícia é acionada, e o detetive escalado para a investigação é Loki (Jake Gyllenhaal), o qual, seguindo as suspeitas da família, vai atrás de Alex Jones (Paul Dano), proprietário de um veículo recreativo misteriosamente estacionado na vizinhança antes do sumiço das pequenas. Descobre-se, porém, que Alex tem a mentalidade de uma criança de 10 anos, e durante o interrogatório, Loki não se convence da sua participação no suposto sequestro, ao contrário de Keller, que, por duas vezes, ouve do suspeito os indícios de que ele sabe o paradeiro das meninas. Não satisfeito com o trabalho do investigador, Keller decide resolver as coisas a seu modo, sequestrando o rapaz para torturá-lo até abrir a boca.

Diferentemente de O Preço de um Resgate, porém, Prisoners é um drama angustiante que tem o carisma e o charme dos personagens de Jackman e de Gyllenhaal em uma trama de mistério no melhor estilo Zodiac com um final redondo que não deixa nem um pouco a desejar. Ainda, impossível não se colocar no lugar de qualquer um dos personagens principais, no qual se tem o desespero de um pai na tentativa de trazer de volta sua filha, ao passo em que o preciso e perspicaz investigador se atém aos fatos e às evidências, as quais, no entanto, cada vez mais o afastam do caminho seguido por Keller, mas que ao mesmo tempo convergem para o mesmo ponto.

Jackman é definitivamente o grande astro do longa-metragem, transpondo para a tela todo o horror de um pai de família que tinha tudo planejado e sob controle no que dizia respeito a todo e qualquer tipo de catástrofe que pudesse se abater sobre os seus, exceto, todavia, a do desaparecimento de sua pequena e inocente filha, do que não é nem um pouco de surpreender uma eventual indicação a um Academy Award por sua inebriante performance.

De outro turno, Gyllenhaal não fica atrás como o detetive Loki, tampouco Paul Dano, que já mostrou a que veio em There Will Be Blood, e que agora é o principal suspeito e também vítima de tortura da parte do personagem de Jackman. Melissa Leo, reprisando sua capacidade de se camuflar e passar despercebida em The Fighter, faz a tia de Alex, e acaba tendo relevância para o desfecho. Sem dúvida, um dos melhores filmes do ano de 2013!

The New World

Dirigido por Hoon-jung ParkThe New World é mais uma grande surpresa do cinema sul-coreano. Com um estilo maduro, inteligente e instigante, o longa-metragem pode não ser campeão em originalidade, uma vez que evoca nuances não apenas com a produção chinesa Infernal Affairs – adaptada pelo cinema estadunidense no aclamado The Departed – mas também com o clássico de Francis Ford CoppolaThe Godfather.

O filme começa mostrando Seok Dong-chul (Kyeong-yeong Lee), o poderoso chefão de uma organização criminosa chamada Goldmoon sendo vítima do que parece a armação de um acidente que acaba matando-o. Na iminência da transição do controle do maior sindicato do crime sul-coreano, temos Ja-sung (Jung-Jae Lee), o braço direito do segundo homem no comando da organização, Jeong Cheong (Jeong-min Hwang), que disputa agora a presidência da Goldmoon com Jung-gu (Seong-Woong Park).

Não demora muito para descobrirmos que Ja-sung, na verdade, é um policial infiltrado na organização há mais de oito anos quando finalmente o vemos encontrar com Kang (Min-sik Choi), seu superior direto, e único depois do diretor-geral do departamento de polícia que sabe a seu respeito. Constantemente pressionado por seu superior e na iminência de se tornar pai, Ja-sung pretende sair do caso o quanto antes, mas Kang o alerta a esperar a votação do novo controlador da Goldmoon.

As coisas ficam complicadas quando Kang dá início à operação New World para intervir no processo de seleção do novo líder da organização criminosa, e tirar vantagem da possibilidade de controlar Goldmoon. O chefe de polícia então arma para cima de Jeong Cheong e Jung-gu, mas as coisas não saem como esperado, ao passo em que Ja-sung se vê dividido entre Jeong Cheong, que confia nele com a própria vida, e Kang, que vê nele apenas uma isca para suas escusas operações. No final, acuado por ambas as organizações (a criminosa e a policial), ele precisa tomar uma decisão de lealdade e ao mesmo tempo traição.

