Filmes do mês de setembro

Dogville Photo:  Framegrab

Dogville

Conceitual, o filme «Dogville», que por tantos anos desprezei por receio, acabou me surpreendendo de uma forma imensamente positiva.

Dirigido por Lars von Trier, a película conta a história de uma pequena cidade nas montanhas rochosas do Colorado chamada Dogville, composta por quinze habitantes. Narrado por John Hurt, o filme começa sob o ponto de vista de Tom Edison (Paul Bettany), aspirante a escritor que vive a postergar seu trabalho para tentar manter os cidadãos de Dogville unidos. É nítida sua intenção de eventualmente suceder seu pai, Tom Edison Sr. (Philip Baker Hall), como um líder pela moral e bons costumes.

A tranquilidade da cidade muda quando, certa noite, em suas andanças noturnas, Tom escuta tiros, e mais tarde encontra Grace (Nicole Kidman), aparentemente fugitiva de gangsters que passam pela cidade logo em seguida à sua procura. Tom a ajuda e a esconde de todos até se reunir com os habitantes de Dogville para anunciar a descoberta e convencê-los de deixá-la ficar. As pessoas temem a ideia, mas com muito empenho, Tom consegue persuadi-los a mantê-la por duas semanas, período esse que ele sugere a Grace tentar de todas as formas possíveis conquistar a confiança e a amizade de todos a fim de que possa ficar definitivamente.

Assim, na tentativa de ser útil e agradar, Grace oferece sua ajuda a cada um dos moradores de Dogville, mas todos informam não necessitar de coisa alguma, até que com a interseção de Tom, algumas pessoas começam a aceitá-la para as tarefas tidas como desnecessárias, e gradativamente, ela passa a ajudar a todos em vários afazeres, como fazer companhia a Jack McKay (Ben Gazzara), um senhor cego que não admite ser cego, e cuidar dos sete filhos de Vera (Patricia Clarkson) e Chuck (Stellan Skarsgård).

As coisas ficam complicadas quando os moradores descobrem que Grace é foragida da polícia, e Tom sugere que, para mantê-la na cidade, considerando o risco que representa para todos, ela coopere mais por menos. Aos poucos, as pessoas começam a se tornar abusivas, os homens passam a assediá-la sexualmente, e as mulheres a exigir mais serviços. Num determinado momento, depois de se tornar vítima de uma violência física, Grace decide ir embora com a ajuda de Tom e de Ben (Zeljko Ivanek), mas as coisas não acabam dando certo no momento da fuga. Ela é então levada de volta para a cidade, onde é acorrentada e aprisionada, até que Tom, acreditando amá-la, mas jamais capaz de possuí-la que não pela violência, decide entregá-la ao chefão dos gangsters (James Caan), para ao final sermos surpreendidos com um grande dilema e uma reviravolta impressionante.

Além da excelente história, que enseja muita reflexão, o grande atrativo do filme é seu corajoso e inovador formato totalmente desprovido de cenários. Ou seja, a cidade é constituída apenas de marcadores, o que faz o telespectador se prender à narrativa de uma forma bem impressionante. Vale registrar que apesar de estranho no começo, a experiência acaba sendo deleitável. Recomendo!

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Iron Man 3

O filme pode ser a quinta maior bilheteria da história do cinema mundial, de acordo com Box Office Mojo, mas «Iron Man 3» decepciona, e muito! Só não fico mais frustrada porque tá aí uma das poucas adaptações dos quadrinhos que eu felizmente não tive o desprazer de pagar para ver!

O pior de tudo, é que a película tem potencial, e apesar dos esforços de Robert Downey Jr. e de Guy Pearce, não tem jeito. A franquia está fadada a deixar de realmente existir, mesmo porque o final deixa poucas pistas de como o Homem de Ferro irá voltar, bem como de que forma se dará sua aparição na continuação de «The Avengers», com previsão de estreia para 2015. Aliás, falando no Homem de Ferro propriamente dito, muito pouco se viu do super-herói, e ao contrário dos defensores fervorosos da franquia, ouso arriscar que isso não tem nada a ver com a história querer explorar mais o homem por trás da armadura. Provavelmente uma exigência ou extravagância do ator para aparecer mais em cena, tal como ocorreu anos antes com Tobey Maguire em «Spider-Man 2» e «Spider-Man 3», ou então artifício para justificar seu pomposo cachê, que ainda assim não deve ter chegado aos $50 milhões de dólares que o ator faturou com «The Avengers», tratando-se o filme solo de uma produção mais modesta, o fato é que Tony Stark como James Bond ou Jason Bourne não funciona!

