Review do episódio #8.01 de Dexter

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A oitava temporada de «Dexter» teve início ontem, pelo canal Showtime, e não deixou nada a desejar, de modo que podemos esperar mesmo boa coisa desse último ano.

Dando sequência aos eventos do sétimo ano da série, «A Beautiful Day» começa exatamente seis meses após a morte de LaGuerta (Laura Vélez), no dramático episódio «Surprise, Motherfucker!». Nesse rompente, temos o distanciamento de longa data entre Dexter (Michael C. Hall) e Debra (Jennifer Carpenter), lembrando que no final da temporada anterior, a personagem se viu «forçada» a escolher entre a vida de seu irmão ou de sua comandante, após esta descobrir a identidade do verdadeiro «Bay Harbour Butcher».

Vemos, então, a rotina que se segue com Dexter no departamento com a morte de Maria e a demissão de Debra, que agora trabalha como detetive particular na Elway Investigations, presidida por Jacob Elway (Sean Patrick Flanery), personagem esse que ainda não mostrou para que veio. Nesse ínterim, Batista (David Zayas) se vê obrigado a voltar de sua aposentadoria e é agora o capitão do distrito, e vem discretamente atuando de modo a acalentar a perda de sua ex-esposa, o que possivelmente pode dar azo a uma investigação mais a fundo a ponto de descobrir o verdadeiro autor do seu assassinato. Quinn (Desmond Harrington), por enquanto, não tem muito a oferecer depois das confusões da temporada anterior, e aproveita o tempo para namorar a irmã de seu ex-parceiro, Jamie Batista (Aimee Garcia).

Dexter, por seu turno, vem desempenhando bem seu papel de pai, mas é como irmão preocupado que ele acaba cometendo novos (e mais!) deslizes. Ao descobrir que Debra está trabalhando disfarçada como amante de um ladrão, e que pode estar na mira de um perigoso assassino, ele se precipita e acaba assassinando o sujeito com quem sua irmã estava se relacionando até concluir seu caso, mesmo depois dela dizer com todas as letras que não queria mais vê-lo e que o odiava por fazê-la matar LaGuerta, o que aumenta mais ainda o abismo entre os dois.

Não bastasse o impasse com Debra, que provavelmente terá muito pano para a manga e que será certamente o fio condutor para o destino de Dexter nesse último ano, considerando ainda que a ex-policial deixa claro que o irmão «destruiu sua vida», sendo ela o único elo de ligação dele com a realidade, tem ainda uma nova e perigosa figura que ronda o personagem título. Recém-chegada da Inglaterra para colaborar no Miami Metro com um novo caso que lembra muito o modus operandi do «Ice truck killer» (da primeira temporada), a neuropsicóloga especialista em assassinos em série, Evelyn Vogel (Charlotte Rampling), surge com denotado e inesperado interesse por Dexter.

Tão instigante quanto os diálogos entre Vogel e Dexter, é finalmente ter a certeza, ao final do episódio, de que a personagem não apenas sabe quem ele é, como também conhece o código de conduta moral com o qual ele foi criado por seu pai adotivo (James Remar). Fica agora a dúvida sobre como será trabalhada a ideia de que a personagem «ajudou» Harry a educar e controlar a psicopatia de Dexter desde pequeno, e qual de fato é seu interesse no nele depois de tantos anos sem jamais dar as caras.

A oitava temporada realmente promete: temos um novo e misterioso serial killer que segue o mesmo padrão do falecido irmão de Dexter; Debra pode comprometer tudo o que o personagem título é a ponto de eventualmente fazê-lo tomar uma grande e final decisão; a Dra Vogel pode vir para ajudar ou atrapalhar a evolução ou a involução do personagem, considerando ainda as falhas que ele vem cometendo e que, segundo o próprio Michael C. Hall apontou, podem nada mais significar do que o ensejo de se ver descoberto, com desmistificação de tudo aquilo que Harry representou ao longo das sete últimas temporadas; e fica mais próximo o dia em que Dexter pode ter seu segredo totalmente descoberto.

Se a oitava temporada selará para sempre a autonomia da série em relação aos livros de Jeff Lindsay, não sabemos. A ousadia dos roteiristas e produtores está ai, e o próprio Michael C. Hall já declarou estar satisfeito com o final reservado para seu personagem. Portanto, independentemente do final, certo é que podemos esperar boa coisa.

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