The New World é uma surpresa extremamente agradável, embora graficamente de extrema violência. Ainda que não seja tão original, como já mencionado, tem boas qualidades e algumas particularidades próprias. O personagem principal, por exemplo, é a representação fiel do conflito que lhe abate durante toda a narrativa, e num momento clímax, quando ele é forçado a matar uma pessoa para manter a confiança de outra, vemos nitidamente que ele está no seu limite. Jeong Cheong, por sua vez, embora surja no começo quase como um alívio cômico, transforma-se inesperadamente numa mistura de Sonny Corleone e Tony Montana, chegando ainda a ponto de humilhar Beatrix Kiddo em Kill Bill. O desenrolar da narrativa é surpreendente e conducente a um final imprevisível e digno de The Godfather, portanto, de muito bom gosto.

Elysium

O cineasta sul-africano Neill Blomkamp repete sua investida na ficção científica tal como o bem sucedido Distrito 9 para uma nova crítica ao sistema político e social numa sociedade do futuro adaptada para o ano de 2154. Diferentemente do filme anterior, porém, em que a temática fazia alusão ao apartheid e uma raça de criaturas extraterrestres inesperadamente presa na Terra, Elysium é mais eficiente ao propor abertamente a separação da raça humana entre os ricos detentores da tecnologia e habilitados a viver no pleno conforto de uma estação especial na órbita da Terra e as massas pobres desprovidas de recursos e condenadas à marginalização em um planeta em ruínas enquanto explorados pelo capitalismo industrial.

Com um sistema de segurança pública de drones para conter a população, solução essa anteriormente apresentada porEdward Neumeier e Michael Miner no brilhante Robocop, de Paul Verhoeven, a trama aborda a desigualdade social no seu máximo, mostrando a população da Terra sem acesso à tecnologia de cura para doenças, o que se torna o ponto nodal para o desenvolvimento da história principal, e ruptura total do conformismo.

Max (Matt Damon) é um ex-criminoso que em liberdade condicional procura agora trabalhar honestamente numa indústria comandada pelo empresário John Carslyle (William Fichtner), detentor do monopólio para a fabricação dos drones responsáveis pela segurança de Elysium. Constantemente abordado por seu passado criminoso, Max tenta levar a vida como pode, ao passo em que vemos flashbacks dele criança, quando lhe foi incutida a ideia de que seria muito especial no futuro. E quando as coisas parecem melhorar na sua vida após reencontrar o amor de sua vida, Frey (Alice Braga), ele é vítima de um acidente na fábrica. Afastado, e com poucos dias de vida, ele pede ajuda de seu melhor amigo, Julio (Diego Luna), e vai ao encontro de Spider (Wagner Moura) a fim de ir até Elysium, onde poderá se curar.

Spider, por sua vez, é o hacker que controla o submundo e a tecnologia. Ele é apresentado como um líder guerrilheiro que envia clandestinamente naves carregadas de passageiros para Elysium a cada abertura do espaço aéreo. Com um passado com Max, em princípio Spider se recusa a ajudá-lo, mas ao descobrir que o rapaz está fadado a morrer em poucos dias, decide lhe dar a missão que espera colocar em prática há algum tempo, e que consiste em instalar no personagem um exoesqueleto robótico com a capacidade de aumentar sua força física, bem como um mecanismo em seu cérebro capaz de roubar as informações de algum habitante de Elysium na Terra, com fins de acessar dados diversos. Max concorda, e decide que a pessoa a ser abordada será John Carslyle.

Paralelamente, a secretária de defesa de Elysium, Delacourt (Jodie Foster), implacável no que diz respeito a proteger a estação-cidade de imigrantes indesejáveis, entra em conflito com o Presidente Patel (Faran Tahir) por conta de suas convicções, e decide, com a ajuda de Carslyle, dar início a um golpe de Estado com fins de instalar uma ditadura a partir do reboot de Elysium. Carslyle então salva em seu cérebro, no melhor estilo cyberpunk de Johnny Mnemonic, todos os dados do protocolo para a reinicialização da estação, mas quando abordado pela gangue de Spider e tem seus dados «roubados» por Max antes de acabar morto, aí que os problemas começam.

