Star Trek: O futuro começa

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Depois de assistir a « Star Trek », ficou a sensação de que J.J. Abrams foi mesmo para onde nenhum outro homem já foi…

Bom, talvez, exceto, por Martin Campbell e Christopher Nolan, já que parece estar mesmo em voga recomeçar a saga de grandes sucessos do cinema do passado. Aliás, a moda pegou de jeito. Campbell reiniciou a franquia do espião mais famoso da telona, James Bond, com o seu arrebatador « Casino Royale », com méritos também de Daniel Craig, que surpreendeu depois de várias chacotas públicas de que seria ele « o mais feio » dos agentes secretos da coroa britânica comparado aos seus ilustres predecessores (dentre os quais, Sean Connery e Roger Moore), que acabou rendendo uma continuação, « Quantum of Solace », de Marc Forster, fazendo os críticos maldosos pagarem com a própria língua pela boa receptividade do público quanto aos dois filmes.

Nolan, por sua vez, reiniciou a franquia « Batman » com os sucessos de « Batman Begins » e « O Cavaleiro das Trevas », filmes esses que nos mostram uma nova faceta do herói mascarado, e como nunca antes vimos, talvez apenas no quadrinhos, para verdadeiro delírio dos fãs, e acabou até mesmo se tornando motivo de interesse da Warner Bros. e sua afiliada DC Comics em também recomeçar a saga do Homem de Aço no cinema, já que o filme « Superman Returns », de Bryan Singer, não vingou pelo fato de não ter agradado o público em geral, segundo, pelo menos, o que dizem os tablóides especializados em rumores e notícias sobre o mundo do cinema.

Recomeçar cinesséries não é mérito apenas das grandes e mais caras franquias, pois recentemente também tivemos o relançamento da saga de Jason Voorhes com o novo « Sexta-Feira 13 », o qual, dizem, pois ainda não vi, é muito bom, e há rumores de que estão também trazendo de volta à vida os mortos dos filmes de George Romero!

Enfim, se for pra falar de tudo o que pretendem « rebootar » no cinema, vai ser um tópico que não acaba mais, de modo que, vamos logo ao que interessa…

Apesar de não ser o primeiro a recomeçar um grande sucesso do cinema, J.J. Abrams tem seus méritos. Afinal, trata-de se « Star Trek ». Ou seja, não é assim uma coisinha a toa, sem desmerecer os outros filmes e franquias em geral. Mas é « Star Trek », oras! Uma saga que anda por ai fascinando as pessoas há mais de 40 anos! E olha, embora eu tenha acompanhado muitos episódios da série de TV original pelas reprises do antigo canal Sci-Fi que por aqui era transmitido onde hoje é o Universal Channel, e tenha assistido a todos os filmes, com exceção dos seus derivados, dentre os quais, « The New Generation », « Deep Space Nine », « Voyager » e « Enterprise », que nunca me atrairam, não me considero uma « trekker » por assim dizer, mas sei que esse novo filme, com a promessa de recomeçar uma das histórias de ficção-científica mais aclamadas pelo público devia ser algo espetacular. E foi.

Assistir ao novo « Star Trek » foi uma experiência inefável. Mesmo eu, que sou muito leiga em vários aspectos da franquia original e da série de TV, notei referências deleitáveis e que cumpriram seu papel em homenagear uma saga tão bem construída. Claro, falando assim é até fácil. Seria basicamente injetar uma boa grana, e ter a genialidade de um diretor já consagrado no gênero ficção-científica como J.J. Abrams, que já vem fascinando desde algum tempo com as séries « Alias », « Lost » e « Fringe », e juntar retalhos do passado de « Star Trek » para construir uma boa trama. Mas não é só isso…

É fato notório que os fãs de « Star Trek » são dos mais exigentes. Sendo assim, surpreendê-los com um « reboot » da cinessérie não é uma tarefa que se constrói apenas trazendo os personagens que tanto amam na pele de novos e talentosos atores, ou fazendo referências ao universo de « Star Trek » e mandando ver nos efeitos especiais. Seria muito fácil se fosse só isso. O problema, por assim dizer, é que « Star Trek » vem rendendo boas histórias há mais de 40 anos, desde que a série de TV estrelou no outuno estadunidense de 1966, e depois com os filmes, e então seus derivados, apresentando ao público inúmeros outros personagens.

