Ícone do dia : Marilyn Monroe

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Inaugurando o que pretendo aqui como um espaço reservado para os ícones do cinema, da música, da literatura, das artes em geral, começo com ninguém mais, ninguém menos do que Marilyn Monroe, afinal, passados mais de 50 anos da sua morte, o mito, a musa, a inspiração para muitos, é ainda hoje considerada o símbolo máximo da sensualidade.

Tudo o que se possa saber a seu respeito pode ser fartamente encontrado na world wide web, mas que tal algumas curiosidades sobre a estrela que merecem atenção especial, e que não digam respeito unicamente ao seu caso com JFK ou suas medidas?

Marilyn nasceu Norma Jeane Mortenson, e não Norma Jean Baker como muitos pensam. Ela eventualmente mudou o nome para Norma Jeane Baker, e certa vez declarou que nunca gostou do nome Marilyn, o qual passou a adotar em 1946 por ser considerado o mais elegante na época, mas quando se viu arrependida já era tarde demais. Ela o registrou em 1956.

Aos 16 anos, Marilyn se casou com James Dougherty, na época com 21 anos, para que não fosse enviada a um orfanato ou a um lar temporário. Quatro anos depois, eles se divorciaram.

Embora taxada como não muito inteligente, havendo inclusive rumores de que na primeira vez em que deu um autógrafo pediu ajuda a alguém para soletrar seu próprio nome artístico, Marilyn frequentou aulas noturnas em literatura e arte na Universidade da California, em 1951, e possuía um acervo de mais de 400 livros de artes, filosofia, poesia e romances, sendo ainda descrita por amigos e conhecidos como uma leitora voraz, além de muito culta. Apaixonada por arte, seus artistas favoritos eram Goya, Picasso e El Greco.

Existem divergências se Marilyn efetivamente posou para a 1ª edição da revista Playboy, em 1953. Há quem diga que Hugh Hefner mandou publicar fotografias nuas suas feitas para um calendário em 1949, sem sua autorização. Mas há a versão de que ela realmente fez o ensaio fotográfico por $500. O fato é que ser a primeira mulher a sair nua na capa de uma revista masculina lhe conferiu notoriedade e o carinho de Hefner, que já tem reservada sua sepultura ao lado do túmulo da estrela.

Zelda Zonk. Zelda é apelido para o nome feminino Griselda, que derivado do dialeto alemão significa «batalha negra». E era sob o pseudônimo de Zelda Zonk que Marilyn se hospedava anonimamente em vários hóteis durante suas viagens.

Marilyn talvez seja hoje considerada a estrela de cinema mais mal paga da história. Seu primeiro contrato com a Fox em 1945, era de $75 por semana. Pelos filmes «River of No Return», «There’s No Business Like Show Business» e «The Seven Year Itch», recebeu um salário de $1500 por semana. Por «Something’s Got to Give», seu último e inacabado filme, receberia $100,000, o que comparado a Elizabeth Taylor pelo filme «Cleopatra», na mesma época, pelo qual recebeu $1,000,000 + 10% de lucros, era um absurdo.

O regime de beleza de Marilyn é bem documentado. Nos sets de filmagem de «River of No Return», ela usava uma máscara de vaselina no rosto. Seu primeiro marido, James Dougherty, alegava que ela lavava o rosto 15 vezes ao dia, e segundo o que foi confidenciado ao fotógrafo Bert Stern, ela usava todos os dias hidratante Nivea. Além disso, Marilyn evitava o sol.

Para manter a forma, Marilyn fazia uma dieta bizarra na época, rica em gorduras e pobre em fibras em carboidratos, que consistia numa mistura de leite e ovos crus pela manhã, nada de almoço, e bife de carne de carneiro ou fígado com quatro ou cinco cenouras cruas na janta. A estrela, porém, evitava sobremesas, corria e fazia ginástica todos os dias em sua própria casa, além de ser adepta da yoga.