Verdade seja dita: «Iron Man 3» honra seu predecessor, «Iron Man 2», e não passa de uma bela porcaria comercial. Digo isso de boca cheia, pois por mais que eu considere Downey Jr. um excelente ator (e, diferentemente de muitos posers por aí, acompanho sua carreira em tempo real desde os saudosos tempos de «Tuff Turf», «Less Than Zero», «Chances Are» e «Heart and Souls»), e que o personagem Tony Stark tem real carisma, o enredo dos dois últimos filmes da cinessérie são fracos, para não dizer ridículos. Portanto, do meu ponto de vista, se realmente houver novos filmes do herói, com ou sem Downey Jr., que ainda não assinou contrato, o fato é que as produções futuras terão que se esforçar, e muito, para contar uma boa história.

Para exemplificar algumas atrocidades que tornam «Iron Man 3» uma vergonhosa decepção, basta selecionar apenas três, que já não são pouca coisa: (i) a mistura do vilão Mandarim (Ben Kingsley, um verdadeiro desapontamento no longa) com o cientista criador do vírus Extremis, Aldrich Killian (Guy Pearce); (ii) a insistência em manter o coronel Rodhes (Don Cheadle) no longa, que mais uma vez faz feio, de modo que poderia ser ao menos poupado de tamanha vergonha com apenas uma ponta; (iii) Gwyneth Paltrow, e ainda que ela seja um erro desde o primeiro filme, aqui só fica pior quando ela não apenas ganha poderes como ainda salva o herói no final numa cena pra lá de «WTF?».

Enfim, apenas e unicamente se você é fã devoto de Downey Jr. assista ao filme, porque nesse você só vai vê-lo com a máscara por míseros cinco minutos, mas não crie expectativas de uma boa história dentro das longas duas horas e trinta e cinco minutos de duração de filme. Então fica a dica para o resgate de filmes como «Chaplin», «Only You», «Wonder Boys», «Kiss Kiss Bang Bang», «A Scanner Darkly», «Zodiac» e «Charlie Bartlett», onde o melhor de Downey Jr. ainda pode ser conferido. «Iron Man 3»: Não recomendo!!!

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World War Z

Ao finalmente assistir a World War Z, depois de tanto hesitar por conta das críticas arrasadoras em relação ao filme, mal pude acreditar o quanto a película foi injustiçada. Seria o fato de Brad Pitt não ser suficientemente convincente no papel de um personagem em constante perigo? Seria o excesso de clichês? Seria a ausência de violência gráfica? Ou seria a falta de moderação no uso de CGI?

O filme começa mostrando a rotina da família Lane. Gerry (Brad Pitt) é o marido de Karin (Mireille Enos) e pai dedicado de Rachel (Abigail Hargrove) e Constante (Sterling Jerins). Numa bela manhã, eles se veem em meio a uma pandemia que transforma a maior parte da população do mundo em zumbis. Funcionário da UN, Gerry logo percebe a velocidade da transformação a cada mordida em meio ao caos instaurado em NY, e os primeiros 20-30 minutos de filme são simplesmente eletrizantes, quando ele precisa a todo custo salvar sua família de uma leva de transformados que varre a cidade em pouquíssimos instantes.

Com a família em segurança por conta de um contato no alto escalão (Fana Mokoena), ele é então compelido a fazer parte de um grupo que precisa se deslocar para a Coréia do Sul, onde teve início o alastramento da doença, na tentativa de descobrir sua natureza, e eventualmente uma cura através do paciente zero. Lá, ele encontra uma equipe de militares sobreviventes, e um ex-agente da CIA (David Morse), agora enlouquecido, e que dá a pista para que ele siga para Jerusalem, onde pode encontrar respostas.