Para que o novo filme pudesse ser bem aceito, considerando que se trata do reinício da franquia, deveria então, creio eu, haver uma boa explicação para esses 40 anos de histórias que acompanhamos simplesmente deixarem de existir para dar azo às novas aventuras da Enterprise, claro, já levando em conta a hipótese de que continuações estão por vir. Afinal, por mais que tenha sido o filme um deleite visual, seja com os efeitos, e a performance dos atores que incorporaram muito bem os personagens icônicos, ficou a preocupação de que fosse apagado para sempre da história de « Star Trek » tudo o que os tripulantes da Enterprise viveram até agora.

Felizmente, a genialidade de J.J. Abrams em adaptar o excelente roteiro de Roberto Orci e Alex Kurtzman, companheiros seus desde « Alias » e, atualmente, « Fringe », foi até onde nenhum outro homem poderia ir.

Com muita abnegação, o filme não apenas construiu as origens dos personagens James T. Kirk (Chris Pine) e Spock (Zachary Quinto), a evolução da sua relação até se tornarem amigos, e nos trouxe os tripulantes originais, como também desenvolveu uma história envolvendo a sempre temida viagem no tempo, que acabou criando na história um novo timeline. Bom, explicando pormenores, temos uma nave romulana vinda do futuro, conduzida por um certo capitão Nero (Eric Bana), que parece vir se vingar de Spock por alguma coisa. Ele destrói a nave da Federação sob o comando de George Kirk, pai de James T. Kirk. Passados mais de vinte anos, a nave volta a atacar, e temos uma mudança arrebatadora na história original, que acaba criando uma nova realidade, na qual teremos então as novas aventuras de « Star Trek ». Deu pra entender? Bom, o fato é que, viagens no tempo sempre me confundem a cabeça, mas a ideia é mais ou menos essa.

A inserção dos personagens originais na trama e a renião dos mesmos na Enterprise só corroboram o fato de que o ciclo se fecha com perfeição no filme. O jovem James T. Kirk, agora com 25 anos, é procurado por Pike (Bruce Greenwood) para que se aliste na Federação. Lá, ele encontra McCoy, a quem apelida de Bones (Karl Urban) e Spock. Logo no começo, o jovem Kirk se mostra o encrenqueiro e mulherengo que estávamos acostumados a ver na série, principalmente quando tenta se envolver com Uhura (Zoe Saldanha) e entra imediatamente em conflito com Spock ao vencer um de seus testes, valendo-se apenas do improviso, algo que o vulcaniano não aceita bem considerando sua lógica, e o acusa de fraudar o exercício.

Mas o ataque da nave romulana faz com que a Enterprise, sob o comando de Pike entre em ação. Kirk, suspenso por causa das acusações de Spock, acaba indo escondido, ajudado por McCoy. Os outros membros da tripulação original nos são apresentados, dentre eles, Sulu (John Cho) e Chekov (Anton Yelchin), com todas as suas características inerentes. Chekov, aliás, rende alguns dos momentos mais engraçados, tanto quanto Kirk com as reações aos medicamentos que lhe são ministrados pelo ainda inexperiente McCoy.

Bom, resumindo, Pike acaba sendo capturado, o planeta Vulcano é destruído, Spock assume o posto de capitão e entra novamente em conflito com Kirk, o qual tem um outro plano para abatar os romulanos, mas o vulcaniano o manda para um deserto gelado, onde, atacado por uma fera, é salvo por ninguém mais do que o Spock do passado, quer dizer, do futuro (Leonard Nimoy), que não apenas explica o motivo dos romulanos estarem ali, como o instrui como seguir adiante com a missão, revelendo, entre uma coisa e outra, o futuro no qual Kirk e Spock são grandes amigos. De volta à nave, Kirk, agora acompanhado de Scott (Simon Pegg), outro dos tripulantes originais da Enterprise, acaba desestabilizando Spock, a ponto dele mesmo renunciar o cargo, ao que Kirk assume o posto e, ao final, a missão acaba sendo bem sucedida com a ajuda de todos.