Delacourt, que não pretende se dar por vencida, aciona um mercenário na Terra que trabalha sob seu comando, o cruel Kruger (Sharlto Copley), que tanto quanto Carslyle, é caricato, mas necessário. Ele é enviado para ir atrás de Max para a recuperação das informações roubadas, ao passo em que acaba descobrindo e raptando o interesse amoroso do herói, Frey, cuja filha Matilda (Emma Tremblay) está em fase terminal de leucemia, e precisa correr contra o tempo em busca de uma forma de enviá-la para Elysium a fim de obter a cura.

Original, porém incompreendido e criticado por supostas incoerências, o filme é um manifesto com nuances em premissas outrora abordadas por grandes autores do gênero ficção-científica, como William GibsonIsaac Asimov ePhillip K. Dick, e tal como em Distrito 9, faz uma dura crítica a problemas reais e a um sistema político social efetivamente existente e que segue exatamente o curso sugerido na película, com dramaticidade e efeitos gráficos impressionantes. Como bônus, temos as excelentes interpretações e um elenco internacional que não mede esforços para uma boa caracterização de seus personagens, como do próprio Matt Damon e de Jodie Foster, bem como de Wagner Moura, Sharlto Copley e Diego Luna.

Stoker

Embora «Stoker» seja aparentemente a promessa de um filme nada interessante, a verdade é que ele surpreende, e muito. Com enredo instigante e ousado, aliado ao estilo único de Chan-wook Park, aclamado diretor sul-coreano conhecido pelos sensacionais «Old Boy» e «Lady Vengeance», que dirige aqui sua primeira película anglo-americana com roteiro, pasmem, de Wentworth Miller (astro da extinta série de TV «Prision Break») e produção de Ridley Scott, a película acaba se tornando uma jornada ao cinema fora do padrão hollywoodiano como há muito não se via.

Classificado como um filme de terror com drama familiar e psicológico, a trama gira em torno da excêntrica adolescente India Stoker (Mia Wasikowska), que após a morte do pai passa a ter como hóspede em sua casa o misterioso tio Charlie (Matthew Goode), do qual jamais ouviu falar. Este, por sua vez, ao passo em que vai mostrando gradativamente quem realmente é, também apresenta um denotado e incomum interesse pela sobrinha, além de se envolver amorosamente com a solitária e instável cunhada Evelyn (Nicole Kidman).

O desenrolar da história nos conduz a eventos surpreendentemente inesperados para um filme que começa de forma lenta e despretensiosa, e quando India finalmente descobre a verdade sobre seu tio, porquanto inquestionavelmente atraída por ele, vive o dilema sobre o que fazer a respeito, ao que somos apresentados a um desfecho sensacional e com uma grande reviravolta, tal como em todos os filmes do excelente Chan-wook Park.

Man of Steel

Para uma análise mais acurada de «Man of Steel» há o tópico específico da review do filme, mas nunca é demais falar daquilo que realmente gostamos, ainda mais quando o reboot do Superman foi a maior expectativa cinematográfica do ano aos fãs do Azulão.

Mesmo se você é fã devoto de «Superman» e «Superman II», a produção dirigida por Zach Snyder e com roteiro de David S. Goyer é uma das melhores coisas que já vistas do Homem de Aço na telona. Os méritos não são apenas da originalidade do filme, que é nitidamente inspirado sem qualquer medo em «Superman: Birthright» com uma boa amostra de Krypton, um desenrolar excelente da história de Jor-El (Russell Crowe) com Zod (Michael Shannon) que se estende junto ao seu herdeiro, e um Superman ainda indeciso sobre seu destino na forma de um errante pelo mundo que executa salvamentos anônimos, aliado ainda a excelentes efeitos especiais, como também um elenco de primeira.

E ainda que Russell Crowe e Michael Shannon carreguem o filme nos seus primeiros minutos, é exatamente quando vemos Henry Cavill, ainda que desprovido do uniforme do Superman, que temos a certeza de que o Homem de Aço finalmente encontrou um representante à altura de Christopher Reeve no que diz respeito ao personagem.

Quanto aos comentários negativos sobre o filme, especificamente no que diz respeito a algumas alterações quando ao personagem, seja no que se refere a escolha tomada frente à morte de Jonathan Kent, ou mesmo a drástica medida nos instantes finais (algo que muitos fãs do Superman já se manifestaram no sentido de não admitir), tenho que o caminho seguido por Goyer e Nolan foi acertado. Mais do que qualquer coisa, o Homem de Aço precisava ser reformulado e adaptado a uma nova realidade, a atual, e se na película ele é mostrado por vezes como desprovido de algumas certezas ou de fé absoluta no ser humano, é isso que o torna mais próximo de um herói de verdade, ainda que se trate do maior de todos, o que, presume-se, o mais perfeito. O fato, é que os flashbacks mostrados apresentam os motivos para suas escolhas, e como «defensor da verdade, da justiça e do estilo de vida», o Superman nos dias de hoje não tem espaço, a menos que tome decisões duras.