Com diversos contratempos por conta dos zumbis, Gerry chega a Israel, onde encontra o diretor do Mossad (Ludi Boeken), e sem qualquer informação valiosa, após um ataque de zumbis que conseguem escalar um muro gigantesco e invadir uma zona de segurança máxima, ele descobre em meio a multidão, que algumas pessoas são imunes aos ataques, porquanto praticamente ignoradas pelos infectados, ao que ele chega à conclusão de que não precisa de uma cura, mas de uma vacina para camuflar os não infectados. Escoltado por Segen (Daniella Kertesz), única sobrevivente de sua equipe, Gerry chega às instalações W.H.O., em Walles, onde, mais uma vez, precisa enfrentar os transformados e, com a ajuda dos cientistas interpretados por Pierfrancesco Favino e Peter Capaldi, descobre a vacina que vai salvar o que sobrou da humanidade.

O filme é ação do começo ao fim, e é lamentável que não tenha sido muito bem recepcionado pelo público em geral, provavelmente pela ausência de violência gráfica ou gore inerente a todo e qualquer filme de terror que se preze, especificamente o de zumbis, já que os transformados precisam morder suas vítimas para infectá-las. O fato, é que os danados dos zumbis em WWZ são extremamente rápidos, o que propositadamente impede a representação gráfica do horror deixado para trás nas suas vítimas, tornando a película original nesse quesito, bem como «assistível» em família. Mas vale a pena conferir e tirar suas próprias conclusões! Recomendo! 

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Shaun of the Dead

Quando o tema apocalipse zumbi não estava tão em voga como agora, embora já tivéssemos por ai a franquia de «Resident Evil», eis que «Shaun of the Dead» é redescoberto como uma joia rara do bom humor inglês acrescido de uma boa dose de gore.

Concebido como uma versão bem humorada de «Dawn of the Dead», do qual inclusive empresta em parte o título, e com roteiro de Simon Pegg, que protagoniza a história como o personagem Shaun, ator este mais conhecido, porém, como o intérprete do engenheiro Scotty na nova franquia de «Star Trek», o filme é garantia de boa diversão.

A história começa com Shaun, e sua vida medíocre. Ele é um vendedor sem qualquer perspectiva de crescimento profissional, mora com dois outros losers, o video gamer Ed (Nick Frost) e o rabugento Pete (Peter Serafinowicz), e acaba de levar um fora da namorada Liz (Kate Ashfield). Quando o que parecia ser o dia no qual Shaun ficaria enterrado em casa amargurando o rompimento do namoro, ele e Ed descobrem que a cidade e o mundo estão infestados por zumbis. Felizmente, para o telespectador, e para os personagens, os mortos-vivos são tão lentos que o moribundo Shaun acaba se tornando o grande herói da história.

Embora alertados pelas autoridades a ficar em casa, com a ajuda de Ed, Shaun decide resgatar Liz, bem como sua mãe (Nicola Cunningham) e o padrasto prestes a se tornar zumbi após uma mordida (Bill Nighy), levando ainda de brinde os amigos da ex-namorada, David (Dylan Moran) e Dianne (Lucy Davis), e decide acomodá-los no bar local. Mas numa tentativa de despistar os mortos-vivos, Shaun acaba trazendo-os todos para o local, e os cinco ficam cercados enquanto brigas e discussões acabam culminando uma sucessão de erros e tragédias tão toscas, que acabam arrancando mais risos do que horror.

A concepção do filme em geral é muito boa, e se temos como referência a filme com zumbis George Romero ou Danny Boyle, quando se trata de levar a coisa mais para o tom de comédia, Simon Pegg se supera aqui, seja no enredo por ele próprio escrito, seja por conta do seu desempenho como personagem título, fazendo melhor e talvez mais bonito que o recente «Zombieland», ainda que o personagem Tallahassee de Woody Harrelson seja ainda a melhor versão Mad Max pós-apocalipse zumbi. Recomendo!