Fazendo ou não sentido, a ideia da mudança da realidade, com um novo timeline por causa da vinda da nave do futuro, fazendo com que Kirk se tornasse imediatamente capitão da Enterprise ao final, ao invés de primeiro comandar a Farragut, e já ter entre sua tripulação Chekov, que não faz parte da formação original, bem como a destruição do planeta Vulcano e a morte da mãe de Spock, acabou sendo uma boa forma de recomeçar a franquia. Provavelmente teremos histórias muito boas pela frente, e que de modo algum, por conta dessa narrativa deveras satisfatória, irá interferir ou prejudicar com o que já temos de « Star Trek », agradando aos antigos e aos novos fãs.

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Não menos importante, falar do elenco que compõe a tripulação da Enterprise nunca é demais. Chris Pine como Kirk parecia uma promessa que não seria cumprida, especialmente a julgar pela idade e pelo fato de não possuir uma grande bagagem. Preconceitos à parte, ele acabou fazendo bem seu papel, trazendo o que de melhor e de pior tinhamos do Kirk outrora interpretado por William Shatner. Já, Zachary Quinto como Spock, talvez por vir de uma série famosa da TV, que é « Heroes », na qual interpreta o temido vilão Sylar, e por terem sido divulgadas imagens suas como Spock antes da conclusão do filme, impressionando a muitos pela semelhança física com Leonard Nimoy como o personagem icônico, e dos mais adorados da saga, por óbvio, que não deixou nem um pouco a desejar, pois incorporou com verdadeiro empenho o cinismo inerente a Spock. Quando aos demais, Zoe Saldanha, Karl Urban, John Cho, Anton Yelchin e Simon Pegg como, respectivamente, Uhura, McCoy, Sulu, Chekov e Scott, mandaram todos muitissimo bem, e honraram com muito zelo seus predecessores. Alguns, obviamente, sobressairam-se mais do que outros, mas tivemos todos os membros originais da tripulação em suas melhores formas, e muito bem interpretados.

Resumindo, o filme foi ótimo. Espero que todos possam voltar para os próximos filmes, e que sejam muitos! Afinal, depois de um recomeço surpreendente como esse, o mínimo que se pode desejar é « Vida longa e próspera » à « Star Trek » e a todos os seus envolvidos!

Depois de assistir a « Star Trek », ficou a sensação de que J.J. Abrams foi mesmo para onde nenhum outro homem já foi…

Bom, talvez, exceto, por Martin Campbell e Christopher Nolan, já que parece estar mesmo em voga recomeçar a saga de grandes sucessos do cinema do passado. Aliás, a moda pegou de jeito. Campbell reiniciou a franquia do espião mais famoso da telona, James Bond, com o seu arrebatador « Casino Royale », com méritos também de Daniel Craig, que surpreendeu depois de várias chacotas públicas de que seria ele « o mais feio » dos agentes secretos da coroa britânica comparado aos seus ilustres predecessores (dentre os quais, Sean Connery e Roger Moore), que acabou rendendo uma continuação, « Quantum of Solace », de Marc Forster, fazendo os críticos maldosos pagarem com a própria língua pela boa receptividade do público quanto aos dois filmes.

Nolan, por sua vez, reiniciou a franquia « Batman » com os sucessos de « Batman Begins » e « O Cavaleiro das Trevas », filmes esses que nos mostram uma nova faceta do herói mascarado, e como nunca antes vimos, talvez apenas no quadrinhos, para verdadeiro delírio dos fãs, e acabou até mesmo se tornando motivo de interesse da Warner Bros. e sua afiliada DC Comics em também recomeçar a saga do Homem de Aço no cinema, já que o filme « Superman Returns », de Bryan Singer, não vingou pelo fato de não ter agradado o público em geral, segundo, pelo menos, o que dizem os tablóides especializados em rumores e notícias sobre o mundo do cinema.

Recomeçar cinesséries não é mérito apenas das grandes e mais caras franquias, pois recentemente também tivemos o relançamento da saga de Jason Voorhes com o novo « Sexta-Feira 13 », o qual, dizem, pois ainda não vi, é muito bom, e há rumores de que estão também trazendo de volta à vida os mortos dos filmes de George Romero!