Before Midnight

Em 1995, Jesse (Ethan Hawke) e Céline (Julie Delpy) se conheceram e se apaixonaram durante uma viagem de trem para Viena no belíssimo filme «Before Sunrise», e embora não tenham conseguido se reencontrar seis meses depois como haviam combinado ao final da película, em 2004, eles cruzaram caminhos em Paris na continuação «Before Sunset», quando então acabaram finalmente juntos.

Agora, nove anos depois, e quase duas décadas do primeiro encontro dessas duas pessoas tão interessantes e especiais, eles estão casados e tem duas filhas gêmeas no terceiro filme escrito e dirigido por Richard Linklater, intitulado «Before Midnight», e mais uma vez o telespectador tem o prazer de conferir um roteiro excepcional, e as interpretações estupendas de Hawke e Delpy.

Diferentemente dos dois primeiros filmes da trilogia, no entanto, no qual a audiência tem o casal de protagonistas passando uma jornada inteira da história falando de assuntos que vão desde religião, política e amor, agora Jesse e Céline vivem a fase mais difícil de suas vidas, aquela em que eles definem se a relação é tão firme quanto julgam.

O longa desta vez se passa na Grécia, e começa com a despedida de Jesse e do filho do primeiro casamento, Hank (Seamus Davey-Fitzpatrick), no aeroporto. Ele então menciona a Céline o quanto gostaria de estar mais próximo do filho, e a hipótese de uma mudança para os Estados Unidos dá início a uma grande discussão final, alimentada ainda por reflexões decorrentes de uma fantástica conversa à mesa com alguns amigos locais acerca de sexo e amor verdadeiro, bem como as concessões que cada um deve fazer de tempos em tempos numa relação, o que parece não ser mais aceitável para Céline.

O filme é tão bom quanto seus predecessores, e os diálogos são muito mais apurados e densos, afinal, Jesse e Céline não são mais um casal que simplesmente flerta o filme todo, mas que vive uma relação de quase 10 anos. E contrariamente aos dois longas anteriores, nos deparamos ainda com um Jesse um pouco mais cínico e arrogante e uma Céline mais difícil e intransigente, mas com o esforço de ambas as partes e um pouco de concessão da parte de cada um, não é difícil enxergar o potencial de ambos, e se deleitar com o quanto ainda podemos nos identificar com esses personagens tão apaixonantes ao longo desses quase 20 anos de história.

World War Z

Ao finalmente assistir a World War Z, depois de tanto hesitar por conta das críticas arrasadoras em relação ao filme, mal pude acreditar o quanto a película foi injustiçada. Seria o fato de Brad Pitt não ser suficientemente convincente no papel de um personagem em constante perigo? Seria o excesso de clichês? Seria a ausência de violência gráfica? Ou seria a falta de moderação no uso de CGI?

O filme começa mostrando a rotina da família Lane. Gerry (Brad Pitt) é o marido de Karin (Mireille Enos) e pai dedicado de Rachel (Abigail Hargrove) e Constante (Sterling Jerins). Numa bela manhã, eles se veem em meio a uma pandemia que transforma a maior parte da população do mundo em zumbis. Funcionário da UN, Gerry logo percebe a velocidade da transformação a cada mordida em meio ao caos instaurado em NY, e os primeiros 20-30 minutos de filme são simplesmente eletrizantes, quando ele precisa a todo custo salvar sua família de uma leva de transformados que varre a cidade em pouquíssimos instantes.

Com a família em segurança por conta de um contato no alto escalão (Fana Mokoena), ele é então compelido a fazer parte de um grupo que precisa se deslocar para a Coréia do Sul, onde teve início o alastramento da doença, na tentativa de descobrir sua natureza, e eventualmente uma cura através do paciente zero. Lá, ele encontra uma equipe de militares sobreviventes, e um ex-agente da CIA (David Morse), agora enlouquecido, e que dá a pista para que ele siga para Jerusalem, onde pode encontrar respostas.