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Man of Tai Chi

O longa Man of Tai Chi marca a estreia de Keanu Reeves na direção, e o eterno astro da trilogia Matrix, não faz por menos.

O longa conta a história de Chen Lin-Hu (Tiger Hu Chen), único herdeiro de uma arte marcial milenar denominada Tai Chi. Somos então introduzidos à sua rotina diária de treinos no templo do mestre Yang (Yu Hai), seu trabalho como entregador, seus flertes com Qingsha (Qing Ye) e sua tentativa de sempre agradar os pais com o pouco que tem. Mas ele também usa seus treinos para participar de campeonatos em Beijing, quando então chama a atenção de Donaka Mark (Keanu Reeves), responsável por um lucrativo clube de luta no submundo de Hong Kong.

Depois de perder seu principal competidor, Donaka recruta Chen Lin-Hu, o qual, acreditando tratar-se a abordagem de uma proposta para trabalhar como segurança particular, engajado nos princípios que lhe foram ensinados por seu mestre, acaba recusando. Mas quando uma medida do governo coloca o templo onde treina em perigo, Chen Lin-Hu acaba cedendo, e procura Donaka, dando início ao que parece ser a simples tarefa de derrubar alguns oponentes de diversos estilos numa arena particular. As coisas ficam complicadas quando a policial que já investigava Donaka, Sun Jingshi (Karen Mok), mesmo afastada do caso, continua a investigá-lo e tenta abordar Chen Lin-Hu, o qual já começa a tomar gosto pelas vitórias e pelo dinheiro ganho com o qual ajuda a manter o templo de seu mestre.

E quando Chen Lin-Hu já deu as costas para os princípios mais importantes da arte marcial que lhe foi ensinada, corrompendo-se completamente, é que ele descobre em que realmente consiste o negócio de Donaka, mas já é tarde demais.

O filme é uma coprodução chinesa com roteiro de Michael G. Cooney, que em muito nos remonta à cinematografia antes vista em filmes como The Shaolin Temple, que lançou Jet Li ao estrelado, ou mesmo o premiado Crouching Tiger, Hidden Dragon. Mas não é difícil também notar similitude com a cinessérie dos irmãos Andy e Lana Wachowski que consagrou Reeves como uma das personalidades públicas mais adoradas no mundo asiático.

A película ainda reforça a parceria de Keanu com o ex-dublê Tiger Hu Chen, que interpreta o protagonista, e com o qual trabalhou em The Matrix Reloaded e The Matrix Revolutions, além de trazer grandes nomes do cinema chinês, como Simon Yam e Karen Mok. Excelente ator, Reeves passa agora por terreno desconhecido, mas se mostra diretor igualmente excepcional, fazendo ressurgir o cinema fantástico asiático com belíssimas cenas de luta, princípios morais e amorais e a busca pela identidade própria em meio a um mundo mesquinho. Recomendo!

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Pushing Tin

Mike Newell é o homem por trás da direção de filmes como «Four Weddings and a Funeral» e «Donnie Brasco», além de «Mona Lisa Smile» e «Harry Potter and the Goblet of Fire», portanto, cineasta capaz de transitar em diversos gêneros, sem medo de fazer feio. Em «Pushing Tin», não poderia ser por menos. O filme é interessante, o elenco é excepcional, a história é bacana, mas ainda assim não chega a ser uma obra prima, mas garantia de um pouco de diversão que, convenhamos, poderia ter menos duração, poupando o telespectador de enrolação.

A película conta a história de Nick Falzone (John Cusack), um controlador de voo determinado e pretensioso que vive aos trancos e barrancos com a esposa, Connie (Cate Blanchett), mas que apesar de algumas escorregadas, mantém a imagem de bom homem de família. Ele é o grande astro na controladoria de voo na Tracon, em NY, até que Russell Bell (Billy Bob Thornton) entra em cena. Ele é um colega transferido que, apesar de sua reputação de imprudente, é detentor de um recorde de pura perfeição de controle de tráfico aéreo, o que acaba dividindo a atenção com Nick.