Enfim, se for pra falar de tudo o que pretendem « rebootar » no cinema, vai ser um tópico que não acaba mais, de modo que, vamos logo ao que interessa…

Apesar de não ser o primeiro a recomeçar um grande sucesso do cinema, J.J. Abrams tem seus méritos. Afinal, trata-de se « Star Trek ». Ou seja, não é assim uma coisinha a toa, sem desmerecer os outros filmes e franquias em geral. Mas é « Star Trek », oras! Uma saga que anda por ai fascinando as pessoas há mais de 40 anos! E olha, embora eu tenha acompanhado muitos episódios da série de TV original pelas reprises do antigo canal Sci-Fi que por aqui era transmitido onde hoje é o Universal Channel, e tenha assistido a todos os filmes, com exceção dos seus derivados, dentre os quais, « The New Generation », « Deep Space Nine », « Voyager » e « Enterprise », que nunca me atrairam, não me considero uma « trekker » por assim dizer, mas sei que esse novo filme, com a promessa de recomeçar uma das histórias de ficção-científica mais aclamadas pelo público devia ser algo espetacular. E foi.

Assistir ao novo « Star Trek » foi uma experiência inefável. Mesmo eu, que sou muito leiga em vários aspectos da franquia original e da série de TV, notei referências deleitáveis e que cumpriram seu papel em homenagear uma saga tão bem construída. Claro, falando assim é até fácil. Seria basicamente injetar uma boa grana, e ter a genialidade de um diretor já consagrado no gênero ficção-científica como J.J. Abrams, que já vem fascinando desde algum tempo com as séries « Alias », « Lost » e « Fringe », e juntar retalhos do passado de « Star Trek » para construir uma boa trama. Mas não é só isso…

É fato notório que os fãs de « Star Trek » são dos mais exigentes. Sendo assim, surpreendê-los com um « reboot » da cinessérie não é uma tarefa que se constrói apenas trazendo os personagens que tanto amam na pele de novos e talentosos atores, ou fazendo referências ao universo de « Star Trek » e mandando ver nos efeitos especiais. Seria muito fácil se fosse só isso. O problema, por assim dizer, é que « Star Trek » vem rendendo boas histórias há mais de 40 anos, desde que a série de TV estrelou no outuno estadunidense de 1966, e depois com os filmes, e então seus derivados, apresentando ao público inúmeros outros personagens.

Para que o novo filme pudesse ser bem aceito, considerando que se trata do reinício da franquia, deveria então, creio eu, haver uma boa explicação para esses 40 anos de histórias que acompanhamos simplesmente deixarem de existir para dar azo às novas aventuras da Enterprise, claro, já levando em conta a hipótese de que continuações estão por vir. Afinal, por mais que tenha sido o filme um deleite visual, seja com os efeitos, e a performance dos atores que incorporaram muito bem os personagens icônicos, ficou a preocupação de que fosse apagado para sempre da história de « Star Trek » tudo o que os tripulantes da Enterprise viveram até agora.

Felizmente, a genialidade de J.J. Abrams em adaptar o excelente roteiro de Roberto Orci e Alex Kurtzman, companheiros seus desde « Alias » e, atualmente, « Fringe », foi até onde nenhum outro homem poderia ir.

Com muita abnegação, o filme não apenas construiu as origens dos personagens James T. Kirk (Chris Pine) e Spock (Zachary Quinto), a evolução da sua relação até se tornarem amigos, e nos trouxe os tripulantes originais, como também desenvolveu uma história envolvendo a sempre temida viagem no tempo, que acabou criando na história um novo timeline. Bom, explicando pormenores, temos uma nave romulana vinda do futuro, conduzida por um certo capitão Nero (Eric Bana), que parece vir se vingar de Spock por alguma coisa. Ele destrói a nave da Federação sob o comando de George Kirk, pai de James T. Kirk. Passados mais de vinte anos, a nave volta a atacar, e temos uma mudança arrebatadora na história original, que acaba criando uma nova realidade, na qual teremos então as novas aventuras de « Star Trek ». Deu pra entender? Bom, o fato é que, viagens no tempo sempre me confundem a cabeça, mas a ideia é mais ou menos essa.