Com diversos contratempos por conta dos zumbis, Gerry chega a Israel, onde encontra o diretor do Mossad (Ludi Boeken), e sem qualquer informação valiosa, após um ataque de zumbis que conseguem escalar um muro gigantesco e invadir uma zona de segurança máxima, ele descobre em meio a multidão, que algumas pessoas são imunes aos ataques, porquanto praticamente ignoradas pelos infectados, ao que ele chega à conclusão de que não precisa de uma cura, mas de uma vacina para camuflar os não infectados. Escoltado por Segen (Daniella Kertesz), única sobrevivente de sua equipe, Gerry chega às instalações W.H.O., em Walles, onde, mais uma vez, precisa enfrentar os transformados e, com a ajuda dos cientistas interpretados por Pierfrancesco Favino e Peter Capaldi, descobre a vacina que vai salvar o que sobrou da humanidade.

O filme é ação do começo ao fim, e é lamentável que não tenha sido muito bem recepcionado pelo público em geral, provavelmente pela ausência de violência gráfica ou gore inerente a todo e qualquer filme de terror que se preze, especificamente o de zumbis, já que os transformados precisam morder suas vítimas para infectá-las. O fato, é que os danados dos zumbis em WWZ são extremamente rápidos, o que propositadamente impede a representação gráfica do horror deixado para trás nas suas vítimas, tornando a película original nesse quesito, bem como «assistível» em família. Mas vale a pena conferir e tirar suas próprias conclusões!

Velozes e Furiosos 6

Digam o que quiser da franquia «Velozes e furiosos 6», mas uma coisa não dá pra negar: os filmes da cinessérie são divertidos! Lógico, não se deve esperar ver um filme cabeça ao assistir a saga de Dominic Toretto (Vin Diesel) e Brian O’Conner (Paul Walker), mas, enfim, pode ter a certeza de que ao menos vai dar boas risadas.

Dando sequência ao filme anterior, todos os personagens da franquia agora estão mundo afora aproveitando a fortuna do grande roubo no Rio, quando então são reunidos por Toretto quando este descobre que Letty (Michelle Rodriguez) não apenas está viva, como está trabalhando numa perigosa quadrilha liderada por Shaw (Luke Evans). Com a ajuda de Hobbs (Dwayne Johnson), o grupo consegue rastrear a gangue e muita coisa acontece.

Por óbvio que o filme é repleto de clichês, exageros e cenas desnecessárias, mas convenhamos, é um filme pipoca, para se assistir quando definitivamente não se está com a mínima vontade de usar a cachola para entender uma boa trama de mistério ou ação. Enfim, fica como recomendação, mas a dica é assistir os dois últimos para poder entender a trama da Letty e a relação com Hobbs.

Roche Papier Ciseaux

«Roche papier ciseaux» é uma produção quebecoise escrita e dirigida por Yan Lanouette Turgeon, que não deixa nem um pouco a desejar.

Com estilo «tarantinesco», mas um pouco lento e enrolado, o filme conta a história de três homens, os quais gradativamente vão tendo suas histórias contadas em separado para ao final convergirem num objetivo único: eliminar um perigoso membro da máfia chinesa em Montréal.

Boucane (Samian) é um jovem que acabou de sair da prisão e decide começar vida nova na metrópole. Durante sua viagem pelo norte, encontre com Normand (Roger Léger), um bandido decadente que transporta uma importante mercadoria para Montréal. Os dois seguem viagem juntos, mas curioso, Boucane acaba descobrindo o conteúdo da carga: um ameríndio que deveria ser levado para a mesa de cirurgia para transplante de coração para um importante membro da máfia chinesa. O ameríndio escapa, e Normand decide levar Boucane como substituto.

Lorenzo (Remo Girone) é um imigrante italiano que trabalha como catador de papel e faz constantes apostas de loteria com o objetivo de conseguir dinheiro para levar a esposa inválida para a Itália. Abordado pelo mafioso Muffin (Frédéric Chau) ele decide participar de uma horrível roleta da morte, e embora acabe ganhando, decide não mais participar. Quando descobre a terrível tragédia por conta de um coma de três dias, e que Muffin não o deixará sair ileso do pesadelo, ele acaba virando o jogo.