As coisas ficam complicadas quando Nick tenta se aproximar de Russell, mas este, sempre reservado e com ar de prepotente, mantém distância de todos, e quando a competição entre ambos chega a um nível absurdo, Nick acaba na cama com a esposa do rival, Mary (Angelina Jolie), o que faz com que Russell o ameace de pagar na mesma moeda, de modo a começar a cercar e a seduzir Connie, para desespero de Nick.

O filme é bom e divertido, embora um pouco surreal em determinados momentos, mas o elenco é de primeira, e se esforça para garantir ao menos um bom divertimento. Recomendo, mas com ressalva: não espere demais!

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Lockout

Com roteiro de Luc Besson, Lockout tem uma boa ideia, e até se esforça para ser um longa-metragem de ação, mas com orçamento precário, acaba se tornando um misto de comédia e sci-fi que deixa um pouco a desejar.

Guy Pearce é Snow, um homem equivocadamente condenado após ser capturado sob a suspeita de espionagem. Com conhecido nos bastidores do poder (Lennie James), ele consegue um acordo de liberdade provisória para resgatar a filha do Presidente dos Estados Unidos, Emile Warnock (Maggie Grace), que é mantida como refém em um presídio espacial que foi tomado por uma rebelião liderada pelo perigoso Alex (Vincent Regan).

Mas Snow tem outros planos. Ele precisa encontrar Mace (Tim Plester), que foi enviado para lá após uma confusão numa estação rodoviária, e que é a pessoa que pegou a maleta que lhe foi entregue instantes antes de sua prisão, e a única evidência que pode provar sua inocência quando voltar à Terra.

Cercados por maníacos e assassinos psicopatas, Snow e Emile precisam sobreviver na complexa estrutura espacial num verdadeiro jogo de gato e rato, onde o final é repleto de heróis e vilões improváveis.

O filme tem potencial, a história é muito boa, e convenhamos, com roteiro de Luc Besson, responsável por tantos trabalhos bem sucedidos, como Subway, Nikita, Léon: The Professional, Unleashed e também por já ter colocado Maggie Grace em outras enrascadas com Taken e Taken 2, podemos esperar, no mínimo, uma boa diversão.

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X: Night of Vengeance

«X: Night of Vengeance» é uma produção australiana que traz Viva Bianca, uma das personagens mais controversas das duas primeiras temporadas de «Spartacus: Blood and Sand», na pele de Holly Rowe, uma prostituta de luxo que está a um passo de sua aposentadoria. Com viagem marcada para Paris, ela tem um último trabalho.

Após visitar o namorado, o policial Bennett (Stephen Phillips), que não sabe dos seus planos de sair do país, Holly vai atrás de sua sócia, a qual não consegue contatar, ao que aborda a novata Shay (Hanna Mangan Lawrence) para um serviço duplo com um cliente.

As duas estão no quarto do hotel, e quando o cliente recebe uma visita inesperada, manda-as para o outro cômodo, ao que são surpreendidas com um assassinato. Percebida a presença das prostitutas, o assassino (Peter Docker) descobre a identidade de Holly no registro de ligações, e sai à sua procura, forçando-a a ajudá-lo a encontrar Shay, que faz amizade com um simpático taxista (Eamon Farren), ao qual revela seu conturbado passado.

O filme é torto. Não sabe a que veio, e nem para onde vai. A história é surreal, e repleta de situações absurdas. É a história de uma velha prostituta que tem a chance de sair da vida que leva, embora sequer seja revelado do que ela vai viver na França (algum palpite?) e de uma jovem prostituta que sequer explica o motivo pelo qual fugiu de casa, quando ao menos poderia então ser cogitada a hipótese de que sofria abuso do padrasto. Mas nem isso. O envolvimento do namorado de Holly com o assassino é cômica demais para ser considerada coincidência, e o final, tão absurdo quanto todo o resto do longa, deixa muito a desejar, sendo que a única coisa que se salva na película é a interpretação de Viva Bianca, atriz convincente, porém perdida numa produção de pior categoria. Não recomendo!

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