Review do episódio #8.03 de Dexter

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Da forma como estão acontecendo as coisas no universo de «Dexter» nessa oitava e última temporada, a impressão que temos é que os roteiristas realmente sabem o que estão fazendo.

Após os eventos em «Every Silver Lining», a série segue com o terceiro episódio intitulado «What’s eating Dexter Morgan?», numa referência ao romance de Peter Hedges adaptado para o cinema sob o homônimo «What’s eating Gilbert Grape?», no qual o personagem título tem que tomar conta do irmão com problemas mentais e da mãe extremamente obesa quando as coisas começam a realmente acontecer em sua vida.

Aqui, em «Dexter», a referência não poderia ser mais oportuna. Com um novo serial killer a caçar, com a Dra Vogel (Charlotte Rampling) trazendo novidades para sua vida e vítima de um suposto maníaco ex-paciente, Dexter (Michael C. Hall) tem ainda a difícil tarefa de tomar conta de (Jennifer Carpenter), que perdeu totalmente o controle após a morte de LaGuerta (Laura Vélez), e está prestes a fazer alguma besteira, bem como do próprio filho Harrison (Jadon Wells), vivendo assim sua fase mais paternal na série.

Depois da surpreendente descoberta de que Harry (James Remar) buscou a ajuda da Dra Vogel quando da descoberta de que Dexter era psicopata já desde pequeno, e que ambos criaram o código de conduta moral que o torna um assassino em série tão eficiente, o personagem une forças com a neuropsicóloga para rastrear, identificar e eliminar seu perseguidor, autor dos crimes em série ocorridos desde o primeiro episódio da temporada.

Paralelamente, Debra, que agora não apenas tem as mãos sujas de sangue com a morte de LaGuerta, mas também do assassino profissional que estava no seu encalço, perdeu o propósito da vida, e passa a afundar cada vez mais. Entregue ao alcoolismo, ela agora trabalha em casos cada vez mais degradantes junto a Elway (Sean Patrick Flanery), e não bastasse envolver Quinn (Desmond Harrington), o que complicará seu relacionamento com Jamie (Aimee Garcia), após um encontro com Dexter no qual ele tenta mostrar-lhe seu lado bom, a personagem finalmente decide confessar o assassinato da chefe de polícia.

Felizmente, para Dexter, Quinn é a pessoa que a atende no distrito, e com a ajuda de Vogel, Debra é sedada e levada para casa, onde deverá interagir com a neuropsicóloga no episódio da semana que vem e, espera-se, tenhamos um fio de esperança de que a personagem possa recuperar o juízo e compreender a verdadeira natureza do irmão.

O balanço final, é no sentido de que o episódio se prestou para desvendar algumas suspeitas, por exemplo, a de que a Dra Vogel poderia ter alguma coisa a ver com os novos crimes ocorridos em Miami. Capturado o verdadeiro maníaco por Dexter, a dúvida foi sanada, o que, todavia, não afasta o fato de que a personagem é deveras intrigante a ponto de questionarmos o tempo todo seus reais motivos para se reaproximar de Dex depois de tanto tempo.

Ainda, quanto a Deb, notamos um rasgo de otimismo quando a personagem finalmente sorri para o irmão no restaurante. Sinal de que o tempo vai melhorar para esses dois? Por outro lado, impossível antever a reação da personagem quando descobrir e ver por si mesma a gravação de Harry no consultório de Vogel pedindo sua ajuda no que diz respeito a Dexter. Será que vendo o próprio pai agindo de modo a ajudar e defender o filho adotivo ela vai se convencer a guardar seu segredo? O fato é que a personagem sofre por ter matado LaGuerta, e isso ainda pode custar caro. Agora então, que confessou o crime para Quinn, ainda que ele e nada sejam a mesma coisa, nunca se sabe.

Mas falando em suspeitas, ficam novas. O que afinal é a bebida que Elway dá para Deb, e ela nem ao menos se dá ao trabalho de investigar o que seja? O personagem está ali, e não é à toa.

Ficam abertas as inúmeras possibilidades para os próximos nove e últimos capítulos de Dexter.

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