Vincent (Roy Dupuis) é um médico com a licença cassada, e que para sobreviver faz serviços sujos para a máfia chinesa. Decidido a cair fora, ele é compelido a continuar, mas circunstâncias que envolvem Boucane e Lorenzo fazem com que ele e os outros dois personagens principais da trama tenham seus destinos mudados.

O filme é muito bom, e embora lento no que se refere ao desenvolvimento tanto das três histórias quanto da trama principal, tem um resultado impressionante.

Kick-Ass 2

Inspirado nos quadrinhos de Mark Millar e John Romita Jr, «Kick-Ass 2», dirigido por Jeff Wadlow, dá continuidade ao filme de Matthew Vaughn, e mostra a rotina de Dave Lizewski (Aaron Taylor-Johnson) e Mindy Macready (Chloë Grace Moretz) depois dos eventos sucedidos da primeira película, bem como a volta de Chris D’Amico (Christopher Mintz-Plasse), o vilão Red Mist, agora Motherfucker, que reúne um exército de super-vilões e pretende se vingar de Kick-Ass pela morte de seu pai.

A trama começa mostrando Dave e Mindy tentando se reintegrar às suas vidas depois de derrubarem o bandido Frank D’Amico (Mark Strong), e enquanto o alter ego de Kick-Ass escolhe deixar a vida de super-herói de lado, Mindy segue à risca os ensinamentos de Big Daddy (Nicolas Cage), e continua com seus treinos pesados para combater a criminalidade.

Quando Dave percebe como sua vida está monótona, retornando exatamente ao status quo ante do primeiro filme, e o quanto o Kick-Ass inspirou várias outras pessoas que se tornaram super-heróis e que saem às ruas para também combater o crime, ele decide voltar à ativa com a ajuda de Hit Girl, mas antes mesmo que possam dar notoriedade à parceria o detetive Marcus (Morris Chestnut), agora tutor de Mindy, proíbe terminantemente a garota de continuar com sua vida dupla.

Sozinho, o super-herói celebridade Kick-Ass encontra outro parceiro para suas patrulhas, o Dr Gravity (Donald Faison), e enquanto este o integra ao Justice Forever, um grupo de justiceiros mascarados liderados pelo Coronel Stars and Stripes (Jim Carrey), Mindy enfrenta outros super-problemas no colégio que dizem respeito a aceitação e popularidade, e descobre que vilões existem nos lugares mais inusitados.

Nesse meio tempo, decidido a se vingar de Kick-Ass, Red Mist, que agora atende pelo nome Motherfucker, reúne criminosos de toda a espécie para montar seu próprio time de super-vilões, entre eles Black Death (Daniel Kaluuya) e Mother Russia (Olga Kurkulina).

As coisas ficam complicadas quando Motherfucker descobre o local de encontro dos membros do grupo do Coronel Stripes, e dá início ao seu plano de retaliação contra Kick-Ass prejudicando uma a uma das pessoas próximas a ele ao descobrir sua identidade, forçando Mindy a reassumir o manto de Hit Girl para defender o amigo num verdadeiro espetáculo de pancadaria ao final.

Embora muitos entusiastas das aventuras de Kick-Ass tenham reclamado que o filme é muito mais focado na Hit Girl, acredito, ao contrário, que há um bom balanço na narrativa.

No decorrer do filme, somos introduzidos a uma nova fase para o personagem título. Ele evoluiu em contrapartida à primeira aventura e, mais do que nunca, tal como a própria Mindy lhe diz, tornou-se um herói de verdade sem ser um bad-ass. Por outro lado, Hit Girl estava lá na primeira história, e o ajudou a ser o que ele é agora, de modo que explorar a peleja da garota e a sua integração à uma vida normal era mais do necessária e óbvia, seja para fortalecer laços entre os dois, como para trazê-la de volta ao campo de combate, lembrando que ambos acabam precisando da ajuda e do incentivo um do outro em determinados momentos.

O filme é muito bem feito, tão bom quanto seu predecessor, realista, e sádico, e porquanto também explora o universo criado por Millar na spin off de Hit Girl, que se passa entre «Kick-Ass» e «Kick-Ass 2», acaba lamentavelmente tendo sua trama principal desenvolvida rápida demais, com muitas mudanças, omissões e pouco tempo em cena dos personagens de Jim Carrey e John Leguizamo, mas que nem por isso deixa de ser deleitável aos fãs da série, que agora aguardam ansiosos um terceiro filme.

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