A inserção dos personagens originais na trama e a renião dos mesmos na Enterprise só corroboram o fato de que o ciclo se fecha com perfeição no filme. O jovem James T. Kirk, agora com 25 anos, é procurado por Pike (Bruce Greenwood) para que se aliste na Federação. Lá, ele encontra McCoy, a quem apelida de Bones (Karl Urban) e Spock. Logo no começo, o jovem Kirk se mostra o encrenqueiro e mulherengo que estávamos acostumados a ver na série, principalmente quando tenta se envolver com Uhura (Zoe Saldanha) e entra imediatamente em conflito com Spock ao vencer um de seus testes, valendo-se apenas do improviso, algo que o vulcaniano não aceita bem considerando sua lógica, e o acusa de fraudar o exercício.

Mas o ataque da nave romulana faz com que a Enterprise, sob o comando de Pike entre em ação. Kirk, suspenso por causa das acusações de Spock, acaba indo escondido, ajudado por McCoy. Os outros membros da tripulação original nos são apresentados, dentre eles, Sulu (John Cho) e Chekov (Anton Yelchin), com todas as suas características inerentes. Chekov, aliás, rende alguns dos momentos mais engraçados, tanto quanto Kirk com as reações aos medicamentos que lhe são ministrados pelo ainda inexperiente McCoy.

Bom, resumindo, Pike acaba sendo capturado, o planeta Vulcano é destruído, Spock assume o posto de capitão e entra novamente em conflito com Kirk, o qual tem um outro plano para abatar os romulanos, mas o vulcaniano o manda para um deserto gelado, onde, atacado por uma fera, é salvo por ninguém mais do que o Spock do passado, quer dizer, do futuro (Leonard Nimoy), que não apenas explica o motivo dos romulanos estarem ali, como o instrui como seguir adiante com a missão, revelendo, entre uma coisa e outra, o futuro no qual Kirk e Spock são grandes amigos. De volta à nave, Kirk, agora acompanhado de Scott (Simon Pegg), outro dos tripulantes originais da Enterprise, acaba desestabilizando Spock, a ponto dele mesmo renunciar o cargo, ao que Kirk assume o posto e, ao final, a missão acaba sendo bem sucedida com a ajuda de todos.

Fazendo ou não sentido, a ideia da mudança da realidade, com um novo timeline por causa da vinda da nave do futuro, fazendo com que Kirk se tornasse imediatamente capitão da Enterprise ao final, ao invés de primeiro comandar a Farragut, e já ter entre sua tripulação Chekov, que não faz parte da formação original, bem como a destruição do planeta Vulcano e a morte da mãe de Spock, acabou sendo uma boa forma de recomeçar a franquia. Provavelmente teremos histórias muito boas pela frente, e que de modo algum, por conta dessa narrativa deveras satisfatória, irá interferir ou prejudicar com o que já temos de « Star Trek », agradando aos antigos e aos novos fãs.

Não menos importante, falar do elenco que compõe a tripulação da Enterprise nunca é demais. Chris Pine como Kirk parecia uma promessa que não seria cumprida, especialmente a julgar pela idade e pelo fato de não possuir uma grande bagagem. Preconceitos à parte, ele acabou fazendo bem seu papel, trazendo o que de melhor e de pior tinhamos do Kirk outrora interpretado por William Shatner. Já, Zachary Quinto como Spock, talvez por vir de uma série famosa da TV, que é « Heroes », na qual interpreta o temido vilão Sylar, e por terem sido divulgadas imagens suas como Spock antes da conclusão do filme, impressionando a muitos pela semelhança física com Leonard Nimoy como o personagem icônico, e dos mais adorados da saga, por óbvio, que não deixou nem um pouco a desejar, pois incorporou com verdadeiro empenho o cinismo inerente a Spock. Quando aos demais, Zoe Saldanha, Karl Urban, John Cho, Anton Yelchin e Simon Pegg como, respectivamente, Uhura, McCoy, Sulu, Chekov e Scott, mandaram todos muitissimo bem, e honraram com muito zelo seus predecessores. Alguns, obviamente, sobressairam-se mais do que outros, mas tivemos todos os membros originais da tripulação em suas melhores formas, e muito bem interpretados.

Resumindo, o filme foi ótimo. Espero que todos possam voltar para os próximos filmes, e que sejam muitos! Afinal, depois de um recomeço surpreendente como esse, o mínimo que se pode desejar é « Vida longa e próspera » à « Star Trek » e a todos os seus envolvidos!

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