Os cantores favoritos de Marilyn eram Ella Fitzgerald e Frank Sinatra. Certa vez, Ella declarou que Marilyn a ajudou em sua carreira, pois foi por causa de um convite intermediado pela loira para tocar na discoteca Mocambo, a mais popular na década de 1950, que a partir de então a cantora nunca mais se apresentou em clubes pequenos de jazz. Segundo Fitzgerald, Marilyn era uma mulher muito a frente de seu tempo, e que ela mesma não fazia ideia do poder que tinha.

Diz-se que o maior sonho de Marilyn era ser mãe, o que jamais aconteceu, e embora tenha sido divulgado que ela sofreu dois abortos espontâneos, de acordo com Norman Mailer, em seu livro «Marilyn: Uma Biografia», a estrela sofreu ao menos 12 abortos até quando completou 29 anos.

Durante seu terceiro casamento, com Arthur Miller, Marilyn se converteu ao judaísmo.

Marilyn tinha uma meia-irmã chamada Berniece Baker Miracle. As duas não sabiam da existência uma da outra até quando Berniece estava com 19 e Norma Jeane com 12 anos. Quando souberam que eram irmãs não se desgrudaram mais até mesmo depois que Norma Jeane se tornou Marilyn. Berniece escreveu uma biografia chamada «My Sister Marilyn» publicada em 1994. Marilyn deixou $10,000 para sua irmã em seu testamento.

Segundo um arquivo de 34 páginas do FBI, Marilyn Monroe era simpatizante do comunismo. O documento incluía a informação de que a artista havia aplicado para a obtenção de um visto para visitar a URSS, bem como que tinha contatos com pessoas que a agência federal de investigação acreditava serem comunistas.

Sua certidão de óbito, assinada pelo médico Thomas Noguchi, de Los Angeles, atesta como causa mortis «envenenamento por barbitúricos», e embora a polícia tenha considerado a hipótese de suicídio, e ainda hoje existam teorias inúmeras de que ela poderia ter sido assassinada, nunca houve provas a respeito. Jack Clemmons, o primeiro policial a chegar no local onde a estrela morreu, descreve a cena da seguinte forma:

«Marilyn estava deitada com o rosto para baixo, na posição que chamamos de posição de soldado. Suas mãos estavam ao lado e suas pernas estavam perfeitamente esticadas. Foi a cena de morte mais bem encenada que eu já vi. Os frascos de comprimidos em sua mesa de cabeceira tinham sido organizados em ordem e o corpo estava deliberadamente posicionado. Tudo parecia muito bem arrumado.» (Summers, Anthony (1985). Goddess: The Secret Life of Marilyn Monroe. Macmillan)

Após sua morte, seu segundo marido, Joe DiMaggio, durante 20 anos, e três vezes por semana, colocava uma dúzia de rosas vermelhas em seu túmulo, e nunca mais se casou. Diz-se que suas últimas palavras antes de morrer foram: «Eu finalmente vou ver Marilyn».

Uma das declarações mais memoráveis de Marilyn sobre ela mesma é a seguinte:

«Minhas ilusões não tinham nada a ver com ser uma boa atriz. Eu sabia como de terceira categoria eu era. Eu podia sentir a minha falta de talento, como se estivesse usando roupas baratas. Mas, meu Deus, como eu queria aprender, mudar, e melhorar!»

O portal da LIFE/Time Magazine dispõe um acervo de fotos raras de Marilyn Monroe, que vão desde os seus primeiros anos de carreira, aos bastidores do traumático divórcio com DiMaggio, a sessões de treino para um número musical, aos bastidores de um filme com sua grande amiga Jane Russell, até a polêmica apresentação no Madison Square Garden no aniversário de JKF. Algumas dessas imagens, incluindo diversos outros ensaios fotográficos, inclusive em sua casa, podem ser conferidas abaixo.

E abaixo, algumas fotos de Marilyn tiradas por Philippe Halsmann de 1952 a 1962 para a LIFE, e que fazem parte do acervo constante do livro «LIFE Remembering Marilyn»:

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